leitura para o feriado: (ha, a ilusão. isso se lê em 20 segundos).
acho que dos meus 10 leitores, todos devem ter lido a história da musa. os que não, suponho que se entenda a história a seguir da mesma forma. enfim, a musa está de volta.
ainda sem comments, então comentários, se surgirem, por email, odyr@hotmail.com.
salud.
quinta-feira, março 24, 2005
terça-feira, março 22, 2005
a neen project: googlism.
aparentemente, é uma perversão do google, que organiza a pesquisa de forma que o resultado parece um texto de gertrude stein. tentei com meu nome e obtive a reposta que "google still didn´t know enough about odyr". hmm. mas aqui está toda a verdade sobre wilbur, por exemplo(minha parte favorita acho que é wilbur is a male wolverine that was born in 1990 ):
wilbur is radiant'wilbur is about to start working for your companywilbur is a 1995 graduate of cicerowilbur is the namewilbur is getting fat and winter is coming charlotte & wilburwilbur is in need of a loving home in cawilbur is radiant by bonniesayerswilbur is about to start working for yourwilbur is a windows based utility that can quickly index the contents of your disk files so you find quickly find that wimley contractwilbur is getting fat and winter is coming charlotte & wilbur become friends pigs on farms are killed for food fern thinks of wilbur as a pet this is aboutwilbur iswilbur is started normally from a short cut icon without any parameterswilbur is a full time urinal scrubber at the wilmerding high schoolwilbur is an unhappy man when he doesn?t get plenty of booze flowing through his veinswilbur is a little wiggly earthworm that lives in your armwilbur is the wildflowerswilbur is well known for its academic excellencewilbur is a sun workstation that is currently set up to be the webserver for the web pages of the students at wellesley collegewilbur is the best capital investment ever made at our nurserywilbur is a male wolverine that was born in 1990 in the wildwilbur is a founding member of the new jameswilbur is half german shepherd and half collie
aparentemente, é uma perversão do google, que organiza a pesquisa de forma que o resultado parece um texto de gertrude stein. tentei com meu nome e obtive a reposta que "google still didn´t know enough about odyr". hmm. mas aqui está toda a verdade sobre wilbur, por exemplo(minha parte favorita acho que é wilbur is a male wolverine that was born in 1990 ):
wilbur is radiant'wilbur is about to start working for your companywilbur is a 1995 graduate of cicerowilbur is the namewilbur is getting fat and winter is coming charlotte & wilburwilbur is in need of a loving home in cawilbur is radiant by bonniesayerswilbur is about to start working for yourwilbur is a windows based utility that can quickly index the contents of your disk files so you find quickly find that wimley contractwilbur is getting fat and winter is coming charlotte & wilbur become friends pigs on farms are killed for food fern thinks of wilbur as a pet this is aboutwilbur iswilbur is started normally from a short cut icon without any parameterswilbur is a full time urinal scrubber at the wilmerding high schoolwilbur is an unhappy man when he doesn?t get plenty of booze flowing through his veinswilbur is a little wiggly earthworm that lives in your armwilbur is the wildflowerswilbur is well known for its academic excellencewilbur is a sun workstation that is currently set up to be the webserver for the web pages of the students at wellesley collegewilbur is the best capital investment ever made at our nurserywilbur is a male wolverine that was born in 1990 in the wildwilbur is a founding member of the new jameswilbur is half german shepherd and half collie
como todos sabem, existem dois tipos de pessoa: as que dividem as pessoas em dois tipos e as que não dividem.
algumas dessas divisões são rasteiras, grosseiras, preconceituosas. coisa de piada de bar.
algumas são tentativas (ainda que precárias e dualistas) de entender o mundo.
obviamente todos se lembram de yin/yang. lembro do zen e a manutenção das motocicletas, que dividia o tipo de mentes em clássicas e românticas. cortazar dividia em cronópios e famas (com a estação intermediária dos esperanças).
pois uma classificação nova surge: neen e telic.
neen é um movimento artístico. não há relatos de que os telic tenham se organizado para fazer o mesmo. eu me sinto bastante neen. em fato, eu sou uma pessoa pouquíssimo telic.
enfim. a fonte está aqui. toneladas de coisas para ver, ouvir, cheirar, sentir.
sensacional: você mesmo pode definir o que é neen. o manifesto está aberto. (in fact, if you look, you can find my little piece of neen there. ops. if is still there.)
algumas dessas divisões são rasteiras, grosseiras, preconceituosas. coisa de piada de bar.
algumas são tentativas (ainda que precárias e dualistas) de entender o mundo.
obviamente todos se lembram de yin/yang. lembro do zen e a manutenção das motocicletas, que dividia o tipo de mentes em clássicas e românticas. cortazar dividia em cronópios e famas (com a estação intermediária dos esperanças).
pois uma classificação nova surge: neen e telic.
neen é um movimento artístico. não há relatos de que os telic tenham se organizado para fazer o mesmo. eu me sinto bastante neen. em fato, eu sou uma pessoa pouquíssimo telic.
enfim. a fonte está aqui. toneladas de coisas para ver, ouvir, cheirar, sentir.
sensacional: você mesmo pode definir o que é neen. o manifesto está aberto. (in fact, if you look, you can find my little piece of neen there. ops. if is still there.)
segunda-feira, março 21, 2005
meu horror aos aniversários é ocasionalmente atenuado pela amizade. então, um mimo ao imperador.
golpe clássico do desenhista: sem dinheiro, dá um desenho de presente. :)
golpe clássico do desenhista: sem dinheiro, dá um desenho de presente. :)
o futuro, em duas versões: natureza encontra ciência (robot dog, meet dog) e future trash: um dos melhores piores clips futuristas (hey, love cruzader, I wanna be your space invader).
sexta-feira, março 18, 2005
os amigos locais vêem minha cara feia mais do que gostariam, mas os distantes talvez não vejam há um tempo, então, aqui, no flickr, eles podem ver my ugly bearded face. plus bitisa.
quinta-feira, março 17, 2005
zatoichi .
amigos locais: sai hoje de cartaz. então: VEJAM. amigos espalhados pelo mundo: idem.
fui como a criança vai ao circo, vai à disney: feliz já na fila. e bitisa, que foi conformada, para apoiar o namorado retardado que gosta de filmes de kung fu, saiu encantada. (se ela não me enganou).
takeshi kitano, ou beat takeshi é um dos meus heróis e a very cool man.
nesse filme, sem o indefectível terninho preto.
zatoichi é um avanço na obra, um filme de época, engraçado, violento e tocante. ri feito louco e chorei no final, com um balé insano, insano, uma batucada japonesa que não tem explicação possível. a violência coreografada, a chuva, a flor no lodo que importa tanto quanto o enredo... o humor caricato japonês...hmmm. não tenho palavras.
hmmm. lembrando agora, jorge e fê talvez lembrem de um dia que os arrastei para um filme dele e... bem... digamos que ele era jovem quando fez o filme. :)
ah, uns fundos de tela maravilhosos aqui.
amigos locais: sai hoje de cartaz. então: VEJAM. amigos espalhados pelo mundo: idem.
fui como a criança vai ao circo, vai à disney: feliz já na fila. e bitisa, que foi conformada, para apoiar o namorado retardado que gosta de filmes de kung fu, saiu encantada. (se ela não me enganou).
takeshi kitano, ou beat takeshi é um dos meus heróis e a very cool man.
nesse filme, sem o indefectível terninho preto.
zatoichi é um avanço na obra, um filme de época, engraçado, violento e tocante. ri feito louco e chorei no final, com um balé insano, insano, uma batucada japonesa que não tem explicação possível. a violência coreografada, a chuva, a flor no lodo que importa tanto quanto o enredo... o humor caricato japonês...hmmm. não tenho palavras.
hmmm. lembrando agora, jorge e fê talvez lembrem de um dia que os arrastei para um filme dele e... bem... digamos que ele era jovem quando fez o filme. :)
ah, uns fundos de tela maravilhosos aqui.
quarta-feira, março 16, 2005
era mais ou menos inevitável, considerando meu grau de obsessão temporária: estou fazendo uma história sobre gertrude stein. está indo bem, me pus meio experimental no traço, voltei a usar pena, fiz uns brushes diferentes... diversão.
por outro lado, eu realmente tenho que fazer uma história para a mosh, a revista de rock´n roll e quadrinhos. deadline. nenhuma idéia. no fundo, me sinto meio farsante lá dentro, porque não sou exatamente o cara mais rock´n roll do mundo.
dessa vez eu siceramente, honestamente, aceito sugestões dos amados leitores. o que vocês acham que rende quadrinhos no mundo do rock? que bandas, que histórias, que contextos?
cartas à redação.
por outro lado, eu realmente tenho que fazer uma história para a mosh, a revista de rock´n roll e quadrinhos. deadline. nenhuma idéia. no fundo, me sinto meio farsante lá dentro, porque não sou exatamente o cara mais rock´n roll do mundo.
dessa vez eu siceramente, honestamente, aceito sugestões dos amados leitores. o que vocês acham que rende quadrinhos no mundo do rock? que bandas, que histórias, que contextos?
cartas à redação.
terça-feira, março 15, 2005
momus on micahel jackson:
He's black yet also white. He's adult yet also a child. He's male yet also female. He's gay yet also straight. He has children, yet he's also never fucked their mothers. He's wearing a mask, yet he's also showing his real self. He's walking yet also sliding. He's guilty yet also innocent. He's American yet also global. He's sexual yet also sexless. He's immensely rich yet also bankrupt. He's Judy Garland yet also Andy Warhol. He's real yet also synthetic. He's crazy yet also sane, human yet also robot, from the present yet also from the future. He declares his songs heavensent, and yet he also constructs them himself. He's the luckiest man in the world yet the unluckiest. His work is play. He's bad, yet also good. He's blessed yet also cursed. He's alive, but only in theory.
e depois, em um argumento mais questionável, digamos (porque francamente, se michael jackson é o futuro, eu tenho minhas dúvidas se quero chegar lá):
Jackson is what all humans will become if we develop further in the direction of postmodernism and self-mediation. He is what we'll become if we get both more Wildean and more Nietzschean. He's what we'll become only if we're lucky and avoid a new brutality based on overpopulation and competition for dwindling resources.
He's black yet also white. He's adult yet also a child. He's male yet also female. He's gay yet also straight. He has children, yet he's also never fucked their mothers. He's wearing a mask, yet he's also showing his real self. He's walking yet also sliding. He's guilty yet also innocent. He's American yet also global. He's sexual yet also sexless. He's immensely rich yet also bankrupt. He's Judy Garland yet also Andy Warhol. He's real yet also synthetic. He's crazy yet also sane, human yet also robot, from the present yet also from the future. He declares his songs heavensent, and yet he also constructs them himself. He's the luckiest man in the world yet the unluckiest. His work is play. He's bad, yet also good. He's blessed yet also cursed. He's alive, but only in theory.
e depois, em um argumento mais questionável, digamos (porque francamente, se michael jackson é o futuro, eu tenho minhas dúvidas se quero chegar lá):
Jackson is what all humans will become if we develop further in the direction of postmodernism and self-mediation. He is what we'll become if we get both more Wildean and more Nietzschean. He's what we'll become only if we're lucky and avoid a new brutality based on overpopulation and competition for dwindling resources.
o ministério da saúde informa: ler gertrude stein pode ser prejudicial à sua saúde.
fato: fiquei meio louco ontem lendo la stein. o cérebro fica revoltado de não conseguir colocar as palavras em ordem devidamente.
gag: no livro, alice conta que, quando da primeira tentativa de publicação, o editor mandou um rapaz até a casa de gertrude. diálogo:
"- ahhnn, o editor está ligeiramente preocupado com o seu domínio da língua inglesa....
- mas eu sou americana!
- ahhnn, uhnn... então talvez a senhora seja meio inexperiente como escritora.. ?"
fato: fiquei meio louco ontem lendo la stein. o cérebro fica revoltado de não conseguir colocar as palavras em ordem devidamente.
gag: no livro, alice conta que, quando da primeira tentativa de publicação, o editor mandou um rapaz até a casa de gertrude. diálogo:
"- ahhnn, o editor está ligeiramente preocupado com o seu domínio da língua inglesa....
- mas eu sou americana!
- ahhnn, uhnn... então talvez a senhora seja meio inexperiente como escritora.. ?"
segunda-feira, março 14, 2005
grant morrisson again. mais uma entrevista absurda. ou maravilhosa. ou maravilhosamente absurda. here.
DRE: Why do comics enthrall you so much?
GM: Magic. It was always really fascinating to me that Superman was so much older than me and yet I could come along and write adventures with Superman in them and add to his life story. Then I could die and Superman would keep going, with other people writing stories to keep him alive. He's more real than I am because he has a longer lifespan and more influence, so this notion of the 'real' 2-dimensional world of the comics and what it had to say to the 'real' 3-dimensional world of non-fictional people. That really connected with me in a big way and helped me grapple with big ideas about the universe and life and death. I wanted to really 'make contact' with that world and bargain with its inhabitants. I saw it as the lynchpin of my magic. The comic universes are living breathing alternate worlds we can visit. And, if we're lucky enough to be comic book writers we get to play directly with the inhabitants and environments of the 2nd dimension. I wanted to travel in those worlds.
