terça-feira, novembro 16, 2004

além de ouvir vitor e entrar em contato com outras formas de vida, também trabalhei bastante. só porque não estou colocando online não quer dizer que a produção tenha diminuído, folks. só estou sendo meio pão-duro. mas as histórias vem saindo, uma atrás da outra, em fila, comportadas. às vezes uma atropela outra, mas é de se esperar. e há que acomodar a urgência. as histórias tem um tempo, uma agenda delas. ontem foi curioso, fiz uma quase em tempo real. um telefonema, um encontro marcado, fiz duas pagininhas que comentavam o que geralmente me sucede nessas situações. e estava certo.

(mas a realidade sempre tem um twist, pra melhor ou pior. eu previa um certo embaraço, um encontro permeado de um desconforto juvenil. estava tudo lá, mas um cenário nothing hill também surgiu e nos vimos sentados em um banco da praça iluminado obliquamente, sobre um tapete de flores do ipê roxo. de vez em quando mais duas ou três caíam. foi bem.)
assim que o disco de vitor pede outra leitura. ou uma não-leitura. é um disco horizontal, me parece. como vitor mesmo tinha dito, o violão cria paisagens. um tanto áridas, então há que se espraiar por ali para se sentir em casa. para quem costumava ouvir as letras com mais atenção, não é esse o caso. ouve-se sem ouvir, deixa-se as letras entrarem. as letras são vagas, são menos discursivas, são mais textura da música. domingo consegui enfim ouvir todo. sentado, mirando pela janela, muy quieto. foi bom.

(em resposta a jorge, a quem eu tinha feito má propaganda do disco. fui apressado, talvez, jorge. é fato de que há uma névoa, que o disco é um tanto soturno, mas existem cenários ali que valem. a essas alturas você já sabe.)

quinta-feira, novembro 11, 2004

wilbur deve ser já leitor do The Beat. pra quem gosta de quadrinhos e principalmente pra quem faz, é bom pra cacete. eu leio faz um tempo. ontem me agradou muito essa história do Uncanny Valley, que fui seguindo link a link e cheguei a coisas bem interessantes.

é uma teoria sobre antropomorfismo. aparentemente surgiu no campo da robótica. humanos reagem com pouca ou nenhuma simpatia a máquinas com cara de máquinas. reagem com mais simpatia a robôs que tem características humanas. é uma curva crescente de simpatia, quanto mais "humano" o robô for. mas se o robô for demasiado humano, quase humano, há uma queda violentíssima na simpatia. é o tal uncanny valley. no entanto, se ele for completamente humano, a simpatia volta.

tem muito a ver com representação, estilização, com a maneira como desenhamos nossos personagens. me interessa muito, porque tenho me afastado do realismo, cada vez mais. principalmente desse "quase humano".

nesses links, cheguei a um artigo beeem interessante, do stephen jay gould, comentando a "evolução" biológica de mickey. aqui.

quarta-feira, novembro 10, 2004

sonhei com um fantasma que varria minha sala e cantava ao mesmo tempo enquanto eu dormia. fazia as duas coisas com tanto entusiasmo que acordava os vizinhos. fui até ele (ela, na verdade) para fazê-la parar e ela foi recuando até se fechar no quarto das roupas. sem que eu conseguisse ver seu rosto.

acordei absolutamente gelado de pânico.
então phrann tem uma campanha. vá lá responder pra ela. esse é um site onde ela e amigos ficam barbarizando (geralmente uns aos outros). aproveite e leia detroit-canoas-amor, o hino punk patti smith. demorgon

e, bueno, você sabe, phrann, esse ano foi como nenhum outro. não tenho no caderninho um que se compare. nunca amei e me fodi tanto, alternando um e outro. e foi booooooom. :)

cada vez mais aquele versinho cazuziano que beira o lugar comum faz mais sentido: solidão é pretensão de quem fica fazendo fita.

sexta-feira, novembro 05, 2004

a blurred portrait

so marie doesn´t love me. big deal.
she´s a dyke, by the way. but I didn´t give that much tought.
I said, what the hell. I sort of like her, she could like me as well. I´m not that bad.
but it didn´t work that way. buuhh.


last night I sat with her and her gay pal, both blabbing about the hideous academic world, that apparently sucks, but they can´t get enough of it. I laughed at in-jokes, made movements with my head that indicated attention and understanding and it was no good. she´s the nervous type, you know. always picking at something, looking away, making questions and not waiting for answers... you get the picture.


she´s tall. I like them tall.
you may insert here at your pleasure some rancid comment on my need to submit to women. I don´t care. I just like the way they bend a little bit when talking to you. something akward about it. it touchs me.


she had nice feet and a way of keeping her hair on a precarious balance over her head. she has nervous tics and a peculiar face. and she doesn´t love me. big deal.

quinta-feira, novembro 04, 2004

a garçonete vive. ontem mesmo escrevi o roteiro e fui meio siderado pra casa, vendo as cenas. era só uma gag, mas na hora cresceu. aliás, essa é a beleza da coisa. lendo a biografia de fellini, me encantou muito ver como ele trabalhava. uma mistura de preparação com improvisação. fica mais claro pra mim com o tempo de que o roteiro é o que o nome diz. uma rota. mas às vezes o melhor da viagem tá naquela estradinha ali. onde ela vai dar?

nos primeiros desenhos aproximatórios, que eram só pra definir a garçonete, ela já saiu falando feito uma louca. eu só tentando acompanhar. leitores talvez achem incrivelmente mistificatório esse papo de criador, que o personagem fala, se escreve, se rebela. well, das duas uma: ou estamos todos full of shit ou gostamos muito de nos enganar. porque é o que acontece. really. e é a graça toda, folks. se eu tenho tudo resolvido, tudo pré-determinado, eu realmente vejo pouca graça de continuar. então, aos poucos, achando uma outra forma de trabalhar, que é parte preparada, parte sabe-se lá o que acontece.

