eu não sabia e faço minhas as palavras de momus, que fez um obituário infinitamente melhor do que eu poderia: Saul Bellow, who died yesterday sharp as a pin and perhaps "serene", might be the closest I've come, personally, to having a pope. A humanist pope, a pope whose church is life itself, and people, and the world. Like popes, great novelists never really die. They just enter the canon.
para mim, mesmo não sendo the one como foi para momus, era um entre poucos. uma inteligência abissal, aplicada à vida enorme da américa, com rants intermináveis, que ás vezes você seguia, às vezes não, mas sempre admirava o entusiasmo lírico e o conhecimento orgânico. comecei muito jovem com O planeta de mr. Sammler, que me impressionou enormemente e me deu a impressão de que judeus eram infinitamente mais sábios do que nós. e talvez sejam, quando você pensa em philiph roth, john updike, bellow...
henry miller não era judeu, mas tinha loucura por eles. um povo 100% alfabetizado, que acredita profundamente no conhecimento, que tem uma religião de apreciação da vida, um senso de humor próprio e um tipo de entusiasmo muito particular.
mas isso é uma tangente. não quero que alguém comece aqui um debate racial-político. o ponto era mandar bellow com algumas palavras, mesmo que certamente indignas dele. leia o que momus escreveu e você estará bem servido.
quarta-feira, abril 06, 2005
terça-feira, abril 05, 2005
impressões imateriais sobre a viagem, para encerrar o assunto: momentos. polaroids que não foram tiradas.
- chegando na lancheria do parque, depois de dois anos de ausência, o garçom me diz como se fosse uma semana: - Tá sumido, guri.
- na rodoviária de porto alegre, passagem comprada para a volta, deixo bitisa com as malas e livros por uns instantes e vou até a banca, fumar um cigarro e olhar as revistas. deus, a liberdade de um momento sem ter que prestar atenção nas suas bolsas, sem ter que carregar nada. me debruço sobre as grades, vendo os ônibus chegarem e profundamente aliviado. aqueles raros cigarros perfeitos.
- em um dos sebos, um estranho me pergunta: - odyr?
um professor da faculdade, mudado pelos anos, uma figura muito muito influencial pra mim, um dos poucos que desenhava ainda, em uma faculdade onde todos tentavam te enfiar instalações pela goela. fiquei tocado de verdade de revê-lo. saí do sebo com livros na mão e a garganta meio trancada.
- chegando na lancheria do parque, depois de dois anos de ausência, o garçom me diz como se fosse uma semana: - Tá sumido, guri.
- na rodoviária de porto alegre, passagem comprada para a volta, deixo bitisa com as malas e livros por uns instantes e vou até a banca, fumar um cigarro e olhar as revistas. deus, a liberdade de um momento sem ter que prestar atenção nas suas bolsas, sem ter que carregar nada. me debruço sobre as grades, vendo os ônibus chegarem e profundamente aliviado. aqueles raros cigarros perfeitos.
- em um dos sebos, um estranho me pergunta: - odyr?
um professor da faculdade, mudado pelos anos, uma figura muito muito influencial pra mim, um dos poucos que desenhava ainda, em uma faculdade onde todos tentavam te enfiar instalações pela goela. fiquei tocado de verdade de revê-lo. saí do sebo com livros na mão e a garganta meio trancada.
segunda-feira, abril 04, 2005
diários do viajante I
viajar é uma indignidade e uma violência. o ser humano se vê carregando coisas constantemente, sentindo falta de objetos que não estão lá, dormindo em camas que não são a sua, procurando o banheiro no lugar errado no meio da noite...
dito isso, a viagem foi muito bem.
conforme comentado, o salão de desenho foi adiado indefinidamente, sem aviso. o que me incomodou por mais ou menos uns 10 segundos. imediatamente mudamos nossa programação de sexta feira para uma parada sentimental na lancheria do parque e uma excursão profunda no sakaes, onde enchi a cara de saquê e dilatei as narinas com wasabi. sempre um prazer.
na primeira noite dormi tão mal que me vi acordado na cama às 5 da manhã, escrevendo mentalmente uma lista dos 10 motivos pelo quais odiava viajar. mas no resto do tempo o mundo me tratou bem, assim que. no list.
