morte aos hippies. I mean, really. sábado estava na cinelândia saindo do cinema, vi o cartaz: badi assad. teatro rival. a uma quadra de onde estava, em meia hora. perfeito, uh? badi é a irmã- world- music dos irmãos assad, também boa violonista, também com uma carreira internacional, mas, you know, com um pezinho no hippie, um certo tom maionese que infectava os discos. mas pensei, inocentemente: hey, ao vivo, ela deve tocar muito, não? ok.
o show se chamava wonderland e começa com fumaça e uma voz em off que parece de algum ator de teatro infantil que fumou um baseado. algo tipo "benvindo a wonderlaaaand, um lugar onde tuuuudo é estraaaanho..." imagine, isso lido com essas entonações revoltantes que o mau teatro tem. depois ela veio e não melhorou muito. descalça (tudo bem, betânia também), dançava com o violão (hmmm).. e explicava cada música com a mesma voz de atriz de teatro infantil. dio. digamos que vi uns 30% do show e fui embora, amaldiçoando woodstock.
segunda-feira, outubro 02, 2006
quinta-feira, setembro 28, 2006
eu sempre achei que nesse mundo em que vivemos, tempo é a última luxúria. se você está ganhando uma fortuna e não tem tempo pra gastá-la, é uma forma estranha de sucesso que você escolheu, buddie.
eu definitivamente não estou ganhando uma fortuna, mas quando você está trabalhando 14 horas por dia, realmente tempo livre tem o sabor que um feriado nas bahamas teria para os simple-minded.
uma manhã, não mais. mas o tempo não é elástico, não é relativo? Três ou quatro horas tomando sol, lendo, ouvindo massive attack nos fones me fazem sentir humano de novo. ou: benvindo ao planeta dos macacos.
e o que estou lendo tem me mantido são no resto do tempo. o nome dele é bond, james bond. comprei um volume preto de capa dura que parece a bíblia, mas que contém cinco aventuras do espião que ainda é o homem mais cool do universo. (casino royale, live and let die, diamonds are forever, from russia with love and goldfinger) sensacional. totalmente satisfatório. seu entretenimento perfeito, lean, mean, sexy and very, very cool. shaken, not stirred.
eu definitivamente não estou ganhando uma fortuna, mas quando você está trabalhando 14 horas por dia, realmente tempo livre tem o sabor que um feriado nas bahamas teria para os simple-minded.
uma manhã, não mais. mas o tempo não é elástico, não é relativo? Três ou quatro horas tomando sol, lendo, ouvindo massive attack nos fones me fazem sentir humano de novo. ou: benvindo ao planeta dos macacos.
e o que estou lendo tem me mantido são no resto do tempo. o nome dele é bond, james bond. comprei um volume preto de capa dura que parece a bíblia, mas que contém cinco aventuras do espião que ainda é o homem mais cool do universo. (casino royale, live and let die, diamonds are forever, from russia with love and goldfinger) sensacional. totalmente satisfatório. seu entretenimento perfeito, lean, mean, sexy and very, very cool. shaken, not stirred.
terça-feira, setembro 26, 2006
cartas de um país distante (ou: lugar chamado trabalho)
trabalhadores do mundo, uni-vos. e mandem fotos do resultado. vídeos, se a coisa for realmente boa.
eu aqui, trabalhador, semanas de 30 dias cada, me fazendo oco de tanto pagemakear, uma avalanche de livros. uma vaga lembrança de que desenhava, escrevia coisas, era uma espécie de ser humano. pretendo voltar a ser. às vezes vejo um gato na rua ou em uma dessas janelas donde se quedan tan soberbos ou vejo uma cena qualquer desses filminhos que a rua nos oferece non-stop, big brother full-time e lembro que existem histórias a ser contadas. enquanto meu nanquim chinês seca em silêncio, muito estoicamente, dentro do vidro.
trabalhadores do mundo, uni-vos. e mandem fotos do resultado. vídeos, se a coisa for realmente boa.