a garçonete ficou menos caricata, a piada ganhou carne. na minha cabeça, eu vi um outro perfil. alguém que tinha uma mente apropriada para esse tipo de leitura e estudo, mas as coisas não aconteceram assim. ela descobriu essas coisas tardiamente. e sofre, digamos, de uma certa dissociação. uma inadequação, um não-saber o que é razoável. ela lê e ouve essas coisas com grande intensidade e lhe parecem normais.

enfim. esperem, folks.
DAMN. da série COMO É QUE EU NÃO PENSEI NISSO?
Action Philosophers!
outra coisa que me consolou imensamente lendo a biografia de fellini é o número de projetos não-realizados. nós, que vemos a obra pronta, esquecemos todos os filhos bastardos pelo caminho, os projetos frustrados, ou a maneira como um projeto que não sai se transforma em outro...

alguém poderia objetar que, claro, cinema depende imensamente de dinheiro e esse é o motivo principal pelo qual projetos não saem. mas fellini tem histórias ótimas. um dos projetos mais ambiciosos dele não saiu nunca, ficou rondando por 20 anos. o poderoso dino di laurentis bancou tudo, construiu megacenários que envelheciam na cinecittá. enquanto isso, fellini tinha"sonhos premonitórios", palpites, intuições.... mil argumentos imateriais para não fazer o filme.

wilbur, sempre pronto a me chamar de vagabundo, vai dizer que estou só buscando desculpas. para o nosso falecido projeto dos cômicos, por exemplo. mas eu vou realmente cada vez mais pelo meu palpite. não sou fellini, uh, mas enfim. isso é no final das contas um brinquedo maravilhoso. devemos fazer o que nos dá na telha. exatamente isso. :)
ainda
mais considerando que não existem cenários mofando, atores sem emprego, produtores enlouquecidos... voltamos a crumb: it´s only lines on paper, folks.

quarta-feira, novembro 03, 2004

deleuse no balcão

daonde vem as idéias? de todos os lugares. estava comendo uma empada incrivelmente gordurosa quando ouço a garçonete da lancheria dizer: deleuse no balcão.

sei lá o que ela disse de fato, mas imaginei na hora uma história. garçonete de lancheria lê filosofia todo o tempo e não tem idéia de contexto. então, quando um cliente olha o cardápio e fala, mais pra si mesmo, "não sei o que quero", ela pode dizer algo assim:

- segundo deleuse, o querer está intrinsecamente ligado com a impossibilidade da distância entre o eu e o objeto do desejo. em termos ontológicos, claro.

silêncio perplexo do cliente.

e assim por diante.

tenho três opções: a cumplicidade de alguém que de fato leu isso (alô, A.), a cultura copiar-colar da internet ou simplesmente inventar tudo. o que parece bem mais divertido.
o primeiro encontro com a crítica.

foi cedo. eu devia ter algo como 10 anos e apresentava meu primeiro esforço literário, aham, para a platéia seleta de meu pai e mãe. era, novo aham, uma história de lobisomem. onde eu usava desavergonhadamente o clichê do pêlo de animal encontrado no local do crime que, pela manhã se transformava em um fio de cabelo. uau. mas não foi isso que abalou minha platéia. foi a manchete do jornal fictício de minha história: HOMEM CORTADO EM TIRAS. para mim, o máximo da selvageria possível. mas a platéia familiar desandou a rir. grande embaraço do escritor. história prontamente arquivada. morria ali minha vocação para stephen king.

segunda-feira, novembro 01, 2004

resumão da ópera:

ainda sem telefone and loving every minute of it, como diz a musiquinha. impressionante o alívio. vou colocar uma placa como aquelas de fábrica: tantos dias sem telefone.

obsecado com o livro. montando ele na minha cabeça e no computador. o tipo de coisa do qual você precisa se ver livre. ir adiante. é como queimar aquelas páginas: no momento que elas saem de casa, você se sente renovado para ir em frente.

novo CD do finley quaye : maaaravilhoso. difícil de expllicar. ele já teve pitadas de reaggae (embora fosse um reggae chuvoso, digamos, oposto ao solar) agora tem ondas de folk, pitadas de eletrônica, mas grandes arranjos, grandes melodias e cada faixa te surpreende e te alegra de uma forma muito tranquila.

ao contrário, o novo de vitor ramil, lamento informar aos amigos distantes, é tetricamente triste. isso vindo de mim, o homem que ama a melancolia. mas me parece que vitor passou do ponto. as primeiras audições foram doloridas.

kill bill vol. 2. uhhh. não posso dizer muito. tarantino, tarantino. mais falação, claro, como dizem as críticas. mas ainda nem um minuto chato no filme todo. e eu passaria duas horas só olhando para uma thurman, anyway.

sem tv, também. não é nenhum obscurantismo, mas pura coincidência. e tenho lido o dobro e gostado muito. uma biografia muito boa de fellinni e um livro desconhecido chamado mary swann, que parte de uma poeta obscura e costura várias vidas de pessoas ao redor, o mundinho acadêmico, as vaidades, as paixões... surpreendentemente bom.

PT perdeu em todas as cidades que disputou. lamento, de fato. nunca fui militante, mas não me parece que exista uma opção melhor.

sexta-feira, outubro 29, 2004

o fim de semana começa como deveria: it´s pay day, abre nossa modesta feira do livro (grande vantagem: um lugar para beber todo dia), CD novo do Vitor na mão e uma experiência bem sucedida: desliguei o celular dois dias atrás e estou achando uma experiência maravilhosa saber que aquela porqueira não vai tocar. o supremo luxo nesses tempos é ter tempo.

terça-feira, outubro 26, 2004

sobre certas coisas, como amores completamente errados, amigos não podem oferecer mais do que bom senso. e infelizmente, that´s no good.

segunda-feira, outubro 25, 2004

diário do homem feliz.