_______________________________________________
sábado percorremos a cidade como maníacos, enchendo as mãos de pó em todos os sebos possíveis ( e são muitos). santa bitisa. a colheita foi boa. mais três nero wolfe para a coleção, uma gertrude stein (!!), um chandler, um hemingway... muito, muito em especial um livro do autor de neuromancer, o cara que talvez pela primeira vez visualizou o cyberspace: william gibson. burning chrome, um livro de contos; abre com johnny memnonic and is so fucking good I couldn´t believe my eyes. ao final do secondhandbookcrawling, comecei nos vinis. vou poupá-los da saga. mais comentários depois.
jantamos no atelier das massas. me acabei nos antipasti.
banquete indiano no ocidente, no almoço de domingo. good as usual. resumindo: todos os pit stops gastronômicos clássicos, pelo menos da minha experiência. e da de jorge e fê, que por supuesto eram lembrados a todo tempo, como guias fantasmas, que primeiro guiaram meus passos pela cidade. thanks, caros.
tem mais, tem muito mais. continuo depois.
baccio.
viajar é uma indignidade e uma violência. o ser humano se vê carregando coisas constantemente, sentindo falta de objetos que não estão lá, dormindo em camas que não são a sua, procurando o banheiro no lugar errado no meio da noite...
dito isso, a viagem foi muito bem.
conforme comentado, o salão de desenho foi adiado indefinidamente, sem aviso. o que me incomodou por mais ou menos uns 10 segundos. imediatamente mudamos nossa programação de sexta feira para uma parada sentimental na lancheria do parque e uma excursão profunda no sakaes, onde enchi a cara de saquê e dilatei as narinas com wasabi. sempre um prazer.
na primeira noite dormi tão mal que me vi acordado na cama às 5 da manhã, escrevendo mentalmente uma lista dos 10 motivos pelo quais odiava viajar. mas no resto do tempo o mundo me tratou bem, assim que. no list.
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sábado percorremos a cidade como maníacos, enchendo as mãos de pó em todos os sebos possíveis ( e são muitos). santa bitisa. a colheita foi boa. mais três nero wolfe para a coleção, uma gertrude stein (!!), um chandler, um hemingway... muito, muito em especial um livro do autor de neuromancer, o cara que talvez pela primeira vez visualizou o cyberspace: william gibson. burning chrome, um livro de contos; abre com johnny memnonic and is so fucking good I couldn´t believe my eyes. ao final do secondhandbookcrawling, comecei nos vinis. vou poupá-los da saga. mais comentários depois.
jantamos no atelier das massas. me acabei nos antipasti.
banquete indiano no ocidente, no almoço de domingo. good as usual. resumindo: todos os pit stops gastronômicos clássicos, pelo menos da minha experiência. e da de jorge e fê, que por supuesto eram lembrados a todo tempo, como guias fantasmas, que primeiro guiaram meus passos pela cidade. thanks, caros.
tem mais, tem muito mais. continuo depois.
baccio.
quinta-feira, março 31, 2005
amanhã o viajante metafísico (ou patafísico, como queria jarry) faz um raro deslocamento geográfico. vamos a porto a alegre, eu e bitisa, ver o salão de desenho (que não ganhei) onde exercerei meu direito de ser um mau perdedor e rosnarei na frente dos desenhos premiados, vamos ver miró, em vasta exposição, vamos gastar o que não temos em algum restaurante japonês e sair intoxicados de wasabi...enfim, prazeres possíveis.
mando postais, impressões de viagem dessa terra distante e desconhecida. se falará a mesma língua por lá? serão os nativos pacíficos?
mando postais, impressões de viagem dessa terra distante e desconhecida. se falará a mesma língua por lá? serão os nativos pacíficos?
quarta-feira, março 30, 2005
ilustracapa
enganando o povo. ou o que fazer quando nao se quer desenhar. ilustracao para uma revista de business. tema: comercio exterior. catei uns mapas antigos, tasquei o brasil, tirei os textos, pus uma textura de aquarela, lasquei uma modernidade em cima e voila. vive le photoshop.
terça-feira, março 29, 2005
caí nisso completamente por acaso, mas me encantou. um exemplo de como mesmo dentro de uma franquia dura, como a disney, um artista pode fazer um trabalho maravilhoso. é uma página onde todos os personagens estão vivos, maleáveis, cheios de curvas e o cenário tem um clima de aventura noturna muito rico.
mire.
