lendo isso, lembrei de um desses texto da internet. se chamava things only women can get away with. algo como "coisas que só uma mulher poderia fazer e se sair bem".
lembro de uns trechos: mulheres usando roupas do namorado ficam sexy, casuais e elegantes. homem usando as roupas da namorada ficariam absurdos. no mínimo.
mulheres se masturbando são uma visão sexy. homens se masturbando são patéticos.
mulheres que tem vibradores são independentes e poderosas. homens que tem vaginas plásticas são dignos de pena. e por aí afora.
by the way, não estou reclamando. faz parte da minha infinita admiração pelas mulheres. eu adoro que elas existam. estou confortável em minha posição de sexo inferior. :)
segunda-feira, julho 12, 2004
posso continuar minha fascinação vouyerística com a belle du jour? aquecer a segunda-feira dos amigos. também, minha fascinação com essas diferenças entre homens e mulheres. vá lá que não é qualquer mulher que tem a presença de espírito para fazer isso, mas homem nenhum teria. só uma mulher, para fazer isso na frente do parceiro e ainda sair triunfante e poderosa. vamos à cena.
It was a longer drive than I thought. An hour or more out of London I started to get the familiar twitchy feeling. "I was thinking of masturbating," I said to OOP. "But you were going to stop soon for food, weren't you?"
"I'll give you plenty of warning if I decide to stop," he said.
"And let me know if you're about to pass any lorry drivers?"
"I will."
Unzipped my jeans and reached into my knickers with the left hand - already soaking wet. I slipped two fingers inside, then a third, rubbing my clit with the thumb. The radio was on, some droning Radio Four drama. I turned it down. It was distracting. Turned it down again so the acotrs' voices were just a whisper. Closed my eyes. I don't know how long it was before I came, twitching and grunting, but the same play was still on when I finished. Pulled my hand out, licked the fingers. We stopped soon after for a cream tea.
It was a longer drive than I thought. An hour or more out of London I started to get the familiar twitchy feeling. "I was thinking of masturbating," I said to OOP. "But you were going to stop soon for food, weren't you?"
"I'll give you plenty of warning if I decide to stop," he said.
"And let me know if you're about to pass any lorry drivers?"
"I will."
Unzipped my jeans and reached into my knickers with the left hand - already soaking wet. I slipped two fingers inside, then a third, rubbing my clit with the thumb. The radio was on, some droning Radio Four drama. I turned it down. It was distracting. Turned it down again so the acotrs' voices were just a whisper. Closed my eyes. I don't know how long it was before I came, twitching and grunting, but the same play was still on when I finished. Pulled my hand out, licked the fingers. We stopped soon after for a cream tea.
sexta-feira, julho 09, 2004
quinta-feira, julho 08, 2004
spider, spider
as coisas que a gente encontra por essa internet. sem dinheiro para ir ao cinema? que tal ver o filme do homem-aranha feito em lego? sim, é verdade. está aqui.
belle de jour descreve o café perfeito, depois de descrever como o namorado novo é bom usando cordas no quarto. são muito os prazeres dessa vida.
This morning we rose early, fooled around a bit, and nipped down to my favourite coffee shop. It's not a coffee shop as such, more an incredibly small space filled with fresh bread, Mediterranean and Asian foods, cakes and chocolates, more lilies than a Catholic funeral, organic groceries and two tiny tables at the back as an afterthought. The staff are rather left of centre and make the nicest cappuccino. Before ten, the pastries are still warm. It's heavenly.
This morning we rose early, fooled around a bit, and nipped down to my favourite coffee shop. It's not a coffee shop as such, more an incredibly small space filled with fresh bread, Mediterranean and Asian foods, cakes and chocolates, more lilies than a Catholic funeral, organic groceries and two tiny tables at the back as an afterthought. The staff are rather left of centre and make the nicest cappuccino. Before ten, the pastries are still warm. It's heavenly.
terça-feira, julho 06, 2004
rejeitando trabalho. coisa que não devia nem podia fazer. seria ótimo se eu fosse como jorge, que consegue ser um puta ilustrador, um puta diretor de arte e ainda fazer uns quadrinhos maravilhosos como se fosse um passatempo, uma coisa tranquila. não é meu caso. minha energia vai se filtrando cada vez mais para os quadrinhos e meu tesão para fazer design morre a olhos vistos. pelo menos para fazer freelas, coisas depois do expediente. consigo manter meu trabalho como diretor de arte do jornal, mas saindo daqui? quero desenhar, fazer quadrinhos.
obviamente é convidar a miséria. seria mais fácil entrar para uma ordem e virar franciscano de vez. vou acabar lavando pratos.
obviamente é convidar a miséria. seria mais fácil entrar para uma ordem e virar franciscano de vez. vou acabar lavando pratos.