eu aqui, trabalhador, semanas de 30 dias cada, me fazendo oco de tanto pagemakear, uma avalanche de livros. uma vaga lembrança de que desenhava, escrevia coisas, era uma espécie de ser humano. pretendo voltar a ser. às vezes vejo um gato na rua ou em uma dessas janelas donde se quedan tan soberbos ou vejo uma cena qualquer desses filminhos que a rua nos oferece non-stop, big brother full-time e lembro que existem histórias a ser contadas. enquanto meu nanquim chinês seca em silêncio, muito estoicamente, dentro do vidro.
terça-feira, setembro 19, 2006
o que poderia ser pior do que o mundo de caras? um mundo caras-cult. grande evento em homenagem a millôr, livraria argumento no leblon, um lugar onde todo mundo ou tem dinheiro ou é "alguém" ou é lindo ou todas as alternativas acima. sábio é o tio millôr de não ir. cenas cômicas: isadora ribeiro posando com um livro dele na mão. seria melhor se ela fingisse ler com o livro de cabeça para baixo, mas assessores de imprensa estão aí pra isso. de resto, um clima nervoso, fútil, irritante. uno tem ganas, really, de empacotar as coisas e voltar correndo para algum buraco no sul.
sexta-feira, setembro 08, 2006
parou de chover, voltou o sol, acabei mais dois livros que foram devidamente para a gráfica e amanhã chega minha bella distante. é motivo suficiente para se estar feliz? suponho que sim.
e ontem encontrei o espírito de santa teresa. como os tempos andam bicudos, ele dirigia um táxi. e me contou tudo. de como cresceu em santa (quando o perfil ainda era de malandros, em vez de, ugh, alternativos), de como fumou maconha com rita lee ("pô, o baseado dela era muito bom") e me deu dicas muito detalhadas de como se comportar durante um achaque da polícia. suas últimas palavras quando eu descia do carro: "Não dá mole pra Kojak".
e ontem encontrei o espírito de santa teresa. como os tempos andam bicudos, ele dirigia um táxi. e me contou tudo. de como cresceu em santa (quando o perfil ainda era de malandros, em vez de, ugh, alternativos), de como fumou maconha com rita lee ("pô, o baseado dela era muito bom") e me deu dicas muito detalhadas de como se comportar durante um achaque da polícia. suas últimas palavras quando eu descia do carro: "Não dá mole pra Kojak".
quinta-feira, agosto 31, 2006
eu sei, eu sei. deserto. mas como diz aquele livrinho do calvin, os dias estão simplesmente lotados. uma guloseima rápida, então:
lendo um livro muito lindo chamado The Perfect Stranger, de P. Kavanagh. Um parágrafo ficou na minha cabeça, a ponto de eu fazer uma tradução livre de memória aqui, mais uma transcriação:
" As meninas da turma avançada montaram um balé e eu assistia transfigurado seus pés flutuando sobre o palco. Me aproximava para ver melhor. Eu tinha oito anos e vivia num estado constante de paixão. Eu tinha loucura por uma amazona com um busto que quase estourava sua blusa. Como um adulto, me convenci que a odiava e lhe joguei uma maçã com toda a força. A acertei no olho. Esfregando um e me olhando com o outro, ela me convidou para um chá. Fiquei deliciado. Era tudo que eu queria. Parecia que, não importasse o quanto se fosse desajeitado, o amado nos compreendia."
lendo um livro muito lindo chamado The Perfect Stranger, de P. Kavanagh. Um parágrafo ficou na minha cabeça, a ponto de eu fazer uma tradução livre de memória aqui, mais uma transcriação:
" As meninas da turma avançada montaram um balé e eu assistia transfigurado seus pés flutuando sobre o palco. Me aproximava para ver melhor. Eu tinha oito anos e vivia num estado constante de paixão. Eu tinha loucura por uma amazona com um busto que quase estourava sua blusa. Como um adulto, me convenci que a odiava e lhe joguei uma maçã com toda a força. A acertei no olho. Esfregando um e me olhando com o outro, ela me convidou para um chá. Fiquei deliciado. Era tudo que eu queria. Parecia que, não importasse o quanto se fosse desajeitado, o amado nos compreendia."