levantar na segunda-feira para fazer tratamento de canal. é o tipo de perspectiva que torna esse adorável dia ainda mais...you know. mas enquanto forço meu corpo a se levantar da cama (com grande dificuldade), uma visão: minha vizinha trocando de roupa. pronto. esse é todo prozac que um homem precisa para levantar feliz. aparentemente não existe algo como excesso de mulheres nuas na vida de um homem. é uma visão que não se gasta. particularmente de mulheres desconhecidas. não há mistério possível, não há tanta variação assim, mas ah. são mundos.

resumindo: fui sorrindo como um maníaco para o dentista. e ainda não precisei fazer o tratamento de canal! deus me ama.

sexta-feira, outubro 22, 2004

talvez você esteja cansado da guerra no iraque e esse link venha um tanto tarde, mas enfim. descobri há pouco tempo esse bagdah burning. blog muito bom de uma garota iraquiana, que além da revolta esperada, mostra humor também, como quando ela comenta que oprah se tornou um show popular no iraque, porque eles acham simplesmente hilário assistir aos "problemas" dos americanos. outro momento muito bom de humor iraquiano é esse aqui: vá no google e digite Weapons of mass destruction. depois aperte no botão I'm Feeling Lucky (ou Estou com sorte). leia com atenção a página de erro que vai surgir depois.

quarta-feira, outubro 20, 2004

o incrível de henry miller é o otimismo dele. frente à situação mais desesperada, ele exulta. se eu lembro de uma parágrafo que dizia algo assim:

"sem dinheiro, sem planos, sem projetos nem possibilidade nenhuma. sou o homem mais feliz do mundo."

claro que a paris que ele vivia era a dos anos 20. mas ainda assim. ele escrevia sem saber onde ia dormir naquele dia. onde ia ser a próxima refeição. e com um entusiasmo inquebrantável.
kerouac me lembra dele. ele parecia um animal tão saudável quanto miller, uma criatura sólida, cheia de vida, de um entusiasmo americano primordial, que vinha da fonte do país, de whitman, do espírito desbravador. mas ele quebrou. no fim era um homem amargo, desiludido, com o espírito partido.

isso dava uma tese. não sou a pessoa certa para formalizar isso tudo, mas pensei muito no assunto.
andei relendo meu henry miller para poder lidar com tudo que aconteceu. com o furacão humano que andava povoando minhas noites. que agora se foi, de fato. foi uma separação em vários atos. o último foi particularmente trágico e não posso realmente contar aqui. envolve coisas que não gostamos de saber, aspectos da vida que estamos tão feliz ignorando. tudo é vida, tudo é aprendizado, tudo são luzes que se lançam em cantos escuros. cantos muito escuros. é como um filme de david lynch. você volta pra luz, lembrando que a sombra existe. que de fato existem forças que puxam algumas pessoas para baixo. e que você pode estender sua mão, mas é só. talvez a isso se chame ser adulto, entre outras coisas. não é fácil.

segunda-feira, outubro 18, 2004

Para quem achar familiar, é porque é um personagem que retorna. A primeira aparição dele está no Sad Comics, você mire na coluna da esquerda e vai encontrá-lo ali. Um amigo que lida com essas coisas, após ler a história me disse que tinha muito a ver com o mundo dos espíritos. Eu nunca tinha pensado nisso, mas vai saber o que a antena capta. Nessa história nova, claro, isso já está como um dado mais consciente. É assim que funciona. Você pega coisas do mundo, o mundo responde.

Não é um retorno, mas temos um improv para oferecer. Enjoy. Posted by Hello

quarta-feira, outubro 13, 2004


Roubado desse fotolog sensacional: http://www.fotolog.net/smith/ Posted by Hello

segunda-feira, outubro 11, 2004

certo de que tenho que fazer um livro. que é a coisa certa, para limpar as gavetas e ir em frente. um primeiro disco. aquele que tem as canções guardadas.

além do trabalho todo de edição e organização, preciso de um nome para meu bestiário e está difícil. curioso que tenho títulos bons para histórias que não saíram. esse final de semana organizei tooodas minhas histórias. horas e horas sentado no chão, fazendo classificações. projetos-que-podem-sair, projetos-que-não-vão-sair, projetos-que-saíram-e-ficaram-uma-merda, projetos-que-merecem-ser-publicados... por aí.

na categoria dos que acho que não vão sair, dois títulos que gostei muito: felizes como macacos e intruções para a manutenção do mundo.
ah, sim e um que ficou na minha cabeça como possível título para alguma coisa algum dia: está um dia lindo para se separar.
De repente esse disco do Iggy Pop começou a fazer muito mais sentido pra mim:

"I tried to keep her but she buried me alive in love and jealousy and every emotion tottaly free screaming at once."

******

sonho com fê e jorge. tão vívido, folks. de repente estava perto de vocês de novo.

ah, e fran. também, em outro segmento do sonho. bom te ver de novo, dear, mesmo que no éter.
******

metáfora: o improvisation era como sexo casual: não se está sozinho, mas também não se está acompanhado. agora volto ao barato e às aflições do envolvimento. escolhendo uma história para fazer, me preocupando, imaginando como, daydreaming... a metáfora funciona muito. existe o encanto do período de estar dentro de uma história, o vazio depois que acaba...

******


sexta-feira, outubro 08, 2004

mais um motivo de orgulho, mais um amigo publicando no exterior, mais um que me pergunta porque eu não estou publicando ainda.

(a resposta é porque sou enrolado, desconfiado, inseguro, etc, etc. mas pretendo. é para onde as coisas caminham.)

mas o amigo é josé, alguém que muito antes de eu sonhar ter a disciplina dos quadrinhos, já estava lá, debruçado na prancheta, produzindo, produzindo. então, esforço recompensado, recompensa merecida. o álbum está aqui.

quarta-feira, outubro 06, 2004

depois da belle, meu blog favorito teria que ser o da consuelo. tudo que ela escreve interessa e tem o mix ideal de vida, pensamento e escrita. e no meio da coisa mais pessoal você lê um parágrafo inteiro de política sem se dar conta. ela tem também a ética de só escrever quando tem algo a dizer. demora, mas vale a pena.
Sundown is the start of Rosh Hashanah. I'm afraid, darlings, the time has come for me to go.