DRE: Why do comics enthrall you so much?
GM: Magic. It was always really fascinating to me that Superman was so much older than me and yet I could come along and write adventures with Superman in them and add to his life story. Then I could die and Superman would keep going, with other people writing stories to keep him alive. He's more real than I am because he has a longer lifespan and more influence, so this notion of the 'real' 2-dimensional world of the comics and what it had to say to the 'real' 3-dimensional world of non-fictional people. That really connected with me in a big way and helped me grapple with big ideas about the universe and life and death. I wanted to really 'make contact' with that world and bargain with its inhabitants. I saw it as the lynchpin of my magic. The comic universes are living breathing alternate worlds we can visit. And, if we're lucky enough to be comic book writers we get to play directly with the inhabitants and environments of the 2nd dimension. I wanted to travel in those worlds.
acabei nesse final de semana a autobiografia de alice b. toklas, de gertrude stein. que, claro, não é uma autobiografia e tem muito pouco de alice toklas nela. é uma piscada de olho de gertrude stein, uma forma de contar a sua vida na terceira pessoa e de uma maneira simples como fez o autor de robinson crusoe, nas palavras dela.
simples é tudo que gertrude stein não era. ou era.
de uma certa maneira seus textos tem a simplicidade de uma criança. de uma criança com capacidade infinita de escrever e que não sabe exatamente o que pode e não pode ser feito. a rose is a rose is a rose. In the inside there is sleeping, in the outside there is reddening, in the morning there is meaning, in the evening there is feeling.
claro, essas são facilidades, trechos, alfinetes de gertrude. mas os livros... a evolução dos americanos, segundo a descrição dela, tem mil páginas de letra miúda. e parágrafos que duram páginas. talvez, como com joyce, o leitor dela não tenha nascido. talvez não estejamos prontos. ou talvez fique cada vez mais difícil. acho que comentei há pouco tempo que só consegui ler beckett quando todos meus outros livros estavam encaixotados e não havia nada mais fácil disponível. porque essa é a questão: nossa disponibilidade. que só diminui. para filmes sem cortes, músicas longas, textos sem sinalização, sem rede de segurança, sem narrativa.
mas me perco. esse livrinho então "sobre alice" é simplíssimo. praticamente uma coleção de fofocas. com a diferença que os personagens das fofocas são picasso, juan gris, guillerme apolinaire, hemingway, matisse...quem não passou pela casa delas? foi o primeiro lar para toda a pintura moderna. foi a mesa onde os pintores ainda miseráveis encontravam sempre comida, companhia, compreensão, comunidade.
então, resumindo, recomendo muito. sobre o resto, bom... eu também não cheguei lá. e imagino que se um dia morar na islândia ou em uma montanha do tibet, eu me sente e leia gertrude stein. ou talvez possamos todos rasgar páginas e ler pedacinhos, coisas que são como pequenas pinturas dela: Please be the beef, please beef, pleasure is not wailing. Please beef, please be carved clear, please be a case of consideration.
you can try in here. tender buttons. objects, food and rooms.
simples é tudo que gertrude stein não era. ou era.
de uma certa maneira seus textos tem a simplicidade de uma criança. de uma criança com capacidade infinita de escrever e que não sabe exatamente o que pode e não pode ser feito. a rose is a rose is a rose. In the inside there is sleeping, in the outside there is reddening, in the morning there is meaning, in the evening there is feeling.
claro, essas são facilidades, trechos, alfinetes de gertrude. mas os livros... a evolução dos americanos, segundo a descrição dela, tem mil páginas de letra miúda. e parágrafos que duram páginas. talvez, como com joyce, o leitor dela não tenha nascido. talvez não estejamos prontos. ou talvez fique cada vez mais difícil. acho que comentei há pouco tempo que só consegui ler beckett quando todos meus outros livros estavam encaixotados e não havia nada mais fácil disponível. porque essa é a questão: nossa disponibilidade. que só diminui. para filmes sem cortes, músicas longas, textos sem sinalização, sem rede de segurança, sem narrativa.
mas me perco. esse livrinho então "sobre alice" é simplíssimo. praticamente uma coleção de fofocas. com a diferença que os personagens das fofocas são picasso, juan gris, guillerme apolinaire, hemingway, matisse...quem não passou pela casa delas? foi o primeiro lar para toda a pintura moderna. foi a mesa onde os pintores ainda miseráveis encontravam sempre comida, companhia, compreensão, comunidade.
então, resumindo, recomendo muito. sobre o resto, bom... eu também não cheguei lá. e imagino que se um dia morar na islândia ou em uma montanha do tibet, eu me sente e leia gertrude stein. ou talvez possamos todos rasgar páginas e ler pedacinhos, coisas que são como pequenas pinturas dela: Please be the beef, please beef, pleasure is not wailing. Please beef, please be carved clear, please be a case of consideration.
you can try in here. tender buttons. objects, food and rooms.
gray skies. irving berling cantava blue skies, but give me gray any day. ponho minha camiseta preta, uma calça de brim, um sapato...há uma alegria em se sentir sólido e não derretendo como um sorvete. acordado. o café cai melhor, o cigarro faz mais feliz, se quer trabalhar, se quer andar pelas ruas cinzentas. até o cérebro parece perceber.
sexta-feira, março 11, 2005
a frase do dia e motto para o fim de semana vem do grande masa, como sempre mezzo ingênuo mezzo sábio:
don´t say fuck, it´s hate. just do fuck. it´s love.
don´t say fuck, it´s hate. just do fuck. it´s love.
talvez, talvez, minha parte favorita desse site sobre barrie seja a dedicatória de peter pan, onde ele diz As for myself, I suppose I always knew that I made Peter by rubbing the five of you violently together, as savages with two sticks produce a flame. That is all he is, the spark I got from you.
ou o momento onde ele se pergunta porque transformar toda a gloriosa aventura que eles tiveram juntos nesse pálido volume: Alas, I know what it was, I was losing my grip. One by one as you swung monkey-wise from branch to branch in the wood of make-believe you reached the tree of knowledge.
That was a quarter of a century ago, and I clutch my brows in vain to remember whether it was a last desperate throw to retain the five of you for a little longer, or merely a cold decision to turn you into bread and butter.
...
You had played it until you tired of it, and tossed it in the air and gored it and left it derelict in the mud and went on your way singing other songs; and then I stole back and sewed some of the gory fragments together with a pen-nib.
ou o momento onde ele se pergunta porque transformar toda a gloriosa aventura que eles tiveram juntos nesse pálido volume: Alas, I know what it was, I was losing my grip. One by one as you swung monkey-wise from branch to branch in the wood of make-believe you reached the tree of knowledge.
That was a quarter of a century ago, and I clutch my brows in vain to remember whether it was a last desperate throw to retain the five of you for a little longer, or merely a cold decision to turn you into bread and butter.
...
You had played it until you tired of it, and tossed it in the air and gored it and left it derelict in the mud and went on your way singing other songs; and then I stole back and sewed some of the gory fragments together with a pen-nib.
boy, o final de semana se aproxima de novo rastejando sobre nós e, além de não ter produzido uma página de quadrinhos, não escrevi um post decente.
I really miss the days (I don´t really miss anything at all, I just love this beginning).
no, seriously. bitisa andou lendo esse blog de trás pra frente, quer dizer, andou fuçando nos arquivos profundos. eu também, por conta dela. não é que eu escrevia alguma coisa que prestasse back in the days? então, de uma certa forma, I miss these days. eu escrevia para ninguém e escrevia melhor. na época, o blog era mais como um diário, de fato, um lugar onde suas ambições literárias se escondem e fatos da sua vida são coloridos com uma canetinha cheia de pretensões.
o que ele é hoje em dia? um bric-a-brac. uma comunidade. uma mesa de bar. um álbum de colagens. um vale-tudo. mais divertido e mais participativo, certamente. mas a escrita certamente foi pro ralo. chuif.
I really miss the days (I don´t really miss anything at all, I just love this beginning).
no, seriously. bitisa andou lendo esse blog de trás pra frente, quer dizer, andou fuçando nos arquivos profundos. eu também, por conta dela. não é que eu escrevia alguma coisa que prestasse back in the days? então, de uma certa forma, I miss these days. eu escrevia para ninguém e escrevia melhor. na época, o blog era mais como um diário, de fato, um lugar onde suas ambições literárias se escondem e fatos da sua vida são coloridos com uma canetinha cheia de pretensões.
o que ele é hoje em dia? um bric-a-brac. uma comunidade. uma mesa de bar. um álbum de colagens. um vale-tudo. mais divertido e mais participativo, certamente. mas a escrita certamente foi pro ralo. chuif.
quinta-feira, março 10, 2005
na verdade o material é muito, muito vasto prar ser resumido. das muitas coisas que encontrei, recomendo duas: esse longo, mas muito completo e bem escrito texto e o site do escritor que escreveu the lost boys, o retrato mais realista do autor e dos meninos que inspiraram peter pan. quase todos tiveram destinos trágicos precoces.
finding neverland. um belo filme, talvez um pouco demais para os lados do cinemão, mas digno, bem feito. o que se segue são pedaços de coisas que fui catando pela internet, em busca de respostas para algumas dúvidas que o filme traz. do que de fato aconteceu ou não. se você não viu o filme, talvez não queira ler o que se segue.
esse é um trecho interessante sobre a questão da "adoção" posterior dele dos garotos. ao contrário do que mostra o filme, o pai dos meninos ainda estava vivo quando ele os conheceu. o resto procede. então:
When Arthur and Sylvia died of cancer within a few years of each other, the playwright found Sylvia's handwritten will in which she requested that Jenny, the sister of the boys' nanny, help look after them. In copying the document for Sylvia's mother Barrie mistranscribed "Jenny" as "Jimmy," i.e., himself--unintentionally, according to Birkin. But even if he did it on purpose, family and friends agree he alone had the resources to take care of the boys, and he became their guardian. Judging from their correspondence, Barrie was part father to the five, part mother, and part . . . well, lover gives the wrong idea, but he was emotionally attached to a degree some found morbid, to George and Michael particularly.
George was killed during World War I, however, and Michael drowned at Oxford in 1921. (Some suspected it was suicide.) Peter, who became a successful publisher, threw himself under a London subway train in 1960. You may think: these were troubled folk. Maybe so, but no evidence survives to pin the blame on Barrie, who died in 1937. As for pedophilia, Nico offered what, barring some shocking revelation, will surely stand as the last word on Barrie's sexuality, or lack of it: "He was an innocent--which is why he could write Peter Pan."
sobre a estréia, sobre o sucesso inicial da peça ou não:
No one knew if this preposterous play would work, especially its anxious author. On opening night, Barrie was ill with nerves, holding his breath at the critical moment when Peter asks the audience to clap their hands if they believe in fairies. What if no one clapped at all? But the audience responded with such wild applause that the actress playing Peter burst into tears.
continuo noutro post, pra que a coisa não fique tão mamute.
esse é um trecho interessante sobre a questão da "adoção" posterior dele dos garotos. ao contrário do que mostra o filme, o pai dos meninos ainda estava vivo quando ele os conheceu. o resto procede. então:
When Arthur and Sylvia died of cancer within a few years of each other, the playwright found Sylvia's handwritten will in which she requested that Jenny, the sister of the boys' nanny, help look after them. In copying the document for Sylvia's mother Barrie mistranscribed "Jenny" as "Jimmy," i.e., himself--unintentionally, according to Birkin. But even if he did it on purpose, family and friends agree he alone had the resources to take care of the boys, and he became their guardian. Judging from their correspondence, Barrie was part father to the five, part mother, and part . . . well, lover gives the wrong idea, but he was emotionally attached to a degree some found morbid, to George and Michael particularly.
George was killed during World War I, however, and Michael drowned at Oxford in 1921. (Some suspected it was suicide.) Peter, who became a successful publisher, threw himself under a London subway train in 1960. You may think: these were troubled folk. Maybe so, but no evidence survives to pin the blame on Barrie, who died in 1937. As for pedophilia, Nico offered what, barring some shocking revelation, will surely stand as the last word on Barrie's sexuality, or lack of it: "He was an innocent--which is why he could write Peter Pan."
sobre a estréia, sobre o sucesso inicial da peça ou não:
No one knew if this preposterous play would work, especially its anxious author. On opening night, Barrie was ill with nerves, holding his breath at the critical moment when Peter asks the audience to clap their hands if they believe in fairies. What if no one clapped at all? But the audience responded with such wild applause that the actress playing Peter burst into tears.
continuo noutro post, pra que a coisa não fique tão mamute.
quarta-feira, março 09, 2005
realmente se pode dizer qualquer coisa a respeito de...bem...qualquer coisa. mas a coisa que me refiro são letras de música. bitisa é professora de inglês e ia usar yellow, do coldplay para trabalhar com alunos. eu tinha uma idéia de ouvir algo sobre a palavra yellow ter algum outro significado (além de amarelo e covarde). gabi, minha consultora universal de pop não sabia, mas me apontou para esse songsmeaning, que é hilário. comentário de um dos usuário sobre yellow, por exemplo:
I always thought it was about coke... "I'd bleed myself dry" being the blood withdrawal before shooting up... Yellow being the light of the candle melting it down... "Your skin unfolds" being where to inject... I drew a line for you... just another way to do it. "And so I took my turn" he was doing it with friends... Maybe I'm just wrong.
damn. não é que faz sentido?
