Outra orelha de minha culpa, essa para o livro de André Dahmer para a Desiderata, em breve nas melhores livrarias, etc.
Incrível como eu demorei para entender o Dahmer. Lembro de Melissa e Gabi me mostrando coisas dele anos atrás e eu não percebia. Lento, eu.
Um humorista que não ri
Buster Keaton foi imortalizado como o comediante que não ria. Dahmer também não ri. Pessoalmente, ele é sério como um médico que vem nos dar más notícias. Seus temas também não são engraçados. Genocídio, miséria, abuso, álcool, o desespero da condição humana. Porque rimos então ao lê-lo? Porque milhares de internautas voltam todos os dias ao site dos Malvados, em busca de mais? Porque é mais crocante ou porque vende mais?
A resposta, como costuma acontecer, vem dos mestres. Millôr, neurocirurgião da graça, escreveu O Decálogo do Verdadeiro Humorista. Está lá, no item I: O humorista deve ter pudor de fazer graça. Ou no III: Para escrever, o humorista deve escolher sempre o assunto mais sério, mais triste, mais chato ou mais trágico. Só um falso humorista escreve sobre assuntos humorísticos. E assim por diante. Se esse fosse um teste da revista Nova, Dahmer teria passado com 10.
Assim como Keaton, que com seu humor físico e sua fachada esculpida de seriedade fazia a platéia rir dos absurdos e injustiças da vida moderna, Dahmer, com sua moralidade indignada, nos faz rir de nossa preguiça, vaidade, estupidez e todos outros pecados que estão no catálogo da raça. E dessa vez, é nossa cara que está lá. Os malvados, com sua aparência enigmática de flores perversas, eram uma máscara que podíamos vestir ou não. Nesse livro, eles tem cara. A minha, a sua, a de todos nós. No livro negro de Dahmer, somos todos malvados. Só nos resta rir.
segunda-feira, julho 23, 2007
terça-feira, julho 17, 2007
Como dizia Mário de Andrade, se o escritor mostra o que escreve, é por vaidade. E se não mostra, também é por vaidade. Então, com plena consciência do pecado, vou mostrar aqui umas letrinhas minhas que tem sido impressas: sou o orelha-man informal de alguns livros da Desiderata. É uma das (muitas) alegrias do clima informal de nossa editora, que possamos fazer coisas assim, de graça e por graça.
Essa aqui escrevi hoje, de um de nossos próximos livros, a Antologia da Lapa.
Cabarés, madames, malandros e poetas: a Lapa em preto e branco
Os arcos da Lapa, esse inesperado cenário romano na antiga capital do império, fazem parte da imagem do Rio de Janeiro como o Cristo Redentor. Mas ao contrário do Cristo, que simboliza o Rio todo, de ontem e de sempre, eles são só da Lapa. E são símbolo de um outro tempo. Como Roma, a Lapa teve seu apogeu e decadência. E se agora ela ressurge, reinventada e de novo adotada pelos cariocas, ela certamente é outra.
A Lapa de que fala este livro é o bairro mítico, boêmio, em preto e branco, que a maior parte de nós não viu. E quem melhor para nos guiar por suas ruas escuras e movimentadas do que esses protagonistas fabulosos? Vinicius de Moraes, Manuel Bandeira, Di Cavalcanti, Rubem Braga, Antônio Maria, e outros nos levam por esses becos e ruelas onde Madame Satã amava e enfrentava policiais, Villa-Lobos tocava piano nos salões enfumaçados das pensões e Manuel Bandeira escrevia seus poemas com um olho melancólico na festa que acontecia debaixo de sua janela. Como na Paris dos anos 20, até a pobreza era charmosa e as prostitutas, francesas.
Cantada em prosa e verso e contada por seus protagonistas, essa época fabulosa da qual só os arcos restaram, está nas páginas deste livro.
Essa aqui escrevi hoje, de um de nossos próximos livros, a Antologia da Lapa.