Já faz uns dias que a Belle du Jour se foi. Talvez meu blog preferido. A mistura certa de vida, boa escrita e humor fino. Bueno, era tão bom que rendeu pra ela um livro e uns contatos televisivos. Quem sabe a próxima Bridget Jones. Uma leitura diária a menos.

Aliás, good lord, o livro não está nem pronto e já está a venda na Amazon.

terça-feira, outubro 05, 2004


um dos duzentos projetos seria desenhar uma história inteira assim. na verdade eu gostaria d ver esse tipo de desenho megaampliado. tipo banner enorme. Posted by Hello
não tem um filme chamado a falta que ela me faz? pois depois daquela sexta feira ensolarada em que me separei quase assobiando, cada dia traz mais ecos dessa bella inquieta. algumas pessoas te pegam de surpresa. essas relações que no início você não dá nada, acha que é só marola. a língua inglesa tem essa expressão, to grow in you, de algo ou alguém que se infiltra em ti sem que você perceba. cresce em você. e me vejo a cada dia sentindo falta dos defeitos dela. usando uma expressão mais científica: tá foda.

domingo, outubro 03, 2004


Essa é para os leitores pelotenses: nossos freaks da eleição. Cururu, vitorioso (5.000 votos até o momento) e Haidê, com 150. Posted by Hello
Caso alguém ainda não tenha lido sobre the real terminal man.


sexta-feira, outubro 01, 2004

total que adquiro uma experiência de separações que é uma coisa obscena. mas também faz com que sejam cada vez mais breves e melhor resolvidas. a de ontem teve dois turnos. o primeiro no meio da tarde, no cruz de malta, foi brevíssimo mas acabou mal, com algum rancor e coisas não-ditas. depois ela me liga no meio da noite para continuarmos. entre cervejas e substâncias várias fomos até as 5 da manhã falando, falando. e foi bem. dormimos e acordamos felizes e bem resolvidos. que maneira melhor de resolver as coisas? nos despedimos com um beijinho e fui andando pelo sol de um dia glorioso e pensei: está um dia lindo para se separar.

quarta-feira, setembro 29, 2004


Série de ilustrações para uma revista de Curitiba. Fiquei feliz com o estilo não-sei-pintar-dentro-das-linhas. Posted by Hello

terça-feira, setembro 28, 2004

dias enrolados em papel cinzento. aquele cansaço que vem de lugar nenhum e que é simplesmente de estar vivo. acontece.
grandes (e simples) idéias.

uma revista toda sobre objetos achados na rua.

segunda-feira, setembro 27, 2004

o final de semana me deu razão sobre o improv. comecei uma história nova como fazia: com tempo, com calma, escrevendo o roteiro, trabalhando sobre cada quadrinho...

eu acho que, evidente, a disciplina que uma tira diária dá, por exemplo, é muito grande. mas também pode te levar a apelar para clichês na pressa. a mágica é não deixar isso acontecer. mas enfim, num projeto sem prazo você se permite mais procurar o gesto exato, aquela perfeição que não existe, mas que se busca.

sexta-feira, setembro 24, 2004

dias cheios. acabei uma história pra sair na mosh, outra pra sair na vinil, coincidentemente as duas revistas de música. também acabei minha primeira matéria publicada, que vai sair na aplauso. foi uma estréia meio dura como jornalista, peguei uma matéria sobre um grupo de teatro que tem 90 anos de história. muitas datas. me estressei e a matéria saiu mais fria do que gostaria. mas é uma estréia.

por outro lado, o improvisation morreu de velho. não precisei decidir nada. vou só pôr uma pá de terra em cima. preciso me dedicar aos projetos mais longos, senão não sai nada. grato aos amigos que defenderam o projeto, mas não está dando. conforme saírem histórias novas aviso aqui pelo expresso.

terça-feira, setembro 21, 2004

se eu fosse paul auster, eu estaria muito satisfeito comigo mesmo. além dos livros de poemas, das traduções e de alguns ensaios espalhados por aí, ele tem 9 romances publicados e são nove livros muito sólidos. eu diria que são todos muito bons, mas eu sou supeito, porque li todos. o novo, the book of illusions, pôe mais uma jóia na coroa. de novo ele consegue te levar com o coração na mão página por página, de novo você se vê poupando o livro para que ele não acabe, de novo você não consegue achar um parágrafo chato no livro inteiro. e para mim foi uma daquelas sincronicidades (que ele adora, aliás) do livro tratar de um humorista dos anos 20-30, um praticante da arte silenciosa do cinema mudo. que vem a ser o tema de meu projeto com wilbur. ainda que muito aconteça nos livros dele, não se pode revelar muito. posso dizer que não se anda em linha reta por ali. e que vale muito a pena. tente.

quinta-feira, setembro 16, 2004

aprendendo a viver ( e quase sem dinheiro) e aprendendo a desenhar. engraçado que comecei a frase achando que ia ser uma lista comprida mas é isso mesmo. no fim, é o que conta pra mim: viver decentemente e fazer o trabalho que quero fazer.


aprender a desenhar é duro. não tem muita escola. se trata de conseguir produzir no nível que você ambiciona. minha solução temporária para o improvisation é fazer no ritmo que dá. antes tinha essa locura de colocar algo ali todo dia, mas aí atropelava o processo. agora só vou colocar quando prestar. tipo essa história nova fiquei muito feliz com o primeiro quadrinho. tá tudo lá: o ambiente, a postura, os objetos. o segundo já ficou uma droga. o terceiro, idem. aí me ponho louco redesenhando, sofrendo, etc. na verdade, eu sei que se perdoa desenhos ruins ou medíocres se a história é boa, mas fazer o quê se sonho com o desenho perfeito?

a cor também foi temporariamente banida. estou colorindo no jornal, sem computador em casa e não estava ficando do agrado. melhor assim. vou fazer com que eles se defendam em pb. que a cor seja um luxo, mas não uma muleta.

aprender a viver também não é fácil. como é o negócio do zen? the right understanding, the right action, the right thinking..são oito pontos. significando que você tenta fazer tudo direito, do momento que acorda ao que dorme.