:)
I always thought it was about coke... "I'd bleed myself dry" being the blood withdrawal before shooting up... Yellow being the light of the candle melting it down... "Your skin unfolds" being where to inject... I drew a line for you... just another way to do it. "And so I took my turn" he was doing it with friends... Maybe I'm just wrong.
damn. não é que faz sentido?
:)
terça-feira, março 08, 2005
não chega a ser tudo o que você queria saber sobre crumb, mas é um bom apanhado. uma entrevista atual, um texto do crítico de arte robert hughes que diz que "Robert Crumb, now in his 62nd year, is the one and only genius the 1960s underground produced in visual art, either in America or Europe" e exemplos do seu trabalho.
para quem não conhece, uma bela introdução. pra quem conhece e ama, uma alegria.
no guardian.
para quem não conhece, uma bela introdução. pra quem conhece e ama, uma alegria.
no guardian.
hmmm. um tal josé está traduzindo a belle du jour para o português. e passando trabalho, pelo jeito. a belle, indignada. mirem.
segunda-feira, março 07, 2005
então. aqui está a metamorfose produzida pelos estúdios bernardi. como sempre, pequeno orçamento, atores desconhecidos, mas as melhores intenções. :)
(a página leva um tempo formando. tome um café, dê uma volta.)
a primeira vênus.
(a página leva um tempo formando. tome um café, dê uma volta.)
a primeira vênus.
sexta-feira, março 04, 2005
greenday
então. essa história foi pro salão de desenho da imprensa de porto alegre. eu ia colorir toda, não tive tempo (damn), então coloco aqui colorida pros amigos verem como seria se. :) resta esperar que ela se defenda em preto e branco.
quarta-feira, março 02, 2005
hoje minha admiração pela frança sofreu um duro abalo.
descubro que o país que ensinou o mundo a comer, beber, se vestir, pensar... basicamente a se civilizar, (ocupando o espaço que era dos gregos no passado) tem um grave pecado em sua história: são os inventores da margarina.
a margarina, substância asquerosa, que eu julgava vindo direto da mente do demônio ou pelo menos intermediada pelo tecnicismo dos americanos. a margarina, essa imitação tristíssima da manteiga.
pois foi inventada pelos franceses.
je suis desolé.
descubro que o país que ensinou o mundo a comer, beber, se vestir, pensar... basicamente a se civilizar, (ocupando o espaço que era dos gregos no passado) tem um grave pecado em sua história: são os inventores da margarina.
a margarina, substância asquerosa, que eu julgava vindo direto da mente do demônio ou pelo menos intermediada pelo tecnicismo dos americanos. a margarina, essa imitação tristíssima da manteiga.
pois foi inventada pelos franceses.
je suis desolé.
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
augusto, você tinha razão: o trailer de sideways é sensacional.
If anybody is drinking merlot, I´m leaving. I´M NOT DRINKING ANY MERLOT!!
If anybody is drinking merlot, I´m leaving. I´M NOT DRINKING ANY MERLOT!!
hey. a internet não é cool? mandei um oi e um link para o crítico-amador-de-quadrinhos, nerd e fine writer kevin beaucoup e em 10 minutos (really) got this.
e não é que o drexler ganhou? meno male. mesmo com o fiasco de banderas, que seguiu exatamente o figurino e a atitude do latino "caliente", com uma roupinha ordinária de cantor de flamenco, batendo na perna, fazendo caretas.... pois drexler ganhou e quando foi receber, em vez de discurso, cantou à capela um trecho da música e disse gracias. elegante, curto, exato.
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
bitisa tinha me falado dele antes da coisa toda do oscar e ela tinha razão: jorge drexler é maravilhoso. grande música, grandes letras, grandes arranjos. menestrel uruguaio pós-moderno, com um pé no mundo. que viva la ciencia/que viva la poesia/ que viva sinto tu lengua quando está sobre la lengua mia/
hoje fico sabendo que ele não vai cantar a música na cerimônia do oscar. claro, faz sentido. porque ter um músico desconhecido interpretando sua própria canção, se podemos ter o bonitón antônio banderas no seu lugar? afinal, latinos são intercambiáveis. melhor ter um famoso e bonitão.
tente imaginar se bob dylan tivesse uma música indicada e eles colocassem brad pitt para interpretá-la.
hoje fico sabendo que ele não vai cantar a música na cerimônia do oscar. claro, faz sentido. porque ter um músico desconhecido interpretando sua própria canção, se podemos ter o bonitón antônio banderas no seu lugar? afinal, latinos são intercambiáveis. melhor ter um famoso e bonitão.
tente imaginar se bob dylan tivesse uma música indicada e eles colocassem brad pitt para interpretá-la.
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
mais música para partir corações partidos e colados com superbonder:
madeleine peyroux. mezzo folk, mezzo jazz, com uma voz (al)quebrada, com ressonâncias de uma billie hollyday moderna.
aqui você dá uma geral no álbum.
aqui, no morning becomes ecletic, você ouve o álbum inteiro.
enjoy.
madeleine peyroux. mezzo folk, mezzo jazz, com uma voz (al)quebrada, com ressonâncias de uma billie hollyday moderna.
aqui você dá uma geral no álbum.
aqui, no morning becomes ecletic, você ouve o álbum inteiro.
enjoy.
terça-feira, fevereiro 22, 2005
poema do dia. esse exemplo de candura, da lavra de momus.
my sperm is not your enemy
My sperm is not your enemy
In it glistens destiny
Some day you'll appreciate This acrid, viscose gunk
An agglomerate of gooAmmonia, bamboo
Condensed milk, runny glue And eternity!
My sperm is not your enemy
Hold it in your hand You hold (you know it's true)The future of man!
Touch it, I invite you!You're its inspiration and its muse
Taste it, it won't bite you! It's just a fluid, how could it hurt you?
Oh, go ahead, what do you have to lose?
my sperm is not your enemy
My sperm is not your enemy
In it glistens destiny
Some day you'll appreciate This acrid, viscose gunk
An agglomerate of gooAmmonia, bamboo
Condensed milk, runny glue And eternity!
My sperm is not your enemy
Hold it in your hand You hold (you know it's true)The future of man!
Touch it, I invite you!You're its inspiration and its muse
Taste it, it won't bite you! It's just a fluid, how could it hurt you?
Oh, go ahead, what do you have to lose?
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
pensamentos desconexos e inacabados sobre hunter thompson.
the admiration we have for people who live harder than us. (don´t know who said that, but it´s a good one.)
gostei bastante do texto desse blogger a respeito.
You made us scream, too. You made us angry. You made us confused. You made us wonder what parts we were reading were real, and what were Gonzoed up for the benefit of the story. I stand by my opinion that Fear & Loathing on the Campaign Trail '72 is the best piece of political journalism ever written, simply because while there may be bullshit there, it's not bullshit. If that makes sense.
na verdade, se lembro bem, o que me impactou mais quando vi o trabalho de thompson eram as ilustrações de ralph steadman, parceiro constante dele. gostei de ver como é um dia na vida de ralph. certamente não tem nenhuma semelhança com um dia na vida de hunter thompson. acho que, como em muitos casos, não podemos culpá-lo pelas imitações lamentáveis que gerou ( a geração chinelo de porto alegre, uhhn, por exemplo), but we do.
the admiration we have for people who live harder than us. (don´t know who said that, but it´s a good one.)
gostei bastante do texto desse blogger a respeito.
You made us scream, too. You made us angry. You made us confused. You made us wonder what parts we were reading were real, and what were Gonzoed up for the benefit of the story. I stand by my opinion that Fear & Loathing on the Campaign Trail '72 is the best piece of political journalism ever written, simply because while there may be bullshit there, it's not bullshit. If that makes sense.
na verdade, se lembro bem, o que me impactou mais quando vi o trabalho de thompson eram as ilustrações de ralph steadman, parceiro constante dele. gostei de ver como é um dia na vida de ralph. certamente não tem nenhuma semelhança com um dia na vida de hunter thompson. acho que, como em muitos casos, não podemos culpá-lo pelas imitações lamentáveis que gerou ( a geração chinelo de porto alegre, uhhn, por exemplo), but we do.
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
talvez numa cidade grande você veja malucos novos todo dia, mas numa cidade pequena, os loucos de rua são como seus pais: os mesmos e já estavam lá quando você chegou. no máximo alguns vão embora.
então foi com alguma excitação que vi ontem a estréia de um louco de rua novo, temporariamente batizado como o malandro da colher.
uniforme: a roupa de um malandro carioca antigo. terno branco, colete branco, camisa escura.
adereço: a colher.
modus operandi: aparentemente, ele dança com a colher.
e tudo o mais. ele entrou no café enquanto eu estava lá, foi ao banheiro, voltou, tudo com a colher na mão. o detalhe mais incongruente da coisa toda era uma bolsa de chimarrão no ombro. eu removeria esse adereço, mas talvez faça parte de toda a liturgia, vai saber.
claro, algum local pode acabar com minha ilusão e dizer que ele já circulava por aí. me informem.
e veja, quando eu ia pra casa não é que me aparece mais um? esse me tocou mais ainda, por dois detalhes: se entendi o que as roupas imundas significavam, ele quer ser um superherói. e estava no making off quando o vi. quando passei, ele dava os últimos ajustes no cinto que continha a espada. me cumprimentou muito candidamente. fiquei tocado com o paradoxo entre a ambição e o ar singelo. quase lhe desejei boa sorte na missão de salvar o mundo. o que, convenhamos, anda cada vez mais difícil.
então foi com alguma excitação que vi ontem a estréia de um louco de rua novo, temporariamente batizado como o malandro da colher.
uniforme: a roupa de um malandro carioca antigo. terno branco, colete branco, camisa escura.
adereço: a colher.
modus operandi: aparentemente, ele dança com a colher.
e tudo o mais. ele entrou no café enquanto eu estava lá, foi ao banheiro, voltou, tudo com a colher na mão. o detalhe mais incongruente da coisa toda era uma bolsa de chimarrão no ombro. eu removeria esse adereço, mas talvez faça parte de toda a liturgia, vai saber.
claro, algum local pode acabar com minha ilusão e dizer que ele já circulava por aí. me informem.
e veja, quando eu ia pra casa não é que me aparece mais um? esse me tocou mais ainda, por dois detalhes: se entendi o que as roupas imundas significavam, ele quer ser um superherói. e estava no making off quando o vi. quando passei, ele dava os últimos ajustes no cinto que continha a espada. me cumprimentou muito candidamente. fiquei tocado com o paradoxo entre a ambição e o ar singelo. quase lhe desejei boa sorte na missão de salvar o mundo. o que, convenhamos, anda cada vez mais difícil.
terça-feira, fevereiro 15, 2005
"As you approach its doors, it is apparent that you are about to enter a truly special place. it is The Benjamin. In a classic 1927 building carefully restored to its original grandeur, The Benjamin provides discerning travelers with a warm, intimate atmosphere and the utmost in personal attention. We call this The Benjamin Experience."
não, eu não passei minhas férias no benjamin. mas lendo coisas assim, I wish I had. que eu fosse um discerning traveler. talvez em outra encarnação.
passei as férias em casa. breves, como vocês podem ver. mas não me adiantaria se fossem mais longas. não tenho nem os meios nem o espírito para estar de férias. passei metade do tempo arrancando os cabelos porque deveria estar produzindo loucamente nesse período. mas nada nem vagamente consistente saiu da prancheta. amiga minha me diz que a culpa é da confusão astral que se instaura no carnaval. que não se deve tentar nada nesse período. que quando os deuses pagãos estão à solta, o trabalho é impossível. hmmm.
anyway, I´m back.
btw, fiquei sabendo sobre o benjamin no blog de um alfaiate inglês. sim, ele tem um blog. que aliás está muito bem. ah sim, e ele atende em qualquer parte do globo. alguém precisa de um terno novo?
não, eu não passei minhas férias no benjamin. mas lendo coisas assim, I wish I had. que eu fosse um discerning traveler. talvez em outra encarnação.
passei as férias em casa. breves, como vocês podem ver. mas não me adiantaria se fossem mais longas. não tenho nem os meios nem o espírito para estar de férias. passei metade do tempo arrancando os cabelos porque deveria estar produzindo loucamente nesse período. mas nada nem vagamente consistente saiu da prancheta. amiga minha me diz que a culpa é da confusão astral que se instaura no carnaval. que não se deve tentar nada nesse período. que quando os deuses pagãos estão à solta, o trabalho é impossível. hmmm.
anyway, I´m back.
btw, fiquei sabendo sobre o benjamin no blog de um alfaiate inglês. sim, ele tem um blog. que aliás está muito bem. ah sim, e ele atende em qualquer parte do globo. alguém precisa de um terno novo?
terça-feira, fevereiro 01, 2005
pra quem não viu na folha (ou viu e não foi checar) uma dica de despedida, um dos links mais bacanas que vi nos últimos tempos: morning becomes ecletic, um programa de rádio californiano que recebe bandas sensacionais. versões em áudio e em vídeo. cada session tem ali uns 40 minutos. dá pra ouvir (ou ver) música o dia inteiro. enjoy.
segunda-feira, janeiro 31, 2005
então. amanhã, no final do expediente, esse blog e seu criador entram em férias. iuupi. de volta ali pelo fim de fevereiro.
como o bom tvjunkie que sou, vou usar a metáfora das séries e considerar esse um fim de temporada. voltaremos em breve. mas não esquecemos nosso cast, os atores e atrizes que tornaram isso possível e divertido. esperamos renovar nossos contratos para a próxima temporada e adicionar mais personagens ao nosso circo. como episódio especial de fim de temporada, preparei uma apresentação do cast. yep. vão todos enfim se ver. enjoy.