Cabarés, madames, malandros e poetas: a Lapa em preto e branco
Os arcos da Lapa, esse inesperado cenário romano na antiga capital do império, fazem parte da imagem do Rio de Janeiro como o Cristo Redentor. Mas ao contrário do Cristo, que simboliza o Rio todo, de ontem e de sempre, eles são só da Lapa. E são símbolo de um outro tempo. Como Roma, a Lapa teve seu apogeu e decadência. E se agora ela ressurge, reinventada e de novo adotada pelos cariocas, ela certamente é outra.
A Lapa de que fala este livro é o bairro mítico, boêmio, em preto e branco, que a maior parte de nós não viu. E quem melhor para nos guiar por suas ruas escuras e movimentadas do que esses protagonistas fabulosos? Vinicius de Moraes, Manuel Bandeira, Di Cavalcanti, Rubem Braga, Antônio Maria, e outros nos levam por esses becos e ruelas onde Madame Satã amava e enfrentava policiais, Villa-Lobos tocava piano nos salões enfumaçados das pensões e Manuel Bandeira escrevia seus poemas com um olho melancólico na festa que acontecia debaixo de sua janela. Como na Paris dos anos 20, até a pobreza era charmosa e as prostitutas, francesas.
Cantada em prosa e verso e contada por seus protagonistas, essa época fabulosa da qual só os arcos restaram, está nas páginas deste livro.
A cena do dia: enquanto eu e Jana andamos pelo centro, paraíso perdido e horror muito encontrado que ela adora e eu suporto estoicamente, vejo o jovem funcionário público. Um grupo de sub-burocratas se encaminha para o almoço, naquela solidariedade masculina abastardada - o humor sexual da empresa, as piadas sobre a funcionária nova, as tentativas de fazer as horas cruéis se arrastarem menos - uns dois passos atrás do grupo caminha o jovem funcionário público, já vestindo as roupas do seu grupo, mas com uma tristeza do tamanho do seu futuro interminável. a franja de frequentador de shows de rock, aquela face pálida de quem nunca vai à praia e uma expressão desolada sem fim de quem vendeu seu tempo e sabe quanto custou.
segunda-feira, julho 09, 2007
jana contou: fomos ao cinema. oh, ato banal. como uma coisa precisaria de comentário? mas sim, em um mundo de dvd, de séries baixadas pela internet, de consumo e de amor ao seu sofá, para nós foi um retorno à aventura. meses sem ir ao cinema. como uma coisa dessas acontece?
foi bom. lembrei como é. e ratatouille é fenomenal. há uma atenção ao detalhe ali que é uma coisa de outro mundo. da culinária, que faz sentido visual (a textura de cada cogumelo, de cada panela de chef é perfeita) - da chef que tem uma vespa (como os chefs do mundo de fato), do desenho meticuloso mesmo do personagem mais secundário - se a câmera está passando, dá tempo para fazer um deboche ao mímico-francês-de-parque, em uma visão de meio segundo...e, claro, se você ama comida como eu amo, o filme é bem mais tocante. o discurso final do crítico é emocionante e fenomenalmente bem escrito. e remy, ah. viva remy, o rato gourmet.
foi bom. lembrei como é. e ratatouille é fenomenal. há uma atenção ao detalhe ali que é uma coisa de outro mundo. da culinária, que faz sentido visual (a textura de cada cogumelo, de cada panela de chef é perfeita) - da chef que tem uma vespa (como os chefs do mundo de fato), do desenho meticuloso mesmo do personagem mais secundário - se a câmera está passando, dá tempo para fazer um deboche ao mímico-francês-de-parque, em uma visão de meio segundo...e, claro, se você ama comida como eu amo, o filme é bem mais tocante. o discurso final do crítico é emocionante e fenomenalmente bem escrito. e remy, ah. viva remy, o rato gourmet.
quinta-feira, junho 28, 2007
escondemos mal, muito mal nossa satisfação com a desgraça crescente desses imbecis que espancaram a empregada doméstica aqui no rio. oh sim, novas testemunhas, oh sim, eles vão pra cadeia, oh sim, vão ser espancados, oh boy, eu espero que. ah sim, agora eles vão ver.