claro, aqui no brasil temos o maravilhoso canini, que também deixou sua marca no gênero. esse é um italiano e se chama giorgio cavazzano.
essa página me fez lembrar de bone, que também é uma aventura maravilhosa, desenhada dentro de cânones como esses. coisa que me agradaria muito fazer um dia.
mire.
claro, aqui no brasil temos o maravilhoso canini, que também deixou sua marca no gênero. esse é um italiano e se chama giorgio cavazzano.
essa página me fez lembrar de bone, que também é uma aventura maravilhosa, desenhada dentro de cânones como esses. coisa que me agradaria muito fazer um dia.
segunda-feira, março 28, 2005
ok, os comments are back, esse sou eu passando aqui quase correndo, deixando um oi para os amigos. muito trabalho essa semana. um pacote infernal de ilustrações chatas para fazer, uma carga extra de trabalho no jornal (uma colega de férias) e o editor da mosh quer a musa in color. you know, the wow factor. então, nos vemos. mais devo ser mais breve essa semana. felizmente o findi foi maravilhosamente tranquilo. eu, bitisa, um monte de filmes, comida e uma quantidade razoável de paz. shalom. see you guys around.
sexta-feira, março 25, 2005
quinta-feira, março 24, 2005
leitura para o feriado: (ha, a ilusão. isso se lê em 20 segundos).
acho que dos meus 10 leitores, todos devem ter lido a história da musa. os que não, suponho que se entenda a história a seguir da mesma forma. enfim, a musa está de volta.
ainda sem comments, então comentários, se surgirem, por email, odyr@hotmail.com.
salud.
acho que dos meus 10 leitores, todos devem ter lido a história da musa. os que não, suponho que se entenda a história a seguir da mesma forma. enfim, a musa está de volta.
ainda sem comments, então comentários, se surgirem, por email, odyr@hotmail.com.
salud.
terça-feira, março 22, 2005
a neen project: googlism.
aparentemente, é uma perversão do google, que organiza a pesquisa de forma que o resultado parece um texto de gertrude stein. tentei com meu nome e obtive a reposta que "google still didn´t know enough about odyr". hmm. mas aqui está toda a verdade sobre wilbur, por exemplo(minha parte favorita acho que é wilbur is a male wolverine that was born in 1990 ):
wilbur is radiant'wilbur is about to start working for your companywilbur is a 1995 graduate of cicerowilbur is the namewilbur is getting fat and winter is coming charlotte & wilburwilbur is in need of a loving home in cawilbur is radiant by bonniesayerswilbur is about to start working for yourwilbur is a windows based utility that can quickly index the contents of your disk files so you find quickly find that wimley contractwilbur is getting fat and winter is coming charlotte & wilbur become friends pigs on farms are killed for food fern thinks of wilbur as a pet this is aboutwilbur iswilbur is started normally from a short cut icon without any parameterswilbur is a full time urinal scrubber at the wilmerding high schoolwilbur is an unhappy man when he doesn?t get plenty of booze flowing through his veinswilbur is a little wiggly earthworm that lives in your armwilbur is the wildflowerswilbur is well known for its academic excellencewilbur is a sun workstation that is currently set up to be the webserver for the web pages of the students at wellesley collegewilbur is the best capital investment ever made at our nurserywilbur is a male wolverine that was born in 1990 in the wildwilbur is a founding member of the new jameswilbur is half german shepherd and half collie
aparentemente, é uma perversão do google, que organiza a pesquisa de forma que o resultado parece um texto de gertrude stein. tentei com meu nome e obtive a reposta que "google still didn´t know enough about odyr". hmm. mas aqui está toda a verdade sobre wilbur, por exemplo(minha parte favorita acho que é wilbur is a male wolverine that was born in 1990 ):
wilbur is radiant'wilbur is about to start working for your companywilbur is a 1995 graduate of cicerowilbur is the namewilbur is getting fat and winter is coming charlotte & wilburwilbur is in need of a loving home in cawilbur is radiant by bonniesayerswilbur is about to start working for yourwilbur is a windows based utility that can quickly index the contents of your disk files so you find quickly find that wimley contractwilbur is getting fat and winter is coming charlotte & wilbur become friends pigs on farms are killed for food fern thinks of wilbur as a pet this is aboutwilbur iswilbur is started normally from a short cut icon without any parameterswilbur is a full time urinal scrubber at the wilmerding high schoolwilbur is an unhappy man when he doesn?t get plenty of booze flowing through his veinswilbur is a little wiggly earthworm that lives in your armwilbur is the wildflowerswilbur is well known for its academic excellencewilbur is a sun workstation that is currently set up to be the webserver for the web pages of the students at wellesley collegewilbur is the best capital investment ever made at our nurserywilbur is a male wolverine that was born in 1990 in the wildwilbur is a founding member of the new jameswilbur is half german shepherd and half collie
como todos sabem, existem dois tipos de pessoa: as que dividem as pessoas em dois tipos e as que não dividem.