(evidente que vão haver lacunas, ausências, esquecimentos, pelos quais a direção desde já se desculpa. também tentamos privilegiar os habitués, os frequentadores hardcore.
love. )
como o bom tvjunkie que sou, vou usar a metáfora das séries e considerar esse um fim de temporada. voltaremos em breve. mas não esquecemos nosso cast, os atores e atrizes que tornaram isso possível e divertido. esperamos renovar nossos contratos para a próxima temporada e adicionar mais personagens ao nosso circo. como episódio especial de fim de temporada, preparei uma apresentação do cast. yep. vão todos enfim se ver. enjoy.
(evidente que vão haver lacunas, ausências, esquecimentos, pelos quais a direção desde já se desculpa. também tentamos privilegiar os habitués, os frequentadores hardcore.
love. )
hey, wilbur, essa é pra você. o bom e velho masa está mostrando no site dele lutas entre deficientes físicos japoneses. wow. divertido, uh?
(nota do editor: essa recomendação é válida só para o wilbur. não, não recomendo a mais ninguém.)
(nota do editor: essa recomendação é válida só para o wilbur. não, não recomendo a mais ninguém.)
sexta-feira, janeiro 28, 2005
os leitores contribuem com mais tecnologia assustadora. nesse caso, o fim do jornalismo. e da privacidade. e de mais meia dúzia de coisas.
duas versões: uma com som e imagens (vale a pena, cria um puta clima. são 8 minutos.)
ou só em texto aqui.
link descoberto pela grande melissa castellano. tks, dear.
duas versões: uma com som e imagens (vale a pena, cria um puta clima. são 8 minutos.)
ou só em texto aqui.
link descoberto pela grande melissa castellano. tks, dear.
quinta-feira, janeiro 27, 2005
mais tecnologia assustadora: um software capaz de prever "cientificamente" se uma música vai fazer sucesso ou não. parece ridículo? well, os executivos de gravadora não acham. aparentemente ele já está sendo vastamente usado e previu com exatidão sucessos como o de norah jones. o artigo é interessante e mostra quais artistas já usaram o programa e como ele funciona. leia aqui enquanto eu arranco meus cabelos.
quarta-feira, janeiro 26, 2005
então. vc quer saber se o novo disco da avril lavigne vai ofender os princípios morais de seus filhos? oferecer um mau exemplo? desviá-lo do caminho do senhor? seus problemas se terminaram-se!! pluggedin é uma revista cool, hip and up-to-date que traz reviews de cds, filmes, jogos e dá uma firme classificação moral para cada um deles, de acordo com critérios cristãos.
os exemplos devem ser muitos para quem resolver se divertir explorando. eu achei ótimo que mesmo coisas insossas como o cd de hillaty duff, traz advertências como " While not morally off-base, several songs overflow with teen angst, bitter about relational headaches. ?Someone?s Watching Over Me? isn?t as spiritual as it sounds. Rather, it tells fans to follow the internal compass of their hearts, unwise according to Jeremiah 17:9."
o que me diverte aqui é que seguir o compasso interno do seu coração não é boa idéia para so cristãos americanos. hmmm.
as categorias analisadas em um filme são ótimas: crude or profane language, drug and alcohol content (por exemplo, em elektra, eles comentam que ela toma uma taça de vinho. wow.) sexual content (elektra aparece de biquini)...
com relação a brifget jones: Bridget Jones 2 is full of British and American profanity and vulgarity. The names of Christ, God and the Lord are taken in vain several times. There are more than two-dozen uses of the f-word, once in conjunction with God?s ?bloody? name.
ou: Bridget has a serious addiction to cigarettes, and she smokes throughout the film despite several pledges to quit (her resolutions never last more than a few minutes). Other characters also do their part to cloud the air. Champagne and chardonnay flow freely, and Bridget is rarely seen without a glass in her hand.
precious.
os exemplos devem ser muitos para quem resolver se divertir explorando. eu achei ótimo que mesmo coisas insossas como o cd de hillaty duff, traz advertências como " While not morally off-base, several songs overflow with teen angst, bitter about relational headaches. ?Someone?s Watching Over Me? isn?t as spiritual as it sounds. Rather, it tells fans to follow the internal compass of their hearts, unwise according to Jeremiah 17:9."
o que me diverte aqui é que seguir o compasso interno do seu coração não é boa idéia para so cristãos americanos. hmmm.
as categorias analisadas em um filme são ótimas: crude or profane language, drug and alcohol content (por exemplo, em elektra, eles comentam que ela toma uma taça de vinho. wow.) sexual content (elektra aparece de biquini)...
com relação a brifget jones: Bridget Jones 2 is full of British and American profanity and vulgarity. The names of Christ, God and the Lord are taken in vain several times. There are more than two-dozen uses of the f-word, once in conjunction with God?s ?bloody? name.
ou: Bridget has a serious addiction to cigarettes, and she smokes throughout the film despite several pledges to quit (her resolutions never last more than a few minutes). Other characters also do their part to cloud the air. Champagne and chardonnay flow freely, and Bridget is rarely seen without a glass in her hand.
precious.
já que o post abaixo rendeu comentários apocalípticos, vou compartilhar com os amigos um roteiro que me ocorreu ontem ( e que nunca vou desenhar, porque teria que ser um obsecado com maquinário, not my thing).
uma inteligência flutua pelo espaço. não-corpórea e sem percepção de antes ou depois. simplesmente vaga pelo espaço. chega a um planeta abandonado e pela primeira vez resolve se corporificar. funde-se ao planeta. funde metais e materiais do meio ambiente criando um "corpo". ali fica. em perfeito repouso. não há vida no planeta, nada para fazer, nenhum problema para resolver. um dia é como um século, um século é como um dia.
um dia um artefato alien cai no planeta. a inteligência cria ferramentas para analisar o artefato. conclui que foi criado por outra inteligência. grande momento. ela, que nunca tinha encontrado outra inteligência, resolve que é o passo lógico. cria mais ferramentas para analisar a origem do artefato. descobre que não é fruto de uma, mas de milhões, bilhões de inteligências. prepara alguns milhões de artefatos que possam ir ao encontro dessas inteligências. cada artefato desses vai ser independente, auto-replicante e conter toda a consciência da inteligência "mãe", por assim dizer. as naves-artefatos partem.
chegam à atmosfera da terra. se replicam em bilhões de artefatos, um para cada habitante da terra. cobrem toda a superfície do planeta. encobrem a luz do sol. descem para o contato. pânico absoluto na terra. caos social. governos mal-informados e bélicos lançam armas nucleares. o planeta é destruído.
a inteligência fica vastamente desapontada.
uma inteligência flutua pelo espaço. não-corpórea e sem percepção de antes ou depois. simplesmente vaga pelo espaço. chega a um planeta abandonado e pela primeira vez resolve se corporificar. funde-se ao planeta. funde metais e materiais do meio ambiente criando um "corpo". ali fica. em perfeito repouso. não há vida no planeta, nada para fazer, nenhum problema para resolver. um dia é como um século, um século é como um dia.
um dia um artefato alien cai no planeta. a inteligência cria ferramentas para analisar o artefato. conclui que foi criado por outra inteligência. grande momento. ela, que nunca tinha encontrado outra inteligência, resolve que é o passo lógico. cria mais ferramentas para analisar a origem do artefato. descobre que não é fruto de uma, mas de milhões, bilhões de inteligências. prepara alguns milhões de artefatos que possam ir ao encontro dessas inteligências. cada artefato desses vai ser independente, auto-replicante e conter toda a consciência da inteligência "mãe", por assim dizer. as naves-artefatos partem.
chegam à atmosfera da terra. se replicam em bilhões de artefatos, um para cada habitante da terra. cobrem toda a superfície do planeta. encobrem a luz do sol. descem para o contato. pânico absoluto na terra. caos social. governos mal-informados e bélicos lançam armas nucleares. o planeta é destruído.
a inteligência fica vastamente desapontada.
terça-feira, janeiro 25, 2005
esse blog, normalmente tão hedonista e humanista hoje se pôe ____________(escolha o ista de sua preferência que indique alguma preocupação social.
artigo muito interessante na carta capital pergunta o seguinte: qual das visões de futuro deve triunfar de fato, a de 1984 ou a de admirável mundo novo? uma sociedade controlada por observação constante, com guerras como entretenimento e fator motivacional ou uma sociedade controlada de nascença, com escolhas genéticas, smart drugs e eliminação das diferenças?
a resposta em si é relativamente óbvia: uma mistura das duas. mas o argumento se desenvolve e é interessante. para quem quiser ir adiante, a matéria é baseada no trabalho de uma varda burstyn e certamente um googgle rápido pode oferecer complementações no assunto. vou ficar só em um detalhe, a palavra apavorante da semana: neuromarketing. ou seja: uso de tomografias, ressonâncias magnéticas e todo o novo conhecimento do cérebro para que empresas como coca-cola (grande investidora do projeto) possam saber exatamente como o ser humano toma decisões. e influenciá-las.
se isso não lhe dá um arrepio na espinha, não sei o que dizer.
artigo muito interessante na carta capital pergunta o seguinte: qual das visões de futuro deve triunfar de fato, a de 1984 ou a de admirável mundo novo? uma sociedade controlada por observação constante, com guerras como entretenimento e fator motivacional ou uma sociedade controlada de nascença, com escolhas genéticas, smart drugs e eliminação das diferenças?
a resposta em si é relativamente óbvia: uma mistura das duas. mas o argumento se desenvolve e é interessante. para quem quiser ir adiante, a matéria é baseada no trabalho de uma varda burstyn e certamente um googgle rápido pode oferecer complementações no assunto. vou ficar só em um detalhe, a palavra apavorante da semana: neuromarketing. ou seja: uso de tomografias, ressonâncias magnéticas e todo o novo conhecimento do cérebro para que empresas como coca-cola (grande investidora do projeto) possam saber exatamente como o ser humano toma decisões. e influenciá-las.
se isso não lhe dá um arrepio na espinha, não sei o que dizer.
segunda-feira, janeiro 24, 2005
dudu me prestou um serviço hoje, contando no seu blog o nome do compositor da música que abre Closer, o filme novo de Mike Nichols. chama-se damien rice and boy, is he good. a música, do tipo kill me now, funciona absurdamente na tela e fora dela. você pode ver e ouvir num vídeo muy rico aqui.
numa piada paralela, o nome do álbum é O. :)
(ah, sim, em relação à enquete abaixo, apesar do filme ser adulto, muito bom e ter natalie portman em estágios vários de undressing, não contém nenhuma cena de sexo.)
numa piada paralela, o nome do álbum é O. :)
(ah, sim, em relação à enquete abaixo, apesar do filme ser adulto, muito bom e ter natalie portman em estágios vários de undressing, não contém nenhuma cena de sexo.)
but fear not, faithful readers: um minuto depois me ocorreu uma justificativa razoável e um link mental interessante: afinal, o tema aqui é sexo, assunto absolutamente vital.
sexo e cinema nem sempre se juntam bem. aliás. um crítico da bravo, começando o ano, disse o que ele esperava dos cineastas para 2005: mais sexo.
e é verdade. qual é o último filme que realmente, mas realmente teve algum sex appeal consistente? porque a questão é: vamos ao cinema porque somos todos vouyers. quando o cineasta faz seu dever de casa, mesmo a visão do protagonista descascando uma laranja pode ser prazerosa. (não é tão difícil assim: imagine a citada kate blanchett, bem fotografada, acordando de manhã, com aimee mann tocando no fundo (para agradar gabi) em uma casa na beira do mar. pronto, um minuto de descascar uma laranja pode ser ótimo.)
agora imaginem o mesmo esmero aplicado a uma cena de sexo. e no entanto...
cartas à redação para quem lembrar de cenas de sexo no cinema em 2004 que valeram a pena.
sexo e cinema nem sempre se juntam bem. aliás. um crítico da bravo, começando o ano, disse o que ele esperava dos cineastas para 2005: mais sexo.