na verdade não escondemos nem um pouco, estamos aí, falando em voz alta no trabalho, nos bares. a única coisa escondida é nossa admissão de que essa baba que escorre de nossa sanha não é muito diferente da deles.
não me excluo, da baba, da sanha, do julgamento, do desejo que. mas o que estou dizendo então? que faço uma força para não. para não alimentar. para não ficar criando fantasias visuais em detalhes da punição informal que eles podem encontrar na cadeia. nada de bom pode vir de pensamentos assim. basicamente, folks, temos que ser melhores que eles, não iguais.
na verdade não escondemos nem um pouco, estamos aí, falando em voz alta no trabalho, nos bares. a única coisa escondida é nossa admissão de que essa baba que escorre de nossa sanha não é muito diferente da deles.
não me excluo, da baba, da sanha, do julgamento, do desejo que. mas o que estou dizendo então? que faço uma força para não. para não alimentar. para não ficar criando fantasias visuais em detalhes da punição informal que eles podem encontrar na cadeia. nada de bom pode vir de pensamentos assim. basicamente, folks, temos que ser melhores que eles, não iguais.
segunda-feira, junho 18, 2007
Rapidíssimas:
- Temos enfim um site que não é um blog disfarçado. Pobre, mas limpinho.
- O Pasquim 2 entrou na lista dos mais vendidos do Globo, Veja e Época. Não dá pra concorrer com O Levantador De Livros e Pipas Afegãs de Cabul, mas é uma alegria. Comentário completamente imparcial: é sensacional. Mesmo aqui, fazendo, não conseguíamos parar de ler. Quando tantos talentos se amontoaram no mesmo jornal ao mesmo tempo? A lista é inacreditável. É um livro para ler, fora de ordem, sem parar. Abrir ao acaso e ser feliz. E felizes nós de fazer parte disso.
- Temos enfim um site que não é um blog disfarçado. Pobre, mas limpinho.
- O Pasquim 2 entrou na lista dos mais vendidos do Globo, Veja e Época. Não dá pra concorrer com O Levantador De Livros e Pipas Afegãs de Cabul, mas é uma alegria. Comentário completamente imparcial: é sensacional. Mesmo aqui, fazendo, não conseguíamos parar de ler. Quando tantos talentos se amontoaram no mesmo jornal ao mesmo tempo? A lista é inacreditável. É um livro para ler, fora de ordem, sem parar. Abrir ao acaso e ser feliz. E felizes nós de fazer parte disso.
quarta-feira, junho 06, 2007
ah, a nostalgia gaúcha. ela vem quando menos se espera. uma notícia do festival de inverno de porto alegre - show de fito paez, filmes sobre cortazar, uma orquestra de tango moderna... em outra nota do mesmo suplemento cultural traiçoeiro que se inflitra em meu email, um show em homenagem à mítica do Bom Fim. o Bom Fim mítico. o sul mítico. onde o frio é glamouroso e não a infelicidade profunda da cama gelada e do chuveiro que nunca esquenta. não, nessas lembranças o frio não tem espirros nem fluidos nasais. é todo condição existencial e glamour. ha.
e ainda hoje jana reportou (para minha surpresa) que ainda falo bah.
e ainda hoje jana reportou (para minha surpresa) que ainda falo bah.
sábado, maio 26, 2007
o mar, essa semana, copacabaaaaana... então, eu desenho um álbum chamado copacabana e vivo em copacabana. como é viver aqui?