é uma batalha.

segunda-feira, setembro 13, 2004

bastante em dúvida com o improvisation. por supuesto que para os leitores deve ser divertido ter algo ali (quase) todo dia, mas me pergunto se não está me acostumando mal. nesse findi fiz estudos para meu trabalho com wilbur e olhei para o formato de uma página tradicional de novo com horror. de repente aquele espaço me pareceu gigantesco, inconquistável. e a persistência de se manter em uma história, de desenvolver personagens... sem falar que coisas como essa gag do homem elástico hoje acabam sendo realizadas meio toscamente. são materias que podiam render mais com mais tempo, mais amor ao trabalho. preciso adquirir fôlego de novo, me parece. e o tempo gasto com o improvisation é o tempo que tenho.
jimmy corrigan tem um impacto em vários níveis. nesse findi dei meu primeiro passeio por essa terra desolada. como história é uma das coisas mais tristes que já li, mesmo. é só desespero, desespero e mais desespero. dio. às vezes eu largava e ficava dizendo meu deus, meu deus...

mas como quadrinhos... para um quadrinista é um impacto difícil de imaginar vindo de outro meio. é como se enfim alguém usasse os quadrinhos em toda sua potencialidade. não acho que alguém tenha ido tão longe. é um recomeço. não é exatamente uma reinvenção, mas um uso extensivo de possibilidades. é maravilhosamente 2D, gráfico, visual, vertical, horizontal... acho que todo quadrinista precisa se ver com ele. e eu achava que big numbers era o passo mais longo dos quadrinhos. mas big numbers ainda é uma tv onde passa um filme, uma sequência de telas. jimmy corrigan é outra coisa. algo que só podia contecer ali, daquela forma. estou impactado.

sexta-feira, setembro 10, 2004

precisando de um empurrão com sua auto-estima? vá no almanaque dos escritores e se sinta especial ao saber quem nasceu no mesmo dia que você. ou talvez isso deprima, por saber que esses fulanos fizeram isso e você não. vai saber.

(compartilhando meu aniversário temos jonny cash, levi strauss, vitor hugo, john steinbeck, montaigne, john tenniel (o ilustrador de alice), tom wolfe, graham bell e alguns menos ilustres. estou tentando entender o link entre todos esses. mas me sinto tão mais importante de repente).
como sempre, a santa internet tem, senão respostas, pelo menos mais perguntas.

assim, roger ebert pensa que So I Married an Axe Murderer" is a mediocre movie with a good one trapped inside. já um site como esse pensa que o filme é a melhor invenção desde o pão de forma e oferece um fanlist para você se filiar e praticar sua devoção. talvez num meio termo mais simpático, essa página oferece sons. você pode ouvir mike myers recitar seus poemas beatniks nonsense sobre um fundo jazzístico. que tal?
tem coisas que só a globo faz por você. não, me entendam. quero dizer que tem filmes tão obscuros (sem ser nobres) que só passariam na tv. você não ia achar em DVD (no Brasil, claro. Nos Estados Unidos tem louco pra tudo). você não ia ver no cinema, não ia passar numa mostra de fime de arte...enfim...não cabia em nenhuma categoria.

como exemplo, a pérola que vi ontem de madrugada: So I married an Axe Murderer. mike myers é um poeta performático que mora em são francisco e tem problemas com as mulheres. até casar com uma que ele acha que é uma assassina serial de maridos. eu sei, eu sei. não estou dizendo que merecia um oscar. mas era um filminho obscuro muito divertido. referências aos beatniks, jazz e poemas, uma montagem bem intencionada... fun. Nota 7. apesar da indignidade inominável que é ver um filme dublado, me diverti muito.
dia bom para escrever cartas. e porque não fazer tudo aqui?

Fê e Jorge. Espero que sem danos do palhaço. Nada se perdeu, tudo no lugar, o ap não pegou fogo? Leio por mensagens que ele já está em madrid e respiro aliviado. Nunca mais, como dizia o corvo.

Wilbur: por falar em palhaço, uh. Não desisti dos nossos. Mas uma coisa tem se somado à outra ( a desculpa do preguiçoso, eu sei). A verdade é que são vários projetos acumulados que não estão fluindo bem no dia a dia. Estou sonhando com tirar umas férias para trabalhar. Veremos.

Law: O mesmo vale para os vampiros. Vampiros e palhaços, que coisa. Mas não tenho conseguido mesmo encaixar coisas de mais fôlego no dia a dia. Aí que o improvisation tem funcionado tão bem. Mas ainda queria ver aquele sangue correr.

Relendo isso, me dei conta de quantas promessas. Hmmm. Continuo depois.

quinta-feira, setembro 09, 2004

belle du jour consegue um feito que os guris dos livros do mal (tão obsecados com escatologia) deviam estudar: conseguir lidar com cruezas muito explícitas do sexo com absoluta elegância. ela está falando de (e lidando com) fluidos corporais quando tem uma visão muito sutil do passado. eu tenho grande admiração por essa mulher.

by the way. por ter lido alguma literatura pornô em inglês, eu sei o que pre-come quer dizer, mas como se colocaria em português? eu tenho minhas dúvidas se a expressão existe. algum voluntário?
esse negócio de deixa a vida me levar me deixou afastado da mesa de desenho. hoje um retorno tímido no improvisation. que aliás não foi feito na mesa. o que é apropriado. voltamos a ela com calma. e com aquela cara de culpa.

quarta-feira, setembro 08, 2004

voltei a cozinhar com law, devagar e à distância, nossa história de vampiros. aquela que pus as capinhas no improvisation. são muitos projetos, mas bem que esse podia sair. por cota disso, reli uns textos que tínhamos produzido. gostei em particular de uns trechos que tinha escrito, interpretando o roteiro d law e dando voz aos personagens. esse trecho é da vampira do grupo. (está em inglês porque nossa pretensão, como sempre...o mundo...blah blah...)