quinta-feira, agosto 24, 2006
não sou charly garcia para ficar demoliendo hoteles, mas posso destruir livros.
e por falar em argentinos, erico me lembrou da existência de outro argentino genial. liniers é tudo: engraçado, tocante, grande desenhista... me fez lembrar que estou com saudade de mim. de fazer coisas que tenham saído exclusivamente de minha cabeça, quero dizer. porque estou num momento meio tradutor inter-linguagens. (grimm, cortazar, outros escritores que vem, mais o roteiro de meu amigo que vai virar uma história policial em copacabana...) adaptações são trabalhosas e maravilhosas, mas saudade da maravilhosa irresponsabilidade de ir para a página em branco com nada em mente. preciso inventar um projeto paralelo, um canto surrealista para acumular meus elefantes cor-de-rosa. meu disco solo.
e por falar em argentinos, erico me lembrou da existência de outro argentino genial. liniers é tudo: engraçado, tocante, grande desenhista... me fez lembrar que estou com saudade de mim. de fazer coisas que tenham saído exclusivamente de minha cabeça, quero dizer. porque estou num momento meio tradutor inter-linguagens. (grimm, cortazar, outros escritores que vem, mais o roteiro de meu amigo que vai virar uma história policial em copacabana...) adaptações são trabalhosas e maravilhosas, mas saudade da maravilhosa irresponsabilidade de ir para a página em branco com nada em mente. preciso inventar um projeto paralelo, um canto surrealista para acumular meus elefantes cor-de-rosa. meu disco solo.
terça-feira, agosto 22, 2006
sexta-feira, agosto 18, 2006
se concentra nos ombros, passeia ao redor, parece com o macaco que desenhei um dia cavalgando suas vítimas: se chama tensão.
mas como? ontem não tinha sorte?
sim, hoje tenho azar. não é o outro lado da mesma moeda? que gira e gira sem parar?
é tudo parte da mesma coisa, os ventos da mudança, que chegam como o lobo soprando a casa dos porquinhos. muda o que vou fazer, como vou fazer, o quanto, o onde, o com quem quero estar, aonde vou morar, tudo.
não estou aqui me pondo críptico, mas também não são esses os diários de minha vida em detalhes. são comunicados, fragmentados, interceptados por essa rádio pirata que vocês ouvem. a questão é abraçar a mudança.
mas fumo demais, não durmo bem, bebo um tanto, não consigo desenhar e se sente a gravidade agindo como nunca. viver, um negócio complicado.
mas como? ontem não tinha sorte?
sim, hoje tenho azar. não é o outro lado da mesma moeda? que gira e gira sem parar?
é tudo parte da mesma coisa, os ventos da mudança, que chegam como o lobo soprando a casa dos porquinhos. muda o que vou fazer, como vou fazer, o quanto, o onde, o com quem quero estar, aonde vou morar, tudo.
não estou aqui me pondo críptico, mas também não são esses os diários de minha vida em detalhes. são comunicados, fragmentados, interceptados por essa rádio pirata que vocês ouvem. a questão é abraçar a mudança.
mas fumo demais, não durmo bem, bebo um tanto, não consigo desenhar e se sente a gravidade agindo como nunca. viver, um negócio complicado.
terça-feira, agosto 15, 2006
quando um professor do rio levou um grupo de respeitosos jovens para visitar millôr em seu estúdio, pediu ao mestre um conselho, uma palavra de sabedoria para essas almas esperançosas. ele me contou que quase arrancou os cabelos que não tinha mais, mas lembrou a tempo que tinha um conselho importante para dar a eles:
- tenham sorte.
eu não acredito em nada, por supuesto deus nenhum podia se importar comigo e desprezar milhões morrendo na áfrica ou no oriente médio, e os detalhes do que acontece agora não importam muito, então digamos só que estou tendo uma quantidade ridícula de sorte.