algumas dessas divisões são rasteiras, grosseiras, preconceituosas. coisa de piada de bar.
algumas são tentativas (ainda que precárias e dualistas) de entender o mundo.
obviamente todos se lembram de yin/yang. lembro do zen e a manutenção das motocicletas, que dividia o tipo de mentes em clássicas e românticas. cortazar dividia em cronópios e famas (com a estação intermediária dos esperanças).
pois uma classificação nova surge: neen e telic.
neen é um movimento artístico. não há relatos de que os telic tenham se organizado para fazer o mesmo. eu me sinto bastante neen. em fato, eu sou uma pessoa pouquíssimo telic.
enfim. a fonte está aqui. toneladas de coisas para ver, ouvir, cheirar, sentir.
sensacional: você mesmo pode definir o que é neen. o manifesto está aberto. (in fact, if you look, you can find my little piece of neen there. ops. if is still there.)
algumas dessas divisões são rasteiras, grosseiras, preconceituosas. coisa de piada de bar.
algumas são tentativas (ainda que precárias e dualistas) de entender o mundo.
obviamente todos se lembram de yin/yang. lembro do zen e a manutenção das motocicletas, que dividia o tipo de mentes em clássicas e românticas. cortazar dividia em cronópios e famas (com a estação intermediária dos esperanças).
pois uma classificação nova surge: neen e telic.
neen é um movimento artístico. não há relatos de que os telic tenham se organizado para fazer o mesmo. eu me sinto bastante neen. em fato, eu sou uma pessoa pouquíssimo telic.
enfim. a fonte está aqui. toneladas de coisas para ver, ouvir, cheirar, sentir.
sensacional: você mesmo pode definir o que é neen. o manifesto está aberto. (in fact, if you look, you can find my little piece of neen there. ops. if is still there.)
segunda-feira, março 21, 2005
meu horror aos aniversários é ocasionalmente atenuado pela amizade. então, um mimo ao imperador.
golpe clássico do desenhista: sem dinheiro, dá um desenho de presente. :)
golpe clássico do desenhista: sem dinheiro, dá um desenho de presente. :)
o futuro, em duas versões: natureza encontra ciência (robot dog, meet dog) e future trash: um dos melhores piores clips futuristas (hey, love cruzader, I wanna be your space invader).
sexta-feira, março 18, 2005
os amigos locais vêem minha cara feia mais do que gostariam, mas os distantes talvez não vejam há um tempo, então, aqui, no flickr, eles podem ver my ugly bearded face. plus bitisa.
quinta-feira, março 17, 2005
zatoichi .
amigos locais: sai hoje de cartaz. então: VEJAM. amigos espalhados pelo mundo: idem.
fui como a criança vai ao circo, vai à disney: feliz já na fila. e bitisa, que foi conformada, para apoiar o namorado retardado que gosta de filmes de kung fu, saiu encantada. (se ela não me enganou).
takeshi kitano, ou beat takeshi é um dos meus heróis e a very cool man.
nesse filme, sem o indefectível terninho preto.
zatoichi é um avanço na obra, um filme de época, engraçado, violento e tocante. ri feito louco e chorei no final, com um balé insano, insano, uma batucada japonesa que não tem explicação possível. a violência coreografada, a chuva, a flor no lodo que importa tanto quanto o enredo... o humor caricato japonês...hmmm. não tenho palavras.
hmmm. lembrando agora, jorge e fê talvez lembrem de um dia que os arrastei para um filme dele e... bem... digamos que ele era jovem quando fez o filme. :)
ah, uns fundos de tela maravilhosos aqui.
amigos locais: sai hoje de cartaz. então: VEJAM. amigos espalhados pelo mundo: idem.