She writes a letter. Always easier this way.
Some boys never could get over her. She knew she was a young man´s dream, so pale and misterious. But she couldn´t bring herself to feast in this eager admirers, so she wrote long romantic letters misleading them, rejecting them so softly that they just loved her more. Funny how that never changed over time. There would always exist the young romantic type, even in these cynical times.

She had had chances to see some of them in their old age. To appear to them, in the same mature glory, as the same woman they loved, it was something she could never decide cruel or merciful. Some of these she took. With affection. A late kiss by the love of their youth and a merciful end. To die as they had promised in the past ? giving their blood for her.
She also found that very sexy and indulged herself in some young body in the same night. For lust. I´m the one who gives and takes.

segunda-feira, setembro 06, 2004

presentes, presentes.

- meu primo trouxe (a pedidos) nanquim chinês que só encontro em POA.

- James trouxe (a pedido) o último paul Auster: The Books of Illusions.

- E por uma dessas coincidências, me chegou na sexta um presente de Consu: Jimmy Corrigan, The Smartest Kid on Earth. Esse rendia laudas e laudas. Isso que nem comecei a ler. Aliás, o ritual foi: passei um dia olhando para o envelope fechado. Sabendo o que tinha dentro e apreciando a antecipação. Pleasure-delayer. depois de aberto, um dia só olhando a capa e contracapa, com ocasional página aberta ao acaso e ohhh ahhhh uhhhh. hoje li a introdução e quase morri. dio. cris ware é um monstro. nunca vi uma escrita tão perversa, um design tão absurdo reunidos assim.

Consu, não tenho palavras. really. Não me lembro de ter ganho algo que apreciasse tanto. talvez quando criança, algum robô que piscava luzinhas, mas depois de adulto...
vivo!
a seguir, impressões desconexas (dêem um desconto) do fim de semana:

- a grande vítima foi minha saúde, claro. um fio de voz e um estado letárgico corporal que não sei se é gripe, ressaca ou sabe-se lá o quê.

- ninguém se matou. algumas mulheres ficaram tentadas a estrangular james, mas os ânimos foram contidos.

- consumo de substâncias: sexta fomos até as 4 da manhã e sábado do meio dia à meia noite. não tenho como contabilizar o número de latas e garrafas, mas façam suas contas.

- james agora trabalha para o governo americano, departamento de explosivos. essa me gerou um surto de riso considerável, francamente. considerando que a carreira prévia dele consistia de trabalhar na blockbuster. mas depois, devidamente explicado e comprovado (até por ali, mas enfim) aparentemente ele checa por explosivos no aeroporto, depois de um curso rápido. hummm.

- mais anedotas inexplicáveis de james: ele trouxe uma mala cheia de pão, cerveja e queijo. vai entender. o que ele pensava? que não ia encontrar isso no brasil? mas para não ser injusto, as cervejas eram boas. todas de 1 litro, tomamos dominicana, holandesa e alemã.

- domingo foi tranquilo e como james conhece vítor (ramil), tomamos uns mates com ele. pra mim, grande fã, um momento bem bacana. ouvimos o disco novo em primeira mão e tivemos umas duas horas de conversa muito civilizada.

- a alegria de quando os amigos chegam e a alegria de quando eles partem. amigos trazem afeto, novidades, movimento, presentes e alegria para sua vida. mas quando você se dá conta de que a casa é sua de novo... êxtase.

Continuo depois.

sexta-feira, setembro 03, 2004

Há essa frase que diz que a vida pode ser uma aventura ou um desastre, então melhor fazê-la uma aventura.

Me preparando para um fim de semana que pode ser os dois. No espaço normalmente ocupado por mim e Klimt, com a visita feminina ocasional, vamos ter um cast mínimo de 6 pessoas, com possíveis coadjuvantes. O consumo de substâncias promete ser intenso, o barulho também e toda a inquietude que esses fatores trazem.

O cast básico inclui:
eu mesmo;
a visita feminina ocasional, cada vez menos ocasional e que pretende se instalar lá para controlar o movimento ou meu comportamento;
meu primo e namorada, ele um tipo tranquilo porém descalibrado em consumo, ela uma moça quieta e linda;
meu amigo há 20 anos, james, que foi uma sombra enorme em minha vida, um modelo de adolescência, uma influência cultural, consumidor intenso de substâncias, troublemaker e galã incansável;
a namorada dele, uma incógnita.

Entre os possíveis coadjuvantes:

Meus outros primos, criaturas adoráveis, mas profundamente deslocados no contexto;

o irmão de james, criatura que eu não queria nem que soubesse onde moro, com todos os defeitos dele e nenhuma das qualidades;

amiga da visita feminina, um turbilhão em forma humana.



O que vocês imaginam como o filme resultante disso?

(a) Porky´s

(b) Festa de Família

(c) Trainspotting?

(d) Todas as alternativas acima

(e) Outros.

quinta-feira, setembro 02, 2004

Belezas do vinil: ontem em um sebo trash (na aparência) comprei: elizete cardoso & zimbo trio, elizete cardoso & jacob do bandolim, maysa ao vivo e uma caixa com cinco vinis de frank sinatra, cobrindo toda a carreira dele. total da compra: 25 reais. :)

Não é para o ser humano sair sorrindo como um maníaco? Hoje comecei devagarinho o trabgalho de restauração, lavar os vinis, limpar as capas, ouvir uma faixa aqui, outra ali...degustação. Maysa ao vivo cantando todos falam que bebo demais....