e é verdade. qual é o último filme que realmente, mas realmente teve algum sex appeal consistente? porque a questão é: vamos ao cinema porque somos todos vouyers. quando o cineasta faz seu dever de casa, mesmo a visão do protagonista descascando uma laranja pode ser prazerosa. (não é tão difícil assim: imagine a citada kate blanchett, bem fotografada, acordando de manhã, com aimee mann tocando no fundo (para agradar gabi) em uma casa na beira do mar. pronto, um minuto de descascar uma laranja pode ser ótimo.)
agora imaginem o mesmo esmero aplicado a uma cena de sexo. e no entanto...
cartas à redação para quem lembrar de cenas de sexo no cinema em 2004 que valeram a pena.
para quem também apreciava a maldade e a finesse de belle de jour, dois avisos: ela está (brevemente) de volta, ainda que sem nenhum post substancial e o livro está enfim nas ruas. fala-se de um filme. assim sem pensar muito eu colocaria como finalistas no meu casting: kate blanchett, kristin scott thomas... enfim. uma bela esguia e com brains on. at least I hope so. (just please let it not be julia roberts.)
realmente um post da maior importância e um motivo legítimo para se perder o sono.
incrível. deve ser a segunda-feira. nem os jornais tem assunto.
realmente um post da maior importância e um motivo legítimo para se perder o sono.
incrível. deve ser a segunda-feira. nem os jornais tem assunto.
quinta-feira, janeiro 20, 2005
eu venho enchendo o saco dos amigos com momus faz tempo, aparentemente com nenhum resultado. a página dele não é exatamente amigável em termos de conteúdo e você tem que estar bem sesteado, como diz um amigo meu, para ler aquelas reflexões todas.
curiosamente, eu nunca tinha ouvido a música dele. eu esqueço que ele é músico. mas ele é, e tem um monte de álbuns lançados e comprados por 20 pessoas, calculo. nenhum julgamento de valor nisso, só que o trabalho não é exatamente pop. eu diria que tem semelhança com beck, no gosto pelo folk e nas duzentas referências misturadas. música medieval, pop japonês... por aí afora. enfim. estou digitando isso ouvindo old friend, new flame, que tem uma letra cínica e perversa com trombetas medievais. me gusta. ainda não explorei muito o resto, mas o point is: montes de músicas dele para baixar, for free aqui. enjoy, explore.
curiosamente, eu nunca tinha ouvido a música dele. eu esqueço que ele é músico. mas ele é, e tem um monte de álbuns lançados e comprados por 20 pessoas, calculo. nenhum julgamento de valor nisso, só que o trabalho não é exatamente pop. eu diria que tem semelhança com beck, no gosto pelo folk e nas duzentas referências misturadas. música medieval, pop japonês... por aí afora. enfim. estou digitando isso ouvindo old friend, new flame, que tem uma letra cínica e perversa com trombetas medievais. me gusta. ainda não explorei muito o resto, mas o point is: montes de músicas dele para baixar, for free aqui. enjoy, explore.
quarta-feira, janeiro 19, 2005
mas eu tenho, de fato, tanto mais a dizer sobre wolfe. uma das coisas que faz a graça da série é como o tempo não passa.
claro, isso é um fator já anotado por vários críticos quanto a nossa relação com tiras de jornal, por exemplo. hagar vai ter sempre a mesma barriga e a mesma idade. charlie brown vai ser sempre charlie brown. se bem que, numa nota paralela, existem aqueles dois textos maravilhosos, que não conheço o autor (alguém conhece?), que são as cartas de calvin, adulto e junkie, para susie. de partir o coração. but I digress.
como disse, o primeiro livro sai em 34. o último em 75. o mundo virou de cabeça pra baixo duas vezes pelo menos nesse tempo. mas nada mudou na mansão de wolfe. fritz o cozinheiro, continua lá, preparando omeletes de cogumelo perfeitas para o café da manhã; archie continua atrás das mulheres mas de nenhuma em particular; wolfe, well, continua wolfe.
mas há sutilezas. o último que li era dos anos 60. e nero wolfe resove um caso ligado aos direitos civis e problemas raciais americanos. são pequenas, minúsculas inclusões do mundo exterior nesse microcosmos imutável e reconfortante.
chega-se a um ponto e é surreal, que você (bom, eu) sabe os horários de wolfe de cor.
interessados? não é uma vida ruim. wolfe acorda às 8. café no quarto com uma cópia do times. (archie come na cozinha, com a outra cópia). às 9, chova, faça sol, neve ou revolução, ele está com as orquídeas e com theodore, o jardineiro, no andar de cima da casa. até as 11. incomunicável. a ser interrompido em casos absolutamente extremos.
das 11 ao meio dia ele olha o correio. discute algum assunto necessário com archie. olhando para o relógio. a menos que a casa tenha sido invadida por índios selvagens (não aconteceu ainda) fritz vai ter o almoço pronto ao meio dia. talvez seja supérfluo dizer que fritz é um artista. os cardápios me trazem praticamente lágrimas. negócios são expressamente proibidos durante as refeições. wolfe discute livros, ciência, automação (ele odeia praticamente quase todas as máquinas) and so on.
café é servido no escritório. o cérebro está disponível das 2 às 4. mais duas horas com as orquídeas. de volta ás 6. depois disso wolfe não tem um horário muito rígido. mas se pudesse escolher ele passaria todo o tempo lendo. trabalho é um mal necessário, que lhe impede de ler e deve ser disposto tão rápido quanto possível.
preciso dizer o quanto eu invejo wolfe?
mas hey, ele é um gênio e eu não. :)
claro, isso é um fator já anotado por vários críticos quanto a nossa relação com tiras de jornal, por exemplo. hagar vai ter sempre a mesma barriga e a mesma idade. charlie brown vai ser sempre charlie brown. se bem que, numa nota paralela, existem aqueles dois textos maravilhosos, que não conheço o autor (alguém conhece?), que são as cartas de calvin, adulto e junkie, para susie. de partir o coração. but I digress.
como disse, o primeiro livro sai em 34. o último em 75. o mundo virou de cabeça pra baixo duas vezes pelo menos nesse tempo. mas nada mudou na mansão de wolfe. fritz o cozinheiro, continua lá, preparando omeletes de cogumelo perfeitas para o café da manhã; archie continua atrás das mulheres mas de nenhuma em particular; wolfe, well, continua wolfe.
mas há sutilezas. o último que li era dos anos 60. e nero wolfe resove um caso ligado aos direitos civis e problemas raciais americanos. são pequenas, minúsculas inclusões do mundo exterior nesse microcosmos imutável e reconfortante.
chega-se a um ponto e é surreal, que você (bom, eu) sabe os horários de wolfe de cor.
interessados? não é uma vida ruim. wolfe acorda às 8. café no quarto com uma cópia do times. (archie come na cozinha, com a outra cópia). às 9, chova, faça sol, neve ou revolução, ele está com as orquídeas e com theodore, o jardineiro, no andar de cima da casa. até as 11. incomunicável. a ser interrompido em casos absolutamente extremos.
das 11 ao meio dia ele olha o correio. discute algum assunto necessário com archie. olhando para o relógio. a menos que a casa tenha sido invadida por índios selvagens (não aconteceu ainda) fritz vai ter o almoço pronto ao meio dia. talvez seja supérfluo dizer que fritz é um artista. os cardápios me trazem praticamente lágrimas. negócios são expressamente proibidos durante as refeições. wolfe discute livros, ciência, automação (ele odeia praticamente quase todas as máquinas) and so on.
café é servido no escritório. o cérebro está disponível das 2 às 4. mais duas horas com as orquídeas. de volta ás 6. depois disso wolfe não tem um horário muito rígido. mas se pudesse escolher ele passaria todo o tempo lendo. trabalho é um mal necessário, que lhe impede de ler e deve ser disposto tão rápido quanto possível.
preciso dizer o quanto eu invejo wolfe?
mas hey, ele é um gênio e eu não. :)
confound it, archie!
esse é o xingamento favorito de nero wolfe, o detetive gênio, obeso, agorafóbico, misógino, glutão, amante das orquídeas e dos livros. já falei dele aqui antes, me parece. mas as paixões só crescem. ou dizendo melhor, as paixões morrem, mas acho que nero wolfe é um relacionamento que vou ter pra vida. já decidi como um dos meus planos de longo prazo conseguir todos os livros dele. são 73, mind you. mas é como um gigantesco e maravilhoso álbum de figurinhas, que se vai juntando ao longo de uma existência.
(claro, se eu fosse comprar em português e se estivessem todos disponíveis não seria lá grande projeto, mas comprando como eu compro, em sebos e no original, é quase como a coleção de orquídeas de nero.)
o primeiro comprei no escuro, sem ter idéia. love at first sight. é terrivelmente bem escrito, diabolicamente engraçado e envergonhadamente terno. estou no sétimo ou oitavo e acho que já me sinto autorizado a dizer que rex stout, o criador da série, nunca escreveu uma página ruim.
rex stout é, em si, uma figura rara. filho de quakers, criado na zona rural, foi reconhecido como gênio matemático muito cedo. tentou várias profissões, mas ali pelo 30, se entendo bem a biografia dele, criou um sistema bancário que foi aplicado em 400 cidades americanas e o tornou bem, digamos, rico. então ali pelos anos 20 ele fez o que todo autor americano que se prezava faria: foi pra paris, escrever ficção "séria". a biografia oficial diz que esses primeiros três livros foram recebidos com críticas favoráveis, o que não quer dizer muito, quase nada. (mas muito me interssaria ler esses primeiros.)
mas em 1934 estréia o primeiro romance de nero wolfe e o resto, como diz o clichê, é história. daí até os anos 70 saíram os tais 72 livros. um foi achado depois da morte dele. dá quase dois por ano. um absurdo.
nero wolfe nunca sai de casa. nunca. como ele resolve os casos? além de sua mente privilegiada, ele tem archie goodwin, o legman, o homem que conhece as ruas, as mulheres, os policiais e faz todo o trabalho sujo. e é nosso narrador. tudo se ouve pela voz dele, que é uma mistura maravilhosa de cinismo, humor seco e uma admiração velada por wolfe, porque como ele mesmo diz, "afinal ele é um gênio e eu não."
já me estendi além do bom senso e da paciência dos amigos. que posso dizer mais? nero wolfe is the man.
esse é o xingamento favorito de nero wolfe, o detetive gênio, obeso, agorafóbico, misógino, glutão, amante das orquídeas e dos livros. já falei dele aqui antes, me parece. mas as paixões só crescem. ou dizendo melhor, as paixões morrem, mas acho que nero wolfe é um relacionamento que vou ter pra vida. já decidi como um dos meus planos de longo prazo conseguir todos os livros dele. são 73, mind you. mas é como um gigantesco e maravilhoso álbum de figurinhas, que se vai juntando ao longo de uma existência.
(claro, se eu fosse comprar em português e se estivessem todos disponíveis não seria lá grande projeto, mas comprando como eu compro, em sebos e no original, é quase como a coleção de orquídeas de nero.)
o primeiro comprei no escuro, sem ter idéia. love at first sight. é terrivelmente bem escrito, diabolicamente engraçado e envergonhadamente terno. estou no sétimo ou oitavo e acho que já me sinto autorizado a dizer que rex stout, o criador da série, nunca escreveu uma página ruim.
rex stout é, em si, uma figura rara. filho de quakers, criado na zona rural, foi reconhecido como gênio matemático muito cedo. tentou várias profissões, mas ali pelo 30, se entendo bem a biografia dele, criou um sistema bancário que foi aplicado em 400 cidades americanas e o tornou bem, digamos, rico. então ali pelos anos 20 ele fez o que todo autor americano que se prezava faria: foi pra paris, escrever ficção "séria". a biografia oficial diz que esses primeiros três livros foram recebidos com críticas favoráveis, o que não quer dizer muito, quase nada. (mas muito me interssaria ler esses primeiros.)
mas em 1934 estréia o primeiro romance de nero wolfe e o resto, como diz o clichê, é história. daí até os anos 70 saíram os tais 72 livros. um foi achado depois da morte dele. dá quase dois por ano. um absurdo.
nero wolfe nunca sai de casa. nunca. como ele resolve os casos? além de sua mente privilegiada, ele tem archie goodwin, o legman, o homem que conhece as ruas, as mulheres, os policiais e faz todo o trabalho sujo. e é nosso narrador. tudo se ouve pela voz dele, que é uma mistura maravilhosa de cinismo, humor seco e uma admiração velada por wolfe, porque como ele mesmo diz, "afinal ele é um gênio e eu não."
já me estendi além do bom senso e da paciência dos amigos. que posso dizer mais? nero wolfe is the man.
sexta-feira, janeiro 14, 2005
diversão de sexta feira: brincando com o babel fish.
para comentar em russo no blog de gabi, escrevi
ah, the frozen beauty of the snow fields..,
que o babel me jurou que era ahah, ????? ??????? ???????? opf ???? ??????. retraduzindo do russo para o inglês tivemos
ahah, frozen opf beauty of the field of snow. reretraduzindo de volta , chegamos
a ahah, it is which they froze beauty opf of the field of snow. oh boy.