- tenham sorte.
eu não acredito em nada, por supuesto deus nenhum podia se importar comigo e desprezar milhões morrendo na áfrica ou no oriente médio, e os detalhes do que acontece agora não importam muito, então digamos só que estou tendo uma quantidade ridícula de sorte.
quarta-feira, agosto 09, 2006
"sem tempo para escrever" é uma frase que fica infinitamente mais linda quando alguém sabe escrever. caso de alex de campi, já citada aqui, mas nunca elogiada o suficiente. faço minhas as palavras dela. e recomendo.
I have wanted to write to you of so many things, gentle stranger. Of dog dreams. Of misty mornings and the queerly perfect solitude of Wigmore Street at dawn. Of moments caught, of time sculpted onto digital tape. But instead I leave you only with half-formed thoughts about clouds and an already out-of-date image. I'm too busy for much else. I still have the daydreams, but there's not the time to write them down. More, anon.
I have wanted to write to you of so many things, gentle stranger. Of dog dreams. Of misty mornings and the queerly perfect solitude of Wigmore Street at dawn. Of moments caught, of time sculpted onto digital tape. But instead I leave you only with half-formed thoughts about clouds and an already out-of-date image. I'm too busy for much else. I still have the daydreams, but there's not the time to write them down. More, anon.
Piada do dia: fui ver um filme japonês violento e comento com um amigo.
Meu amigo: - Mas a violência é gratuita?
Eu - Não, a entrada custa 16 reais.
Pano rápido.
Chama-se Consumido Pelo Ódio e boy, pôe consumido e pôe ódio nisso. É Takeshi Kitano, meu ator cult japonês, o que me faz ir sem nem ler a resenha. Kitano, ou Beat Takeshi, como o conhecem no Japão é ator, diretor, roteirista, pintor, humorista, tem um programa na tv japonesa... o homem é renascentista. Seus filmes tem uma mistura de violência seca e não coreografada com um humor inesperado e um lirismo sobre tudo. Sonatine, Hana-bi, Brother, Zatoichi... todos grandes filmes. Nesse ele está só como ator e ele é mau. Maaaaaau. Uma força da natureza, como diz a resenha que li depois. Um pai abusivo. Aliás pai, esposo, vizinho, chefe... abusivo com qualquer ser humano que cruze seu caminho. Duro assimilar esse papel com um ator pelo qual você tem grande carinho. Kitano teve um derrame há muitos anos atrás, então ele é literalmente um ator de um rosto só. Nada se move naquela máscara kabuki. Mas o corpo.. ele anda como um urso nesse filme. Violento, imprevisível, seco, quase completamente sem sentimentos.
Enfim. Vou tentar esquecer que vi. E não recomendo. Particularmente se você quer manter a imagem que já tem do Yakuza com um senso de humor.
(Claro, se eu fosse uma pessoa séria, escreveria uma pequena tese sobre como a violência gratuita e gráfica é entretenimento e a violência contextualizada não e blah blah blah. A sorte de vocês é que não sou sério.)
Meu amigo: - Mas a violência é gratuita?
Eu - Não, a entrada custa 16 reais.
Pano rápido.
Chama-se Consumido Pelo Ódio e boy, pôe consumido e pôe ódio nisso. É Takeshi Kitano, meu ator cult japonês, o que me faz ir sem nem ler a resenha. Kitano, ou Beat Takeshi, como o conhecem no Japão é ator, diretor, roteirista, pintor, humorista, tem um programa na tv japonesa... o homem é renascentista. Seus filmes tem uma mistura de violência seca e não coreografada com um humor inesperado e um lirismo sobre tudo. Sonatine, Hana-bi, Brother, Zatoichi... todos grandes filmes. Nesse ele está só como ator e ele é mau. Maaaaaau. Uma força da natureza, como diz a resenha que li depois. Um pai abusivo. Aliás pai, esposo, vizinho, chefe... abusivo com qualquer ser humano que cruze seu caminho. Duro assimilar esse papel com um ator pelo qual você tem grande carinho. Kitano teve um derrame há muitos anos atrás, então ele é literalmente um ator de um rosto só. Nada se move naquela máscara kabuki. Mas o corpo.. ele anda como um urso nesse filme. Violento, imprevisível, seco, quase completamente sem sentimentos.