segunda-feira, julho 05, 2004
porque é uma questão, essa do autobiográfico. tenho sentido muito isso no improvisation society. por não ter a camada protetora de uma história, com personagens e por estar tão próximo das minhas circunstâncias, isso vem acontecendo. e já era uma coisa que me interessava, que eu pensava a respeito. mas é todo um mundo. como filtrar as coisas, como não fazer um diário e principalmente como dizer a verdade. parece simples, não é? mas é muito, muito difícil. a verdade e a, digamos não-verdade, está em cada traço, em cada objeto. como desenhar o que você vê, lembra, em vez de um modelo ideal que está em sua cabeça. como evitar o genérico, a clipart. existe uma verdade em cada xícara.
frase muito boa que vem do fim de semana - reencontro dani, a imperatriz, que não via há algum tempo. e ela diz: nossa, você está cabeludo. por isso é que o homem que desenha, dos quadrinhos, aparecia cabeludo...
taí, gostei. o-homem-que-desenha. é bom porque não sou eu, é uma entidade. isso me dá uma alegria de não estar sendo descaradamente autobiográfico.
taí, gostei. o-homem-que-desenha. é bom porque não sou eu, é uma entidade. isso me dá uma alegria de não estar sendo descaradamente autobiográfico.
sexta-feira, julho 02, 2004
quinta-feira, julho 01, 2004
a arte de falar mal
assim que parece que blueberry, o filme baseado nos quadrinhos de giraud es malo, muy malo. ou pelo menos é o que diz esse site espanhol, em uma orgia de hipérboles que não deixa de trair também o espírito espanhol em si.
por exemplo:Vergonzoso. Así de triste y paupérrimo es el adjetivo que define esta ex-cesiva tomadura de pelo del cine francés... Poco tiene que ver esta mezquina demencia de estulticia argumental con las viñetas dibujadas por Giraud...
...Kounen se mueve constantemente en un dudoso virtuosismo visual mezclado con un incoherente éxtasis místico a medio camino entre la pseudofilosofía y la imbecilidad lisérgica. Bajo la apariencia de western atípico y fantástico, pretendidamente onírico, e in-fluenciado por la cultura chamánica, reside uno de los ejerci-cios de prepotencia absurda más escandalosos y degradan-tes que se han visto en la historia del cine.
Desde ese punto de vista es comprensible que con su incompetente propensión al dis-parate, al psicotrópico efecto de un mal chute de droga visual adul-terada, someta al espectador a un tortuoso viaje hacia un aburri-miento soporífero, sin sentido ni explicación que concluye en una ridícula burla hacia la inteligencia del público o a un guiño malicioso a los entorpecidos amigos de la drogadicción chamanista y farlo-pera.
wow.
por exemplo:Vergonzoso. Así de triste y paupérrimo es el adjetivo que define esta ex-cesiva tomadura de pelo del cine francés... Poco tiene que ver esta mezquina demencia de estulticia argumental con las viñetas dibujadas por Giraud...
...Kounen se mueve constantemente en un dudoso virtuosismo visual mezclado con un incoherente éxtasis místico a medio camino entre la pseudofilosofía y la imbecilidad lisérgica. Bajo la apariencia de western atípico y fantástico, pretendidamente onírico, e in-fluenciado por la cultura chamánica, reside uno de los ejerci-cios de prepotencia absurda más escandalosos y degradan-tes que se han visto en la historia del cine.
Desde ese punto de vista es comprensible que con su incompetente propensión al dis-parate, al psicotrópico efecto de un mal chute de droga visual adul-terada, someta al espectador a un tortuoso viaje hacia un aburri-miento soporífero, sin sentido ni explicación que concluye en una ridícula burla hacia la inteligencia del público o a un guiño malicioso a los entorpecidos amigos de la drogadicción chamanista y farlo-pera.
wow.
quarta-feira, junho 30, 2004
ainda no túnel da doença, se me permitem palavra tão dramática pra coisa tão simples. mais no sentido de alterar sua percepção. mas como outras coisas que tenho experimentado, viver com intensidade resolve as situações. ontem dormi cedíssimo, tive calafrios, suei frio, etc, etc. hoje melhor. possibilidades de afeto também no horizonte. isso anima o ser humano.
por conta disso, hoje não tem improvisation society, mas amanhã certamente. you wait and see.
por conta disso, hoje não tem improvisation society, mas amanhã certamente. you wait and see.
terça-feira, junho 29, 2004
não lembro mais em qual livro, mas henry miller descrevia um casamento tão ruim que ele estava que o momento mais feliz foi quando ele ficou doente. ele lembra desse período como umas férias maravilhosas, onde ele podia flutuar, semidelirante, do quarto até a cozinha, profundamente aliviado de estar fora por algum tempo daquela relação. porque a doença faz isso, ela é um passe para fora do mundo. ela cria uma distância entre você e o mundo e tira as decisões das suas mãos. você não precisa decidir nada quando está doente.
isso porque a velha renite atacou de novo. hoje em dia eu faço de tudo para combatê-la e para não me entregar, mas lembrei de um tempo em que havia um prazer mórbido em se entregar assim, em poder desistir da vida por algum tempo.
mas sabe-se lá. talvez o certo seja viver esse afastamento, essa desistência integralmente para voltar à vida depois. não sei. juro que não sei. meu amigo pellegrin me diz que estou por demais guloso com a vida. pode ser.