Tudo de bom.

quarta-feira, setembro 01, 2004

não vai consolar fê e jorge da fria que meti eles sem pretender, mas a vingança do universo sará maligna: vou receber em casa (no meu caso de livre e espontânea vontade, é verdade) meu lendário amigo james, que deve chegar dos estados unidos num clima ALLPARTYALLNIGHTLONG. a casa deve virar um louqueiro, quase certamente. consumo de substâncias absurdo, gente entrando e saindo... o horror, o horror. mas aí são amigos de 20 anos. se abrem exceções. o demônio vai reinar. rock´n roll, baby. ( e eu, que acabei de comprar mais uma caixa de vinis de sinatra...)
pausa no improvisation. ontem tivemos reunião a fim de viabilizar uma coisa bem bacana: um projeto de uma estilista para usar os desenhos para sua coleção de verão. já estava em pauta há algum tempo, mas agora parece que vai. e o verão vai ser da deusa. se não demorar muito, os amigos, além de receberem uma revistinha podem ganhar uma camiseta beeem bacana. não é aquela coisa serigrafada semvergonha, mas uma coisa bastante bem. aguardem.

e depois teve show do rappa. e o demônio chamando, por todos os lados. nada de novo.

terça-feira, agosto 31, 2004

Está lá. A Deusa fechando o mês de agosto.

sexta-feira, agosto 27, 2004

Para quem está acompanhando a novelinha da deusa no improvisation, lamento, mas a conclusão fica para segunda. Ontem mais uma noite intensa de consumo de substâncias. Vocês sabem, o ser humano tem que viver para ter o que contar. Então...

quinta-feira, agosto 26, 2004


Taí. Não são as Páginas Negras, mas enfim. Posted by Hello

A pedidos dos amigos distantes, então lá vai a Trip. Esse é um facsimile da página e no outro eu ponho o texto maior. São dois terços da página, o resto era um anúncio vertical. Posted by Hello

quarta-feira, agosto 25, 2004

ok, não é o link mais profundo do mundo. mas é mágica aplicada. é um vídeo rapidinho que explica uma coisa que sempre quis saber. aqui.

terça-feira, agosto 24, 2004


Enfim uma exposição de arte que eu veria. :) Posted by Hello
hoje a fina caterina (lembra dela, fê? eu andei distante, mas voltei a lê-la) comenta um artigo de oliver sacks na new yorker, sobre como outras criaturas podiam sentir o tempo diferente de nós e como seria a percepção delas do mundo. não achei o artigo no site, mas o trecho que ela cita é fabuloso.

num mundo ideal, eu teria assinaturas da new yorker, the economist, wired, rolling stone, time e da folha de são paulo. todo dia uma dessas ia estar entrando sob minha porta enquanto o café cheirava na cozinha.

:) tive que sorrir com meu delírio.
aqueles dias raros, em que o sol brilha na intensidade certa sobre seu casaco e você sente que pertence no mundo. que merece cada metro que pisa. atravessei a praça sob o sol, entrei no café e fumei um cigarro. ia pro trabalho, mas podia estar indo para qualquer lugar. estrangeiro e local. feliz. (essa palavra chocante).

segunda-feira, agosto 23, 2004

anotações de final de semana:

- movimento, muito movimento.

- entre dois dias de movimento, um jantar muito tranquilo com amigos. sempre uma alegria. para mim ainda é a definição de civilização você sentar com outros adultos, comer e beber bem e conversar.

- davi, um amigo que não frequenta o blog, me deu um retorno muito interessante. vocês lembram daquela velha sórdida que cuida do café? e que beija aquele velho decrépito? eu estava com aquela página pendurada em casa. davi olhou longamente e falou: - meu, eu conhecia uma velha que cuidava de um bar igual a essa. o mesmo turbante, tudo. e ela fumava feito louca e no final da noite agarrava os velhos!
sensacional. que posso dizer? as coisas são filtradas, vem do mundo e eu imagino que elas estejam lá, mas saber que estão de fato é bem bacana.

frase de uma filósofa urbana que conheci no meio do movimento frenético desses dias, lá pelas tantas da madrugada:
a fila tem que andar.

sexta-feira, agosto 20, 2004

aliás, o nível das produções francesas. mirem o que é esse site dedicado a um álbum. o álbum parece uma maravilha, mas o site em si já é uma alegria visual maravilhosa. kochka.
Esses europeus são malucos. Vendo o site de um álbum novo francês ( o álbum médio, o site muito bom), vejo os "storyboards" dele. Perfeitos. Ou melhor dizendo: belos porque imperfeitos. E está tudo ali: o desenho, o enquadramento, o clima. As páginas finais não me parecem melhores, a cor meio cheia de degradês... e a loucura de fazer tudo duas vezes.

O site principal é aqui, aqui você vê uma página de storyboard e aqui uma final.
eu tinha uma história muito boa do josué para contar. mas vou ficar devendo. fiz o lápis ontem e gostei muito. aí achei que precisava pegar uns ares da rua. aí, bom, me perdi. fica pra segunda. como diz augusto, the piano has been drinking.

quinta-feira, agosto 19, 2004


Armadilhas da percepção. Estava me esmerando para fazer uma reconstituição histórica para o jornal do encontro Jânio/Che. Só que Che na época (e na foto) está de cabelo curtinho. Vem um colega de redação por cima do meu ombro e lasca: "Ah, o Fidel." Pronto. Tive que fazer um makeover e colocar a fatídica boina/cabelão. Posted by Hello
Citando Deleuse de ouvido, A. me corrija se ler isso, um platô está sempre no meio, nem começo nem fim. É um zona de intensidade. O livro se chama Mil Platôs e a imagem por fim fez sentido para mim. A sensação de que cheguei a um platô pessoal, de superação de angústias afetivas e de uma nova tranquilidade. Quase fiz como uma tira para o improvisation, onde o peregrino chegava no topo da montanha, mas aí entendi que teriam que ser montanhas dentro de montanhas dentro de montanhas... e deixei pra lá.

É um platô, não é um pico.

Posso chegar a outros. Mas esse está bom por ora.
Vamos respirar um pouco.