para comentar em russo no blog de gabi, escrevi
ah, the frozen beauty of the snow fields..,
que o babel me jurou que era ahah, ????? ??????? ???????? opf ???? ??????. retraduzindo do russo para o inglês tivemos
ahah, frozen opf beauty of the field of snow. reretraduzindo de volta , chegamos
a ahah, it is which they froze beauty opf of the field of snow. oh boy.
livre associação de idéias então por hoy, que é sexta feira e os parafusos estão soltos, há um ar, uma brisa. uno já pode sentir as comidas do fim de semana, o gosto da cerveja em pleno expediente. e muito trabalho, que a história nova está fluindo lentamente. um draminha mudo com aquele personagem que vive em estações fantasmagóricas de trem e odeia viajar.
peixe, só o peixe pode nos salvar nesse verão insano. hoje fiz a coisa certa. fui ao mercado, comprei filés e azeitonas mui ricas, comi de pé na cozinha, o peixe mínimo, na manteiga, com um limãozinho por cima. meu gato, comendo a parte dele, no céu dos gatos.
curioso que é verão em todos os livros que estou lendo. soma à sensação de irrealidade desses dias em que se está demais ou de menos no corpo, summer, bloody summer.
peixe, só o peixe pode nos salvar nesse verão insano. hoje fiz a coisa certa. fui ao mercado, comprei filés e azeitonas mui ricas, comi de pé na cozinha, o peixe mínimo, na manteiga, com um limãozinho por cima. meu gato, comendo a parte dele, no céu dos gatos.
curioso que é verão em todos os livros que estou lendo. soma à sensação de irrealidade desses dias em que se está demais ou de menos no corpo, summer, bloody summer.
quinta-feira, janeiro 13, 2005
hmmm, porque eu linkei aqui essa imagem? pra acordar quem estiver com sono, talvez? pra baixar o nível do debate? ou subir?
quarta-feira, janeiro 12, 2005
aliás, na matéria da edição que traz o CD, a wired faz uma matéria muito elogiosa ao brasil em termos de propriedade intelectual nesses tempos digitais. inclui um perfil do que deve ser para eles uma figura muito exótica: nosso ministro-músico. como eles descrevem aqui:
Gil is no more typical a pop star than he is a politician. Sixty-two years old, he wears shoulder-length dreadlocks and is apt to show up at his ministerial offices dressed in the simple white linens that identify him as a follower of the Afro-Brazilian religion candomblé. Slouching in and out of the elegant Barcelona chairs that furnish his office, taking the occasional sip from a cup of pinkish herbal tea, he looks - and talks - less like an elder statesman than like the posthippie, multiculturalist, Taoist intellectual he is.
claro, lendo a matéria nos ocorre pensar que eles elogiam nossa tranquilidade em ceder direitos com um olho no tesouro. que nossa música esteja tão disponível como a amazônia, de onde eles estão tirando espécies vegetais e remédios naturais livremente há algum tempo.
enfim. tire suas conclusões, se lhe interessar. aqui.
Gil is no more typical a pop star than he is a politician. Sixty-two years old, he wears shoulder-length dreadlocks and is apt to show up at his ministerial offices dressed in the simple white linens that identify him as a follower of the Afro-Brazilian religion candomblé. Slouching in and out of the elegant Barcelona chairs that furnish his office, taking the occasional sip from a cup of pinkish herbal tea, he looks - and talks - less like an elder statesman than like the posthippie, multiculturalist, Taoist intellectual he is.
claro, lendo a matéria nos ocorre pensar que eles elogiam nossa tranquilidade em ceder direitos com um olho no tesouro. que nossa música esteja tão disponível como a amazônia, de onde eles estão tirando espécies vegetais e remédios naturais livremente há algum tempo.
enfim. tire suas conclusões, se lhe interessar. aqui.
utilidade pública: a revista wired lançou um CD com músicas para serem remixadas, numa espécie de concurso mundial. vai de gilberto gil a beastie boys, com umas coisas bem interessantes no meio. para nós, seres não-mixantes, sobra a diversão de downloadar tudo. está tudo disponível aqui.
segunda-feira, janeiro 10, 2005
visões do japão: se você lê o momus, você vê que ele enxerga o país ou o povo como sendo incrivelmente atencioso, criativo, inteligente, atento ao corpo, atento à coletividade, etc etc. basicamente o futuro ou como o futuro devia ser.
se você lê o marxy, os japoneses são entediantes, frios, sem conteúdo, burocratas, etc, etc.
por via das dúvidas, eu leio os dois. e meu novo herói das massas, masa, que acredita que o futuro é FUCK, que deveria haver mais FUCK and so on and on. :)
somei mais dois hoje: sushicam, um blog com reportagens fotográficas não tão hilárias quanto as de masa e japanguide, um taanto óbvio, mas bom para procurar o básico.
isso, claro, se você tem algo perto do grau de fascinação que eu, como está evidente, tenho com o país.
se você lê o marxy, os japoneses são entediantes, frios, sem conteúdo, burocratas, etc, etc.
por via das dúvidas, eu leio os dois. e meu novo herói das massas, masa, que acredita que o futuro é FUCK, que deveria haver mais FUCK and so on and on. :)
somei mais dois hoje: sushicam, um blog com reportagens fotográficas não tão hilárias quanto as de masa e japanguide, um taanto óbvio, mas bom para procurar o básico.
isso, claro, se você tem algo perto do grau de fascinação que eu, como está evidente, tenho com o país.
quinta-feira, janeiro 06, 2005
man, this masa cracks me up.
um outro site também do japão é o TOKYO DAMAGE REPORT, escrito por um americano morando em tóquio que se descreve assim:
hi, I´m an american jerk.
hmm, ok, mas o melhor mesmo é a descrição que masa faz dele. impagável.
He is American, but live in Japan. and He report lots of interesting thing about Japan from foregin eye. His report is really interesting for us, Jap also. I recomend you to check his site. and not only his site, he also interesting man.
When I got to Punk rock live, there is strange foreiner in audience.
When music start, he start to take a photo. what a strange foreginer !
Yes, he is American jark, Mr.Steven
he keep taking photo
Suddenly singer dive into audience. Mr.Steven startle
And he start to takeing photo again ! What's a fucking jark ! and you can see his interesting photos in his web site !
He also konw about punk rock well. check his site.
um outro site também do japão é o TOKYO DAMAGE REPORT, escrito por um americano morando em tóquio que se descreve assim:
hi, I´m an american jerk.
hmm, ok, mas o melhor mesmo é a descrição que masa faz dele. impagável.
He is American, but live in Japan. and He report lots of interesting thing about Japan from foregin eye. His report is really interesting for us, Jap also. I recomend you to check his site. and not only his site, he also interesting man.
When I got to Punk rock live, there is strange foreiner in audience.
When music start, he start to take a photo. what a strange foreginer !
Yes, he is American jark, Mr.Steven
he keep taking photo
Suddenly singer dive into audience. Mr.Steven startle
And he start to takeing photo again ! What's a fucking jark ! and you can see his interesting photos in his web site !
He also konw about punk rock well. check his site.
passei a tarde ontem no japão e foi bom.
confesso uma fascinação invencível pelo país dos mangás, das prostitutas colegiais, dos robôs que dançam rap, dos samurais e rituais do chá. meu passeio foi por várias avenidas, mas as principais foram essas aqui, caso o país também lhe interesse:
neomarxisme
site de um buddie do momus, que mora no japão. reflexões, debates e perplexidades muitas sobre o país. se você entrar nos comments, periga se perder pra sempre. ele e momus fazem duelos samurais de teor estruturalista ou sei lá eu que linha de pensamento é essa, mas o nível é lá nas estrelas.
masamania
esse é mais singelo, exótico e simpático. blog dum jovem japonês, que num inglês hilário nos conta algumas das bizarrices do país. tem a revolta adolescente, mas tem uma visão também simpática das coisas. se você clicar nas fotos, você vê uma série delas, desenvolvendo o assunto. vale a pena ver o homeless japonês, vestido num terninho decadente e levando um pacote de espadas de brinquedo enquanto cata comida.
o motto do site já dá o tom:
Japanese culture report by MasaManiA with fucking photo & poor English you never seen at boring CNN, Time or major sophisticated jurnalism.
?????????????????????????????????I don't know what is good, bad, right or wrong, but I certainly know there is the truth ! and I also know it must be FUCK ! I'm not moralist. but wana be mania of the truth. MasaManiA means that. this is my philosophy.
Como você vai descobrir frequentando o site, FUCK também é um motto para o jovem masa. pra mim também, masa man. está lá, escrito na mensagem de abertura do meu celular: FUCK OFF. é um mundo pequeno.
confesso uma fascinação invencível pelo país dos mangás, das prostitutas colegiais, dos robôs que dançam rap, dos samurais e rituais do chá. meu passeio foi por várias avenidas, mas as principais foram essas aqui, caso o país também lhe interesse:
neomarxisme
site de um buddie do momus, que mora no japão. reflexões, debates e perplexidades muitas sobre o país. se você entrar nos comments, periga se perder pra sempre. ele e momus fazem duelos samurais de teor estruturalista ou sei lá eu que linha de pensamento é essa, mas o nível é lá nas estrelas.
masamania
esse é mais singelo, exótico e simpático. blog dum jovem japonês, que num inglês hilário nos conta algumas das bizarrices do país. tem a revolta adolescente, mas tem uma visão também simpática das coisas. se você clicar nas fotos, você vê uma série delas, desenvolvendo o assunto. vale a pena ver o homeless japonês, vestido num terninho decadente e levando um pacote de espadas de brinquedo enquanto cata comida.
o motto do site já dá o tom:
Japanese culture report by MasaManiA with fucking photo & poor English you never seen at boring CNN, Time or major sophisticated jurnalism.
?????????????????????????????????I don't know what is good, bad, right or wrong, but I certainly know there is the truth ! and I also know it must be FUCK ! I'm not moralist. but wana be mania of the truth. MasaManiA means that. this is my philosophy.
Como você vai descobrir frequentando o site, FUCK também é um motto para o jovem masa. pra mim também, masa man. está lá, escrito na mensagem de abertura do meu celular: FUCK OFF. é um mundo pequeno.
quarta-feira, janeiro 05, 2005
assim que wilbur ficou revoltado com meu silêncio sobre eisner. nem um comentário, nada.
bueno. talvez eu seja mesmo um quadrinista ingrato. me entristeceu mais a morte da susan sontag no outro dia, ainda que também não tenha comentado. sou um quadrinista que lê poucos quadrinhos. os mestres (pra mim) são poucos. também, honestamente, não consigo me abalar muito com a morte dos heróis. lembro de genet, ouvi pelo rádio, lamentei.
eisner é um mestre, incontestavelmente, uma influência e uma importância para o meio enorme. como criador e como divulgador. mas eu, honestamente, paro ali no spirit. ali ele estava à frente de todos, ali o desenho brilhava como nunca, ali tudo funcionava. diagramação inovadora, aberturas impactantes, humor único, um milhão de qualidades. mas todas as outras graphic novels que se seguiram e conquistaram o público passam meio ao largo de mim. o desenho não me parece ter envelhecido bem, há um ar datado em tudo, um excesso de sentimentalismo da idade avançada... enfim. mas respeito, principalmente o impulso criador que não esmoreceu nunca. aos 85 o velhinho estava ainda ali, na prancheta. tinha acabado de lançar mais um álbum.
wilbur diz lá em sua coluna que, de todas os autores que ele encontrou, só Eisner fez ele tremer a perna. são coisas de cada um, personalíssimas.
para mim seria kirby. the king.
bueno. talvez eu seja mesmo um quadrinista ingrato. me entristeceu mais a morte da susan sontag no outro dia, ainda que também não tenha comentado. sou um quadrinista que lê poucos quadrinhos. os mestres (pra mim) são poucos. também, honestamente, não consigo me abalar muito com a morte dos heróis. lembro de genet, ouvi pelo rádio, lamentei.
eisner é um mestre, incontestavelmente, uma influência e uma importância para o meio enorme. como criador e como divulgador. mas eu, honestamente, paro ali no spirit. ali ele estava à frente de todos, ali o desenho brilhava como nunca, ali tudo funcionava. diagramação inovadora, aberturas impactantes, humor único, um milhão de qualidades. mas todas as outras graphic novels que se seguiram e conquistaram o público passam meio ao largo de mim. o desenho não me parece ter envelhecido bem, há um ar datado em tudo, um excesso de sentimentalismo da idade avançada... enfim. mas respeito, principalmente o impulso criador que não esmoreceu nunca. aos 85 o velhinho estava ainda ali, na prancheta. tinha acabado de lançar mais um álbum.
wilbur diz lá em sua coluna que, de todas os autores que ele encontrou, só Eisner fez ele tremer a perna. são coisas de cada um, personalíssimas.
para mim seria kirby. the king.
segunda-feira, janeiro 03, 2005
uma experiência alucinógena da noite de reveillon: um cavalo pastando na frente da minha casa. sério. não, eu não tinha consumido drogas alucinógenas (ainda). o cavalo pastava tranquilamente, sem nenhum sinal de dono, carroça, cavaleiro, etc. ele tinha a companhia de um cachorro de rua, que claramente o guiava. o cachorro o acompanhava até um canto onde os paralepípedos permitiam alguma grama, esperava que ele comesse, o acompanhava até o próximo. chegaram e partiram juntos. e eu fiquei absolutamente sem saber o que pensar.
sobrevivemos todos a mais um reveillon. o meu foi bem. na sexta comprei comida, bebida, drogas, livros e vinis. me tranquei em casa e disse: só saio ano que vem. e assim foi. desliguei o telefone das 11 e meia até quase uma (para desencorajar aqueles telefonemas bem-intencionados, mas infelizes, you know, cheios de carinho e clichês).
depois saí, encontrei quem devia, saímos, rodamos por casas e festas (augusto e dani foram gracious hosts), foi tudo muito bem.
e vocês?
depois saí, encontrei quem devia, saímos, rodamos por casas e festas (augusto e dani foram gracious hosts), foi tudo muito bem.
e vocês?
quinta-feira, dezembro 30, 2004
então eu já falei do momus, esse músico escocês que mora na alemanha, ama o japão e se veste como um elfo que tivesse tomado ácido. e que tem um blog muitíssimo bom, que leio quase sempre. como quase todos os humanos, no final do ano ele volta à terra natal. e, passando pela inglaterra, ele faz um relato tão brutal da situação lá. me pegou meio de surpresa, não era como eu, pobre-não-viajante via o país. gostaria bastante de saber o que consuelo tem a dizer sobre isso.