fui como a criança vai ao circo, vai à disney: feliz já na fila. e bitisa, que foi conformada, para apoiar o namorado retardado que gosta de filmes de kung fu, saiu encantada. (se ela não me enganou).
takeshi kitano, ou beat takeshi é um dos meus heróis e a very cool man.
nesse filme, sem o indefectível terninho preto.
zatoichi é um avanço na obra, um filme de época, engraçado, violento e tocante. ri feito louco e chorei no final, com um balé insano, insano, uma batucada japonesa que não tem explicação possível. a violência coreografada, a chuva, a flor no lodo que importa tanto quanto o enredo... o humor caricato japonês...hmmm. não tenho palavras.
hmmm. lembrando agora, jorge e fê talvez lembrem de um dia que os arrastei para um filme dele e... bem... digamos que ele era jovem quando fez o filme. :)
ah, uns fundos de tela maravilhosos aqui.
quarta-feira, março 16, 2005
era mais ou menos inevitável, considerando meu grau de obsessão temporária: estou fazendo uma história sobre gertrude stein. está indo bem, me pus meio experimental no traço, voltei a usar pena, fiz uns brushes diferentes... diversão.
por outro lado, eu realmente tenho que fazer uma história para a mosh, a revista de rock´n roll e quadrinhos. deadline. nenhuma idéia. no fundo, me sinto meio farsante lá dentro, porque não sou exatamente o cara mais rock´n roll do mundo.
dessa vez eu siceramente, honestamente, aceito sugestões dos amados leitores. o que vocês acham que rende quadrinhos no mundo do rock? que bandas, que histórias, que contextos?
cartas à redação.
por outro lado, eu realmente tenho que fazer uma história para a mosh, a revista de rock´n roll e quadrinhos. deadline. nenhuma idéia. no fundo, me sinto meio farsante lá dentro, porque não sou exatamente o cara mais rock´n roll do mundo.
dessa vez eu siceramente, honestamente, aceito sugestões dos amados leitores. o que vocês acham que rende quadrinhos no mundo do rock? que bandas, que histórias, que contextos?
cartas à redação.
terça-feira, março 15, 2005
momus on micahel jackson:
He's black yet also white. He's adult yet also a child. He's male yet also female. He's gay yet also straight. He has children, yet he's also never fucked their mothers. He's wearing a mask, yet he's also showing his real self. He's walking yet also sliding. He's guilty yet also innocent. He's American yet also global. He's sexual yet also sexless. He's immensely rich yet also bankrupt. He's Judy Garland yet also Andy Warhol. He's real yet also synthetic. He's crazy yet also sane, human yet also robot, from the present yet also from the future. He declares his songs heavensent, and yet he also constructs them himself. He's the luckiest man in the world yet the unluckiest. His work is play. He's bad, yet also good. He's blessed yet also cursed. He's alive, but only in theory.
e depois, em um argumento mais questionável, digamos (porque francamente, se michael jackson é o futuro, eu tenho minhas dúvidas se quero chegar lá):
Jackson is what all humans will become if we develop further in the direction of postmodernism and self-mediation. He is what we'll become if we get both more Wildean and more Nietzschean. He's what we'll become only if we're lucky and avoid a new brutality based on overpopulation and competition for dwindling resources.
He's black yet also white. He's adult yet also a child. He's male yet also female. He's gay yet also straight. He has children, yet he's also never fucked their mothers. He's wearing a mask, yet he's also showing his real self. He's walking yet also sliding. He's guilty yet also innocent. He's American yet also global. He's sexual yet also sexless. He's immensely rich yet also bankrupt. He's Judy Garland yet also Andy Warhol. He's real yet also synthetic. He's crazy yet also sane, human yet also robot, from the present yet also from the future. He declares his songs heavensent, and yet he also constructs them himself. He's the luckiest man in the world yet the unluckiest. His work is play. He's bad, yet also good. He's blessed yet also cursed. He's alive, but only in theory.
e depois, em um argumento mais questionável, digamos (porque francamente, se michael jackson é o futuro, eu tenho minhas dúvidas se quero chegar lá):
Jackson is what all humans will become if we develop further in the direction of postmodernism and self-mediation. He is what we'll become if we get both more Wildean and more Nietzschean. He's what we'll become only if we're lucky and avoid a new brutality based on overpopulation and competition for dwindling resources.
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