é barulhento. é conflituoso. está tudo em estado latente ao seu redor: as tensões sociais, o turismo sexual, o barulho do tráfego, as âmbulâncias, a sirene da polícia, os moleques de rua, driblando o tráfico com a ginga que se atribui a eles, os mortos vivos jogados em esquinas dormindo em suas camas de papelão, os velhos incrivelmente velhos que teimosamente levam 10 minutos para cruzar uma quadra, os estrangeiros, tão feios, tão dedicados em seu turismo, as putas tão dedicadas também, a polícia, tão querendo te pegar e teu dinheiro... tem a trinity, que agora, veja você, trabalha em uma lavanderia, uns 10 anos mais velha, tatuada e aparentemente bem casada, com uma filha (lava todas nossas roupas), tem giorgio, que agora mora uma quadra atrás de nós, veja você, bitisa. tem um restaurante 24 horas a uma quadra de casa. e tem o mar, você sabe. hoje, sábado frio em que você pode ter aquele raro conforto que é sentir roupas pesando sobre seu corpo (tomamos vinho, nos comportamos estritamente como se fosse inverno - nossa chance) vi o mar pela janela e pensei - vou ali, fazer gênero fumando em frente ao mar, por 10 minutos. é ridiculamente lindo, você sabe. a água que resta da onda que passou cria um dourado inacreditável na areia, aquele espelho entre a espuma e a areia. carlos drummond de andrade estava lá, sentado em sua prisão estatuária, de costas para o mar. sendo assediado, mais do que em vida, por turistas que o fotografam incansavelmente. pobre drummond. é estranhamente perturbador se sentar ao lado dessa réplica egípcia do poeta em vida, preso infinitamente.
resumindo, ainda não sei nada sobre copacabana. sou, de novo, sempre, um estrangeiro. cheguei aqui, agora. que lugar é esse?
é barulhento. é conflituoso. está tudo em estado latente ao seu redor: as tensões sociais, o turismo sexual, o barulho do tráfego, as âmbulâncias, a sirene da polícia, os moleques de rua, driblando o tráfico com a ginga que se atribui a eles, os mortos vivos jogados em esquinas dormindo em suas camas de papelão, os velhos incrivelmente velhos que teimosamente levam 10 minutos para cruzar uma quadra, os estrangeiros, tão feios, tão dedicados em seu turismo, as putas tão dedicadas também, a polícia, tão querendo te pegar e teu dinheiro... tem a trinity, que agora, veja você, trabalha em uma lavanderia, uns 10 anos mais velha, tatuada e aparentemente bem casada, com uma filha (lava todas nossas roupas), tem giorgio, que agora mora uma quadra atrás de nós, veja você, bitisa. tem um restaurante 24 horas a uma quadra de casa. e tem o mar, você sabe. hoje, sábado frio em que você pode ter aquele raro conforto que é sentir roupas pesando sobre seu corpo (tomamos vinho, nos comportamos estritamente como se fosse inverno - nossa chance) vi o mar pela janela e pensei - vou ali, fazer gênero fumando em frente ao mar, por 10 minutos. é ridiculamente lindo, você sabe. a água que resta da onda que passou cria um dourado inacreditável na areia, aquele espelho entre a espuma e a areia. carlos drummond de andrade estava lá, sentado em sua prisão estatuária, de costas para o mar. sendo assediado, mais do que em vida, por turistas que o fotografam incansavelmente. pobre drummond. é estranhamente perturbador se sentar ao lado dessa réplica egípcia do poeta em vida, preso infinitamente.
resumindo, ainda não sei nada sobre copacabana. sou, de novo, sempre, um estrangeiro. cheguei aqui, agora. que lugar é esse?
Foto by Jana
segunda-feira, maio 21, 2007
estamos instalados em copacabana. nenhuma observação sociológica fascinante até o momento, mas estamos eu e jana a 10 minutos a pé de nossos respectivos trabalhos. e a uma quadra da praia. e, a boa notícia para os amigos é que, embora não tenhamos chegado ainda ao nível quarto-de-hóspedes, o apartamento tem uns 4 sofás-cama.
então, cartão de crédito na mão, começem a parcelar suas passagens!
sexta-feira, maio 18, 2007
rápidas:
lendo Garbo, a biografia. incrível como ela (como tantas estrelas) foi completamente inventada. assistimos com fascinação, é praticamente o nascimento do herói, o spiderman que pôe a roupa pela primeira vez.
geralmente não falo muito do day job, mas não é como se lavasse carros. coisas interessantes acontecem. estamos fazendo um grande livro fotográfico do rio de janeiro. moderno, plural, não-postal. grande expectativa.
mudança nesse final de semana. oh, meus sapatos em copacabana. com suas sirenes, ambulâncias, cartazes, mendigos, putas, velhinhos, velhinhos muito velhinhos, velhinhos que você não sabe como ficam de pé. e pessoas de sunga, brilhando de bronzeador.