(curioso é que na seção de comments, apareceu um brasileiro desgarrado dizendo isso:
It's funny, but it sounds incredibly similar to the country where I was born, Brazil(or any other place in South America), despite the different economical and political situations of those countries. The nastiness, dirtiness, the 'everyone around you is dangerous' mentality, the 'breaking of the rules is the main rule' unwritten law. I don't know how marketing and the gap between rich and poor is going on these around those since I haven't been there in the last 5 years (when I was there, Brazil had one of the worst gaps between top and bottom classes in the world). Even though I was from one the 'richer', 'most European' parts of the country, I could not feel more uncomfortable and threatened there.
(curioso é que na seção de comments, apareceu um brasileiro desgarrado dizendo isso:
It's funny, but it sounds incredibly similar to the country where I was born, Brazil(or any other place in South America), despite the different economical and political situations of those countries. The nastiness, dirtiness, the 'everyone around you is dangerous' mentality, the 'breaking of the rules is the main rule' unwritten law. I don't know how marketing and the gap between rich and poor is going on these around those since I haven't been there in the last 5 years (when I was there, Brazil had one of the worst gaps between top and bottom classes in the world). Even though I was from one the 'richer', 'most European' parts of the country, I could not feel more uncomfortable and threatened there.
terça-feira, dezembro 28, 2004
Pra vocês não dizerem que eu não dei nada de natal, aqui está.
Todo mundo pergunta para os artistas: - Mas de onde vem as idéias?
Eu tenho a resposta.
Todo mundo pergunta para os artistas: - Mas de onde vem as idéias?
Eu tenho a resposta.
segunda-feira, dezembro 27, 2004
Da série Grandes Idéias: uma revista que dedica cada uma de suas edições a uma pessoa. Uma pessoa qualquer, comum, se isso existe. Fotos, entrevistas, matérias, todas as seções clássicas de uma revista, dedicadas a esse fulano ou fulana. Re-magazine.
Link roubado do grande Momus.
(Eu lembro de uma revista brasileira, acho que foi a TPM, que no lançamento fez umas minirevistinhas sobre algumas pessoas. Mas além da idéia ter sido surrupiada daqui, suponho, tinha um excesso de coolness nessas pessoas escolhidas que, a meu ver, comprometiam um pouco a idéia original.)
Link roubado do grande Momus.
(Eu lembro de uma revista brasileira, acho que foi a TPM, que no lançamento fez umas minirevistinhas sobre algumas pessoas. Mas além da idéia ter sido surrupiada daqui, suponho, tinha um excesso de coolness nessas pessoas escolhidas que, a meu ver, comprometiam um pouco a idéia original.)
quinta-feira, dezembro 23, 2004
eu sei, eu sei, o final de ano é uma época depressiva pra cacete. mas há esperança. quando se encontra alguém doente o suficiente para criar isso: o dia a dia do alien e predador.
terça-feira, dezembro 21, 2004
se você tem um cérebro e aprecia usá-lo, eu recomendo firmemente o site do músico imomus, o click opera.
segunda-feira, dezembro 20, 2004
sexta-feira, dezembro 17, 2004
contradição é meu nome do meio. lendo um post de jorge, onde ele se descreve como um sujeito tranquilo, moderado, que não usa drogas e quase não bebe (tudo verdade) fico imediatamente meio exasperado. jorge é um tanto mais novo do que eu e tem um tipo de tranquilidade que pra mim ainda está longe no horizonte. parte de mim (uma paret bem pequena) admira essa tranquilidade yogue oriental. parte de mim acha que isso é uma fuga violentíssima da vida. que o caminho dos excessos, o palácio da sabedoria, etc.
voltando ao horizonte perdido, shangrilá tinha uma piscada de olho fenomenal pra isso. os monges viviam em um templo secular à beira de um vale. mas descendo o vale, eles chegavam numa cidade que tinha bares, bordéis... :)
acho que não vou estragar o livro pra ninguém contando que eles acharam uma forma de viver até os 160, 180 anos. então, digamos se você chegava em shangrilá aos 20 ou 30, eles aconselhavam uns 40 anos a mais pelo menos de pleno uso das facilidades da vila. para acalmar a carne. afinal você ia ter mais um século para se dedicar à vida da mente.
não temos esse prazo todo à nossa disposição. então, acho que tenho uma certa pressa de aproveitar meu tempo. :)
voltando ao horizonte perdido, shangrilá tinha uma piscada de olho fenomenal pra isso. os monges viviam em um templo secular à beira de um vale. mas descendo o vale, eles chegavam numa cidade que tinha bares, bordéis... :)
acho que não vou estragar o livro pra ninguém contando que eles acharam uma forma de viver até os 160, 180 anos. então, digamos se você chegava em shangrilá aos 20 ou 30, eles aconselhavam uns 40 anos a mais pelo menos de pleno uso das facilidades da vila. para acalmar a carne. afinal você ia ter mais um século para se dedicar à vida da mente.
não temos esse prazo todo à nossa disposição. então, acho que tenho uma certa pressa de aproveitar meu tempo. :)
partículas elementares, de michel houellebecq, é um livraço. livraço. já tinha lido em português uns anos atrás, em uma tradução muito canhestra do juremir machado. como meu francês não vai além do bounjour mon amour, achei uma tradução em inglês agora onde deposito mais esperanças.
alguém me perguntou sobre o que é o livro. quando um livro é realmente importante é difícil responder essa pergunta. mas eu diria que é sobre dois assuntos importantíssimos no mundo: física quântica e sexo.
um climaço decadente de pós-revolução sexual, um cinismo que tomou conta do mundo. uma mistura de sacanagem com filosofia. o que é uma coisa tão francesa como baguette.
alguém me perguntou sobre o que é o livro. quando um livro é realmente importante é difícil responder essa pergunta. mas eu diria que é sobre dois assuntos importantíssimos no mundo: física quântica e sexo.
um climaço decadente de pós-revolução sexual, um cinismo que tomou conta do mundo. uma mistura de sacanagem com filosofia. o que é uma coisa tão francesa como baguette.
quinta-feira, dezembro 16, 2004
por algum tempo eu vinha pensando que gabi era uma personagem, pronta para os quadrinhos. inclusive as fotos estavam lá como referência, tons of.
foi com algum desgosto que descobri que um par de americanos tiveram a mesma idéia. street angel é tudo que eu gostaria de ter feito para transformar gabi numa heroína de quadrinhos. está lá a atitude, os patins (no caso skate), o fator coolness...
too bad, mongabi. mas hey, ainda está em tempo de você tentar um processo contra eles. :)
foi com algum desgosto que descobri que um par de americanos tiveram a mesma idéia. street angel é tudo que eu gostaria de ter feito para transformar gabi numa heroína de quadrinhos. está lá a atitude, os patins (no caso skate), o fator coolness...
too bad, mongabi. mas hey, ainda está em tempo de você tentar um processo contra eles. :)
terça-feira, dezembro 14, 2004
então não tinha lido nada do simenon até agora. estou lendo esse o fugitivo e é, como diz o clichê das resenhas, um vislumbre da mente criminosa bem impressionante. não por ser um vislumbre em um mundo alien, mas por mostrar que não é nada que eu, você ou o seu vizinho não possa fazer. saí de casa para o trabalho me sentindo incrivelmente culpado, como se o crime fosse meu ou como se todos soubessem o que minha mente criminosa tinha planejado.
ridículo, uh?
ah, sim e sonhei que era preso e era uma coisa incrivelmente dramática e filmesca. acho que ando lendo policiais demais.
ridículo, uh?
ah, sim e sonhei que era preso e era uma coisa incrivelmente dramática e filmesca. acho que ando lendo policiais demais.
segunda-feira, dezembro 13, 2004
ok, mas se vocês acham que falta sordidez hoje nesse blog, que tal sexo explícito entre bonecos? é uma cena supostamente censurada de team america, o filme feito com bonecos pelos criadores de south park. enjoy.
felizmente, eu diria, não tenho nenhuma aventura para contar hoje. o final de semana foi tranquilo como pretendia e voltei à produção.
os livros salvam, sempre. na sexta feira passei num sebo e comprei meia dúzia. li uns dois e meio. um deles foi lost horizon, que tinha lido quando era garoto. e achei bem divertido. para quem não lembra é daonde veio o nome shangrila, aquela terra mítica de paz e tal. pois o lama de shangrila tinha um dito muito bom sobre essa coisa dos excessos (e o outro excesso que é o do asceta):
Nós praticamos aqui a moderação. Governamos nosso povo com rigor moderado e posso dizer que eles são moderadamente sóbrios, moderadamente castos e moderadamente honestos.
os livros salvam, sempre. na sexta feira passei num sebo e comprei meia dúzia. li uns dois e meio. um deles foi lost horizon, que tinha lido quando era garoto. e achei bem divertido. para quem não lembra é daonde veio o nome shangrila, aquela terra mítica de paz e tal. pois o lama de shangrila tinha um dito muito bom sobre essa coisa dos excessos (e o outro excesso que é o do asceta):
Nós praticamos aqui a moderação. Governamos nosso povo com rigor moderado e posso dizer que eles são moderadamente sóbrios, moderadamente castos e moderadamente honestos.
sexta-feira, dezembro 10, 2004
quinta-feira, dezembro 09, 2004
eu pensava que o preta´s bar era o mais baixo que se podia descer, no estilo uma-parada-antes-do-inferno, mas o eggo´s consegue ser pior. embora infinitamente maior e mais, digamos, estruturado, o nível de sordidez é incomparável. nunca vi tanta gente feia, tanta música ruim, tantas más intenções no mesmo lugar. o ambiente é literalmente um calabouço, onde só faltam as correntes na parede ou uns legionários empurrando cristãos para a arena. as mulheres todas parecem profissionais, não pela beleza, (hahaha) mas pelo olhar fixo, reptiliano,a boca contorcida. não é nem luxúria. é uma forma menos viva de sexualidade que move aqueles corpos.
faz você se perguntar ( e eu também) que catzo eu fazia por ali. não sei. vou deixando a corrente da noite me levar e quando vejo estou em um lugar desses. vale lembrar que fica nos limites da civilização, saindo da cidade. ali pelas 5 da manhã fui resgatado por amigos que iam para o laranjal. então vimos o dia nascer com as ondas batendo, mas não havia nada de confortante na imagem. lembrei dos filmes de fellini, onde com frequência os personagens vão buscar alguma forma de absolvição na praia, uma epifania qualquer que não chega. me senti tão alien quanto no calabouço. é um mundo estranho.
faz você se perguntar ( e eu também) que catzo eu fazia por ali. não sei. vou deixando a corrente da noite me levar e quando vejo estou em um lugar desses. vale lembrar que fica nos limites da civilização, saindo da cidade. ali pelas 5 da manhã fui resgatado por amigos que iam para o laranjal. então vimos o dia nascer com as ondas batendo, mas não havia nada de confortante na imagem. lembrei dos filmes de fellini, onde com frequência os personagens vão buscar alguma forma de absolvição na praia, uma epifania qualquer que não chega. me senti tão alien quanto no calabouço. é um mundo estranho.
segunda-feira, dezembro 06, 2004
então zé louco sozinho fez mais sucesso que todas as perversões juntas. ele nem imagina. :)
mas a diferença acho é de um post escrito por gosto e outro por encomenda. ficou como um catálogo e pouco convincente, uh?
além de jorge, que já conheceu um zé louco, já ouvi outros relatos. daí pra virar lenda urbana é um passo. a lenda do zé louco.
mas a diferença acho é de um post escrito por gosto e outro por encomenda. ficou como um catálogo e pouco convincente, uh?
além de jorge, que já conheceu um zé louco, já ouvi outros relatos. daí pra virar lenda urbana é um passo. a lenda do zé louco.
passei o fim de semana na companhia de uma loira de 17 anos que me deixou exausto.
o nome dela é joss stone e milhões de pessoas passaram o fim de semana com ela também. devem estar satisfeitos como eu, suponho. a garota é tudo o que o hype diz e muito mais. digo exausto porque é uma experiência exaustiva ouvi-la. experiência catártica, emocional, vibrante... não consigo imaginar baixar o som e fazer outras coisas enquanto ela canta. nem aquelas. o som tem que estar bombando e você tomado por essa voz absurda. soul, gospel, toda a música negra no corpo (sensacional) dessa loirinha americana. amen, joss. não podia recomendar mais.