isso porque a velha renite atacou de novo. hoje em dia eu faço de tudo para combatê-la e para não me entregar, mas lembrei de um tempo em que havia um prazer mórbido em se entregar assim, em poder desistir da vida por algum tempo.
mas sabe-se lá. talvez o certo seja viver esse afastamento, essa desistência integralmente para voltar à vida depois. não sei. juro que não sei. meu amigo pellegrin me diz que estou por demais guloso com a vida. pode ser.
segunda-feira, junho 28, 2004
a vida como projeto de arte, dizia ela. ou algo assim. jorge e fê fazem quase isso. aliás, escrevi pra eles dizendo isso - que se aquilo fosse propaganda de um modo de vida eu já teria comprado. é a fotonovela mais linda que já vi.
tive momentos nesse findi que mereciam fotos. a luz certa, as janelas abertas para o mundo, um bem estar. talvez me reste fazer em quadrinhos. :)
tive momentos nesse findi que mereciam fotos. a luz certa, as janelas abertas para o mundo, um bem estar. talvez me reste fazer em quadrinhos. :)
resumo da ópera
gostaria de poder contar a rede de coincidências que regeram esse final de semana sensorial, afetivo e com uma quantidade inimaginável de nicotina e cafeína. mas nem tudo se conta, vocês sabem. mas foi bom.
sexta-feira, junho 25, 2004
diga ao povo
então aparentemente é com apoio popular que sigo na improvisation society. apesar do nome infame, de acordo com jorge. :) mas pensaremos coisa melhor. até porque esse é o nome do processo, o nome do jogo. tirando algumas coisas que são muito circunstanciais, como aquela do maluf, a história da deusa me animou com a idéia que isso tudo pode ser mesmo reunido um dia como um livro, um álbum, uma coleção de fragmentos. pode ser interessante. muitas histórias podem se (in)filtrar por esse processo. histórias que estavam esperando para acontecer. há um entusiasmo aqui. ontem quase não durmo e precisei de lobotomia televisiva intensa para acalmar esse cérebro febril. (o vinho também ajudou). voltamos na segunda-feira. baccio.
perfeito o raciocínio de consuelo:
Vamos imaginar que o governo americano, depois de apoiar freneticamente os militares brasileiros na época da ditadura, ficasse de mal com eles, como aconteceu com Saddam Hussein. E resolvesse libertar os brasileiros daquela ditadura que ajudou a criar, Madalena arrependida. Então, depois de invadir o país, matar dezenas de centenas, entre eles centenas de inocentes, e abusar de nossos prisioneiros tal qual a ditadura fazia (entre outras trapalhadas possíveis de imaginar ou deduzir), o governo americano e seus aliados devolveriam a nossa soberania na forma de um administrador escolhido a dedo e por eles. Só não me diga que neste caso você estaria disposto a lutar pelo seu país, como este bando de iraquianos extremistas.
me admira não ter visto formulado dessa forma antes.
bravo, bella.
Vamos imaginar que o governo americano, depois de apoiar freneticamente os militares brasileiros na época da ditadura, ficasse de mal com eles, como aconteceu com Saddam Hussein. E resolvesse libertar os brasileiros daquela ditadura que ajudou a criar, Madalena arrependida. Então, depois de invadir o país, matar dezenas de centenas, entre eles centenas de inocentes, e abusar de nossos prisioneiros tal qual a ditadura fazia (entre outras trapalhadas possíveis de imaginar ou deduzir), o governo americano e seus aliados devolveriam a nossa soberania na forma de um administrador escolhido a dedo e por eles. Só não me diga que neste caso você estaria disposto a lutar pelo seu país, como este bando de iraquianos extremistas.
me admira não ter visto formulado dessa forma antes.
bravo, bella.
quinta-feira, junho 24, 2004
síntese
eu amo poemas curtos, canções concisas, trailers de cinema, antepasto e preliminares em geral. além de descobrir no vanilla sky que sou um pleasure delayer, menos é mais pra mim. isso pra dizer que talvez tenha encontrado um filão nessas histórias curtíssimas. andava me atormentando por demais tentando fazer histórias longas. estava lá tentando costurar meus fragmentos pessoais para essa tal primeira história, para o primeiro álbum e me ocorre que talvez ele possa ser feito exatamente disso. de pedacinhos que se conectam ou não. fragmentado como é nossa vida. não há continuidade. há uma ilusão de, como no cinema, em que nos parece que as imagens se movem. umas das contistas que amo mais é jayne anne philiphs e ela tem contos de meia página. perfeitos. borges dizia que o romance é o monstro impuro. quem sabe. são elucubrações.
quarta-feira, junho 23, 2004
improvisation society
surpreendi a mim mesmo e, imagino, aos outros, dando continuidade ao projeto de ontem. agora chama-se improvisation society, for falta de nome melhor (aceitamos sugestões) e tem um site próprio. muito libertador trabalhar dessa forma. e o de hoje tem maluf, quem diria. está aqui.
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