Enfim. Vou tentar esquecer que vi. E não recomendo. Particularmente se você quer manter a imagem que já tem do Yakuza com um senso de humor.
(Claro, se eu fosse uma pessoa séria, escreveria uma pequena tese sobre como a violência gratuita e gráfica é entretenimento e a violência contextualizada não e blah blah blah. A sorte de vocês é que não sou sério.)
sexta-feira, agosto 04, 2006
uma coisa que voltou nesses dias frios e meu bom amigo augusto pode martelar minha cabeça indefinidamente pela obviedade, mas é - que bebida civilizatória é o vinho.
augusto, que é altamente civilizado nesse aspecto, bebe vinho o ano todo, adaptando o vinho ao clima, à comida, ao estado de espírito e, se bobear, à pressão atmosférica. mas eu, selvagem, tinha abandonado por completo desde minha chegada aqui. esses dias de frio estimularam uma volta, e lá estava ele. em um almoço, a lembrança de como ele se harmoniza com a comida, em vez de chocar-se com ela. e de como cria bem estar, ao invés do torpor (ou euforia) da cerveja. depois uma garrafa argentina me acompanhou por umas duas noites. hoje o sol retorna, mas estou pronto para voltar à cerveja? acho que não. matter of fact, I´m thinking champagne. Indeed.
UPDATE: nosso boletim especial informa que nosso herói foi afastado de planos gloriosos de champagne e conversações inteligentes com ele mesmo em prol de cerveja em uma mesa totalmente ocupada por membros da editora, em estado variados de embriaguez. discutimos em detalhes nossa dominação do mundo, quase perdemos as provas do livro de millôr, mas fora isso estamos todos bem.
augusto, que é altamente civilizado nesse aspecto, bebe vinho o ano todo, adaptando o vinho ao clima, à comida, ao estado de espírito e, se bobear, à pressão atmosférica. mas eu, selvagem, tinha abandonado por completo desde minha chegada aqui. esses dias de frio estimularam uma volta, e lá estava ele. em um almoço, a lembrança de como ele se harmoniza com a comida, em vez de chocar-se com ela. e de como cria bem estar, ao invés do torpor (ou euforia) da cerveja. depois uma garrafa argentina me acompanhou por umas duas noites. hoje o sol retorna, mas estou pronto para voltar à cerveja? acho que não. matter of fact, I´m thinking champagne. Indeed.
UPDATE: nosso boletim especial informa que nosso herói foi afastado de planos gloriosos de champagne e conversações inteligentes com ele mesmo em prol de cerveja em uma mesa totalmente ocupada por membros da editora, em estado variados de embriaguez. discutimos em detalhes nossa dominação do mundo, quase perdemos as provas do livro de millôr, mas fora isso estamos todos bem.
quarta-feira, agosto 02, 2006
é verdade que diana krall vem nos envergonhando há algum tempo, gravando discos de natal, cantando besame mucho para as massas, mas o casamento com elvis costello fez toda a diferença. obviamente ter em casa um dos maiores compositores contemporâneos, da grande escola cole porter forçou a loira a pensar um pouco. e the girl in the other room mostra que ela ainda não está embalsamada. grandes canções. vinha ouvindo departure bay no ônibus, a chuva caindo, um filme passando... aquelas coisas. elvis, you´re the king.
terça-feira, agosto 01, 2006
domingo, julho 30, 2006
que cidade é essa? que estação é essa? é realmente inverno no rio. milagre, epifania. por um dia, ou dois. o céu cinza, o dia frio, o que seria um dia ameno no inverno do sul.