(O segundo, é o que comprei, body, mind & soul. não consigo imaginar que o primeiro seja ruim, mas não posso jurar.)
o nome dela é joss stone e milhões de pessoas passaram o fim de semana com ela também. devem estar satisfeitos como eu, suponho. a garota é tudo o que o hype diz e muito mais. digo exausto porque é uma experiência exaustiva ouvi-la. experiência catártica, emocional, vibrante... não consigo imaginar baixar o som e fazer outras coisas enquanto ela canta. nem aquelas. o som tem que estar bombando e você tomado por essa voz absurda. soul, gospel, toda a música negra no corpo (sensacional) dessa loirinha americana. amen, joss. não podia recomendar mais.
(O segundo, é o que comprei, body, mind & soul. não consigo imaginar que o primeiro seja ruim, mas não posso jurar.)
sexta-feira, dezembro 03, 2004
bom, aparentemente meus leitores são bem versados nesses assuntos todos. comecei a série a pedido de jorge e ele não está impressionado. quer mais. more dirt! more details! eu tenho um certo receio que esse blog seja rebatizado como freak show, jorge.
além de tudo, hoje é sexta-feira. chega de falar de práticas sexuais degradantes e sórdidas. vamos ver se consigo realizar algumas. :)
além de tudo, hoje é sexta-feira. chega de falar de práticas sexuais degradantes e sórdidas. vamos ver se consigo realizar algumas. :)
Woody Allen: Não é verdade que sexo seja uma coisa suja e sórdida. só quando é bem feito.
eu vinha no caminho pra cá pensando em um fetiche bem mais popular que é o dos uniformes. esse não é difícil de entender ou simpatizar, não? o que eu entendo disso é que se trata de colocarmos sexo onde ele não está, nãodeveria estar. o que, convenhamos, é um impulso vital e e rebelde. mais ou menos o mesmo do sexo feito em lugares públicos. mas há variações, há temas diferentes sobrepostos. as enfermeiras, por exemplo me parecem um tanto regressivo. no sentido de ser cuidado, de voltar a ser criança. ( e sexualidade regressiva no brasil daria um post gigantesco, parece permear todo nosso imaginário.) já a colegial é o contrário, é uma pedofilia teatralizada, é uma adulta travestida de criança. os uniformes militares e policiais andam fazendo bastante sucesso entre as mulheres, aparentemente. os amigos no exterior talvez não saibam, mas andou havendo um frenesi com bombeiros por aqui. na vida pública de celebridades, na novela... existe um componente de risco aí, eu suponho, de trasngressão, de ter tesão por quem você deveria temer ou ter respeito. mas enfim. no fundo estamos sempre fantasiados disso ou daquilo.
eu tenho uma bronca em geral com regressão, com adultos que se comportam como criança e nada vai tão longe nisso como os abes. o que são abes? adult babies. criaturas cuja fantasia é estar de fraldas, num berço (enorme, eu suponho) e ser cuidado por uma enfermeira. vou pular os detalhes, acho. aliás eu acho que vou passar mal ali no banheiro e já volto. ugh.
eu tenho uma bronca em geral com regressão, com adultos que se comportam como criança e nada vai tão longe nisso como os abes. o que são abes? adult babies. criaturas cuja fantasia é estar de fraldas, num berço (enorme, eu suponho) e ser cuidado por uma enfermeira. vou pular os detalhes, acho. aliás eu acho que vou passar mal ali no banheiro e já volto. ugh.
alguém escreveu ( e eu mataria por essa descrição) que o trabalho eletrônico do Everything but The Girl era música "para dançar com lágrimas nos olhos". Ahh. Enfim. mas a questão aqui é: o pop pode ser incrivelmente sofisticado. corrigi essa semana um erro histórico de minha parte quando, num sebo comprei um vinil dos pet shop boys, por conta de uma música que me agradava. o álbum é o behaviour, aquele com as quatro fotos pequeninhas na capa. a música estava lá, mas dio, muito mais também. é como se fosse um mcdonald´s feito por um chef francês. de longe você vê aquele produto pop perfeito, mas de perto...
a música que eu buscava era being boring, também um dos clips que mais amava na mtv, uma cena felliniana interminável de excessos, a fascinação adolescente de alguém que se vê em um mundo adulto, perverso e maravilhoso. rodado em película, em preto e branco em uma casa que é só luxúria e decadência, reencena uma festa sem fim, com pessoas andando de patins pelos corredores, casais na banheira, gente linda e louca. e a música é um coming at terms dele com sua figura adolescente... / When you?re young you find inspiration In anyone who?s ever gone/We had too much time to find for ourselves/And we were never being boring
Now I sit with different faces/ In rented rooms and foreign places / All the people I was kissing / Some are here and some are missing.../ eu poderia colocar a letra toda aqui, mas mas você pode ler aqui. no momento estou mais encantado com october simphony, que começa eletrônica pop e irrestistível e vais aospoucos adicionando maldades tão sutis...primeiro é a guitarra de johnny marr, que vem em intervalos, como que de longe...depois um vocal black..quando o quarteto de cordas entra é de um estranhamento e uma beleza... no final ele volta, quando o maquinário eletrônico vai diminuindo e parando as cordas ficam ali, ocupando o espaço, falando de uma festa que acabou.
beautiful.
a música que eu buscava era being boring, também um dos clips que mais amava na mtv, uma cena felliniana interminável de excessos, a fascinação adolescente de alguém que se vê em um mundo adulto, perverso e maravilhoso. rodado em película, em preto e branco em uma casa que é só luxúria e decadência, reencena uma festa sem fim, com pessoas andando de patins pelos corredores, casais na banheira, gente linda e louca. e a música é um coming at terms dele com sua figura adolescente... / When you?re young you find inspiration In anyone who?s ever gone/We had too much time to find for ourselves/And we were never being boring
Now I sit with different faces/ In rented rooms and foreign places / All the people I was kissing / Some are here and some are missing.../ eu poderia colocar a letra toda aqui, mas mas você pode ler aqui. no momento estou mais encantado com october simphony, que começa eletrônica pop e irrestistível e vais aospoucos adicionando maldades tão sutis...primeiro é a guitarra de johnny marr, que vem em intervalos, como que de longe...depois um vocal black..quando o quarteto de cordas entra é de um estranhamento e uma beleza... no final ele volta, quando o maquinário eletrônico vai diminuindo e parando as cordas ficam ali, ocupando o espaço, falando de uma festa que acabou.
beautiful.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
eram 5 da manhã no preta´s bar e meu amigo gay estava dançando com um caminhoneiro chamado zé louco.
que tal isso para um começo? (eu também gostei.) minha acompanhante era uma amiga dele, que gostava de garotas, oh vida. uma coisa sussurrante e insinuante, que parecia deslizar quando andava. se comportava um pouco como uma princesa russa, levemente entediada, mas cheia de finesse e simpatia. mulheres. como uma garota pode ter esse savoir faire com vinte e poucos anos? algumas horas antes eu tinha descoberto que minha ex namorava agora o maior traficante da cidade, que me foi apresentado e se revelou uma criatura perfeitamente tranquila, que só tomava água.
zé louco tinha se juntado à nossa troupe umas duas horas atrás, em outra zona que fomos (noite longa) e parecia encantado com a situação. éramos 4 ou 5 perdidos numa noite suja, literalmente, mas bastante felizes.
que tal isso para um começo? (eu também gostei.) minha acompanhante era uma amiga dele, que gostava de garotas, oh vida. uma coisa sussurrante e insinuante, que parecia deslizar quando andava. se comportava um pouco como uma princesa russa, levemente entediada, mas cheia de finesse e simpatia. mulheres. como uma garota pode ter esse savoir faire com vinte e poucos anos? algumas horas antes eu tinha descoberto que minha ex namorava agora o maior traficante da cidade, que me foi apresentado e se revelou uma criatura perfeitamente tranquila, que só tomava água.
zé louco tinha se juntado à nossa troupe umas duas horas atrás, em outra zona que fomos (noite longa) e parecia encantado com a situação. éramos 4 ou 5 perdidos numa noite suja, literalmente, mas bastante felizes.
um post encomendado sobre perversões, então? porquois pas?
por onde começar, se pergunta jack. se entendo bem o que freud quis dizer, perversões são práticas que substituem o ato sexual, em vez de se somar à ele. mas não vamos ser assim tão científicos.
jorge estava falando das dominatrix. como qualquer um desses ramos, comporta um sem fim de variações. existe uma linha mais clássica, digamos, que depende um pouco da mise en scene, da roupa de couro, do chicote.. mas isso não é uma regra. existe todo um movimento que se chama femdom, female domination, que é uma coisa mais complexa, menos teatral e mais vivida, digamos. é o tipo de de coisa que se desenvolve muito em casamentos. ao contrário de uma dominatrix, que geralmente é visitada esporadicamente e paga por sua performance, o sub busca uma mulher dominadora para relacionamento longo. porque a idéia é que essa dominação se estenda a todos os aspectos da sua vida. ele pode usar um cinto de castidade, por exemplo, artigo muito popular entre esses casais. a idéia é que ele a sirva oralmente todos os dias, use um consolo nela se assim solicitado e eventualmente assista ela receber um convidado que o substitua nas funções conjugais. uma vez por semana (ou uma por mês ou ou ou...) ela tira o cinto e permite algum alívio para seu exultante sub. geralmente isso é feito de forma ritualística. o fulano é algemado (para não sofrer a tentação de não pôr o cinto de novo) e aí os métodos variam. mas raramente envolvem penetração. a dele sim, em alguns casos. é tudo uma questão de níveis. alguns casais levam isso mais como um jogo, outros como um modo de vida. várias subescolas aqui também. em algumas o homem é transformado em uma mulher, com vestido, peruca, depilação, etc.
em defesa dessas criaturas, frente o olhar horrorizado dos meu leitores, eu acho que eles são violentamente felizes. você pode pensar que a vida dele é só privação, mas veja bem: ele está vivendo em tempo integral sua fantasia mais profunda. não é pouco e não se pode dizer isso de muitos de nós. se a curiosidade existir, esse aqui é um site bem interessante. além de mostrar fotos dos modelos mais populares dos cintos, tem um estoque interminável de ficção do gênero.
obviamente isso é a introdução da introdução da introdução de um só tópico, mas não posso passar o dia falando sacanagem com vocês, posso? :)
volto ao tema.
por onde começar, se pergunta jack. se entendo bem o que freud quis dizer, perversões são práticas que substituem o ato sexual, em vez de se somar à ele. mas não vamos ser assim tão científicos.
jorge estava falando das dominatrix. como qualquer um desses ramos, comporta um sem fim de variações. existe uma linha mais clássica, digamos, que depende um pouco da mise en scene, da roupa de couro, do chicote.. mas isso não é uma regra. existe todo um movimento que se chama femdom, female domination, que é uma coisa mais complexa, menos teatral e mais vivida, digamos. é o tipo de de coisa que se desenvolve muito em casamentos. ao contrário de uma dominatrix, que geralmente é visitada esporadicamente e paga por sua performance, o sub busca uma mulher dominadora para relacionamento longo. porque a idéia é que essa dominação se estenda a todos os aspectos da sua vida. ele pode usar um cinto de castidade, por exemplo, artigo muito popular entre esses casais. a idéia é que ele a sirva oralmente todos os dias, use um consolo nela se assim solicitado e eventualmente assista ela receber um convidado que o substitua nas funções conjugais. uma vez por semana (ou uma por mês ou ou ou...) ela tira o cinto e permite algum alívio para seu exultante sub. geralmente isso é feito de forma ritualística. o fulano é algemado (para não sofrer a tentação de não pôr o cinto de novo) e aí os métodos variam. mas raramente envolvem penetração. a dele sim, em alguns casos. é tudo uma questão de níveis. alguns casais levam isso mais como um jogo, outros como um modo de vida. várias subescolas aqui também. em algumas o homem é transformado em uma mulher, com vestido, peruca, depilação, etc.
em defesa dessas criaturas, frente o olhar horrorizado dos meu leitores, eu acho que eles são violentamente felizes. você pode pensar que a vida dele é só privação, mas veja bem: ele está vivendo em tempo integral sua fantasia mais profunda. não é pouco e não se pode dizer isso de muitos de nós. se a curiosidade existir, esse aqui é um site bem interessante. além de mostrar fotos dos modelos mais populares dos cintos, tem um estoque interminável de ficção do gênero.
obviamente isso é a introdução da introdução da introdução de um só tópico, mas não posso passar o dia falando sacanagem com vocês, posso? :)
volto ao tema.
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