"o mundo não gosta do que você gosta". é angie dizendo de novo (e de novo e de novo) a coisa mais simples, com essa voz tão clara. e no entanto. que mistério é esse? que dedo é esse, que ao nos apontar o passarinho, o céu, o dvd ou o elevador nos mostra de novo o encanto primeiro dessas coisas?
bueno, se eu soubesse, seria ela.
bueno, se eu soubesse, seria ela.
quinta-feira, maio 17, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
ok, foi divertida essa orgia sentimental e ganheis vários euteamo de graça. muito bom. vergonhosamente esqueci dois amigos por demais queridos, (eu culpo o álcool) jorge e marcos. dois que estão no top five. e de repente me dou conta que meus amigos do top five não cabem no top five. o que quer dizer que posso ter um top ten de amigos. hey, a vida não é de todo má.
domingo, maio 13, 2007
ãhnn, ainda bêbado, decididamente tratando o blog como o orkut ou esse blog tem tãos poucos leitores que posso escrever exclusivamente para cada um deles ( a ordem é completamente aleatória). me poupa 20 emails bêbados. se esqueci algum, me escreva e faço uma retratação.
fê: bom que você vem.
júlio: se você não fosse esse macho broncozóico que é, eu diria bêbado que te amo. mas vou te poupar desse constrangimento.
dani e imperador: ainda lamentando minha falta em vê-los. yeah, amo vcs também.
bitisa: you know. chega de declarações etílicas. top of the top five.
melissa: london fields forever. ando ouvindo tantos beatles, you know? agora que você está rica, come on, apareça.
phraan: quando é que você vai, digamos, fazer alguma coisa? você já percebeu que trabalho em uma editora?
dudu: você não estava encarregado disso?
sam: você já está fazendo, não é? keep going. you're good..
jana: não se confunda com todas essas declarações. você é que eu amo mesmo.
fê: bom que você vem.
júlio: se você não fosse esse macho broncozóico que é, eu diria bêbado que te amo. mas vou te poupar desse constrangimento.
dani e imperador: ainda lamentando minha falta em vê-los. yeah, amo vcs também.
bitisa: you know. chega de declarações etílicas. top of the top five.
melissa: london fields forever. ando ouvindo tantos beatles, you know? agora que você está rica, come on, apareça.
phraan: quando é que você vai, digamos, fazer alguma coisa? você já percebeu que trabalho em uma editora?
dudu: você não estava encarregado disso?
sam: você já está fazendo, não é? keep going. you're good..
jana: não se confunda com todas essas declarações. você é que eu amo mesmo.
estamos lançando um livro do reinaldo (mais conhecido como aquele cara do casseta e planeta que faz o devagar franco - propaganda subliminar) e ele tem um cartum sensacional: sob o título E o Homem Continua se Perguntando, um homenzinho está ao lado de um monte gigantesco de merda e umas manchas brancas suspeitas, ele se pergunta - "Que merda é essa? Que porra é essa?"
são coisas que o ser humano se pergunta. num domingo elas parecem maiores e mais longas, como o monte de merda do cartum.
(nota para mim mesmo: não postar bêbado no dolmingo.)
são coisas que o ser humano se pergunta. num domingo elas parecem maiores e mais longas, como o monte de merda do cartum.
(nota para mim mesmo: não postar bêbado no dolmingo.)
quarta-feira, maio 09, 2007
angie tem uma missão, caso ela decida aceitá-la: lembrar as pessoas de que poesia não precisa ser ridícula, chata nem rimar amor com dor. parece quase impossível mesmo para tom cruise, mas ela tem feito um belo trabalho. estamos fazendo um mix cocktail de quadrinhos e poemas e esse é um deles, que nem angie ainda viu. então, voilà.
quarta-feira, maio 02, 2007
Cuidado com o que você deseja, não é? E se conseguíssemos esse respeito há tanto tempo almejado e os quadrinhos realmente chegassem? E se os quadrinhos chegassem às escolas?
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