não sou exatamente o caminhante, mas com um tema, com o inverno como cenário e meu ipod de pobre, percorro as ruas. há um prazer cão em pôr as mãos no bolso e andar fazendo uma cara discretamente infeliz.
não sou exatamente o caminhante, mas com um tema, com o inverno como cenário e meu ipod de pobre, percorro as ruas. há um prazer cão em pôr as mãos no bolso e andar fazendo uma cara discretamente infeliz.
sábado, julho 29, 2006
writing to j.:
o dia se pôe quase buenosaireano aqui. uno lembra de novo que piazzolla existe. embora esteja ouvindo pet shop boys, santa contradição, batman. so much confusion when autumn comes around / what to do about october / how to smile behind the frown? / its hard to settle down. should I revise or rewrite my october simphony / change the dedication from revolution to revelation?
o dia se pôe quase buenosaireano aqui. uno lembra de novo que piazzolla existe. embora esteja ouvindo pet shop boys, santa contradição, batman. so much confusion when autumn comes around / what to do about october / how to smile behind the frown? / its hard to settle down. should I revise or rewrite my october simphony / change the dedication from revolution to revelation?
sexta-feira, julho 28, 2006
quarta-feira, julho 26, 2006
vivo com uma panamenha, desde ontem. mas ela diz que vive com outro. de fato, na primeira linha, ela diz: "soy panamenha y hace rato que vivo com Bix." bueno, um triângulo, então.
ela vive no conto de cortazar, o segundo do livro, e ontem comecei o processo de dar um rosto a ela. Bix já tem um, as fotos mostram e era bem feinho, coitado. mas tocava. ah, sim. ele vive nos anos 20, então, google I love you.
assim que panamenha. mas fazê-la demasiado étnica ia ser estranho. queria só que ela fosse, digamos, vagamente latina. o cabelo preto, aquele nariz importado da espanha que se vê muito nas mulheres de porto alegre... lembrei de alguém de quem tenho visto muitas fotos. assim, renatita, se você prometer não mover nenhum processo, nem mandar índios da floresta me amaldiçoar ou espada quebrada usar seu kung fu contra mim, ela vai se parecer um pouco com você.
ela vive no conto de cortazar, o segundo do livro, e ontem comecei o processo de dar um rosto a ela. Bix já tem um, as fotos mostram e era bem feinho, coitado. mas tocava. ah, sim. ele vive nos anos 20, então, google I love you.
assim que panamenha. mas fazê-la demasiado étnica ia ser estranho. queria só que ela fosse, digamos, vagamente latina. o cabelo preto, aquele nariz importado da espanha que se vê muito nas mulheres de porto alegre... lembrei de alguém de quem tenho visto muitas fotos. assim, renatita, se você prometer não mover nenhum processo, nem mandar índios da floresta me amaldiçoar ou espada quebrada usar seu kung fu contra mim, ela vai se parecer um pouco com você.
segunda-feira, julho 24, 2006
um dos círculos do inferno tem que ser reservado pra gente sem imaginação ou senso de humor. que combinação devastadora, oh deus. eles vão ficar lá, dizendo: mas você não era um anjo? cadê sua asas? esse fogo não devia estar um pouquinho mais pra esquerda? esse tridente não está um pouco torto?
periga o demônio perder a paciência com eles e mandá-los de volta para a terra. já sei! é por isso que eles estão aí por toda parte: nem o demônio aguenta. mesmo para apreciar a danação eterna você precisa de um pouco de imaginação.
(sim, o motivo disso e a categoria para arquivar é problemas-no-trabalho.)
periga o demônio perder a paciência com eles e mandá-los de volta para a terra. já sei! é por isso que eles estão aí por toda parte: nem o demônio aguenta. mesmo para apreciar a danação eterna você precisa de um pouco de imaginação.
(sim, o motivo disso e a categoria para arquivar é problemas-no-trabalho.)
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