Imagens do passado. Fotos de família para restaurar. Tão fantasmagórico. Aquele no meio sou eu, ainda sabendo de nada. Digamos um poquinho menos do que hoje. Posted by Hello

quarta-feira, agosto 18, 2004

acabou chorare, como diziam os novos baianos. nem eu me aguento resmungando por aqui. entre hoje e ontem, duas boas novas em quadrinhos: saiu mais um número da Mosh, revista de rock e quadrinhos com uma história desse que vos fala e saiu a trip comentando minha história do cortázar. bacana. coisas do mundo.

a trip vocês vão ter que comprar, mas a mosh eu recebi um número razoável de exemplares. suficiente para mandar para a meia dúzia de amigos que colocarem seus endereços aqui nos comments. então...

terça-feira, agosto 17, 2004

Hoje de manhã Lobão propunha múltipla escolha:

às vezes é melhor perder o controle e desabar (e quebrar todas as promessas), às vezes é melhor não insistir e deixar rolar (e tratar as sombras com ternura, o medo com ternura), às vezes é melhor virar a página e recomeçar tudo de novo.

As três opções me parecem possíveis e me ocorrem com diferença de minutos.

A isso se chama estar vivo?

segunda-feira, agosto 16, 2004


Placebo headwound ao fundo no show da Supermuffin. Pronto. Sou um quadrinista multimídia. :) Posted by Hello

sexta-feira, agosto 13, 2004

Então. Estou sempre dizendo que as mulheres estão aí para nos educar e fazer melhores. Ontem duas delas, uma de perto e outra de longe fizeram sua alquimia de novo, me tomando pela mão e dizendo: não há chão. não há amanhã. não há nada certo. não aumente. não superestime. não espere. viva. só viva. seja honesto. não tenha medo de ter medo. não se agarre às paredes. não há paredes. não ande pelo mundo com óculos 3D procurando um amor que você inventou. mereça a cada momento o que você tem.

vou tentar.

gracias a A. e F.

quinta-feira, agosto 12, 2004

Resumo dos dias: menos nuvens, muito desenho e as histórias se pôem cada vez mais bizarras. Esse café me assombra. O Café Antropomórfico. O que virá depois, dio?

terça-feira, agosto 10, 2004

Gabi não vai se importar (I hope) que meus 6 leitores vejam antes da estréia mundial o clip da Supermuffin que fiz sob encomenda para ela. A premiere vai ser no UnsRock de sexta. Mas como ela só deve usar uma imagem, os leitores do Improvisation podem ver a história completa.

segunda-feira, agosto 09, 2004

Hoje, passando pelo café Aquário, sorvedouro de almas e viveiro de formas de vida agonizantes, me perguntei se invejava aquelas criaturas que desistiram do amor e o trocaram por uma desesperança cordial, um cinismo tão afável.

Não sei a resposta, de verdade. Por um lado, é duro invejar a morte. Por outro, não sei se queria estar passando pelo redemoinho, por esse triturador da alma quando tiver 50, 60.
Pois eu estava relendo O Livro de Manuel ao mesmo tempo que Fê, mas ela anda na página 226 e eu o reencontrei ilegível, viu Fê. Vai saber. O conceito de ilegível muda muito. Graças a A., estou lendo Deleuse, que me parecia sânscrito, nas primeiras linhas. Leminski falava que é um processo de aproximação, que as obras de arte "difíceis" vão se deixando ler aos poucos, por camadas ou aproximações. Talvez seja só uma impaciência com o aspecto político do Libro de Manuel. Rayuela eu posso reler sempre, embora eu ponha aí uns 6, 7 anos entre cada releitura. Afinal, Rayuela pode ser muitas mas também é uma só.

Esses livrismos (gostaram dessa?) entram como glacê disfarçando um bolo azedo, porque é o que acontece. Até Frank Sinatra foi chamado para dar conselhos, mas você sabe o que esperar de Frank. Tem uma verdade ali, mas tem uma caricatura também.

Toda vida é um processo de demolição, diz Deleuze citando Fitzgerald.

sexta-feira, agosto 06, 2004

Provérbio chinês do dia: é um mau sinal quando você faz a ronda dos blogs em busca de calor humano.


quinta-feira, agosto 05, 2004

Hoje de manhã Sinatra perguntava How do you keep the music playing. E sendo Sinatra, claro, ele mesmo respondia. Being the best of lovers and the best of friends. That´s, it, Frank.

quarta-feira, agosto 04, 2004


Mais uma cena do ursinho Deleusiano. Posted by Hello

terça-feira, agosto 03, 2004


Não são telhados de Paris, como dizia Nei, mas da Cidade da Névoa, vulgo Satolep, dita Pelotas. Foto de meu colega Moizés Vasconcellos. Posted by Hello

Lendo Lacan no trabalho, se tal coisa é possível.
"the real, the symbolic and the imaginary are the whole of what is, and figuring their connections is a cosmological exercise"

A Deusa Internet me diz que Lacan diz que o Real é inatingível, inefável, impossível de ser percebido ou alcançado. E que qualquer tentativa de percebê-lo falha em si por ter de passar pelo aparato simbólico que usamos para interpretar o mundo. Isso veio de um acaso do surf, mas se soma aos debates abaixo. Ainda que eu me sinta um macaco em uma máquina de escrever. E A. já tinha me falado isso. Não que eu sou um macaco, mas sobre o real.
Posted by Hello
Uma coisa a qual eu me vejo voltando é esse Pop Magic, do Grant Morrisson. Tem algo que me interessa muito ali. Essa visão da magia não como um mumbojumbo espiritual, mas como uma percepção, compreensão e sabe-se lá, uma ação, sobre as forças que agem sobre nós. Forças também sem buhhh mágico. Pulsões, simples fatos, química... tudo isso com humor, sem cerimônia, sem pretender ser algo que não humano.

Num momento de ócio criativo comecei a traduzir o texto. O original é longo e está aqui , para quem se interessar.
Aqui sou eu que diz, não ele - você faz magia quando manda uma mensagem pelo celular e causa uma pequena mudança no mundo da pessoa que recebe. Quando você apresenta amigos. Quando você escolhe uma roupa para sair. É uma questão de sinais recebidos e sinais enviados. Modificações na realidade.

Mas enfim, aqui está o primeiro parágrafo do Pop Magic:



Pensando sobre Magia

Tudo que você precisa para começar a praticar magia é concentração, imaginação e a habilidade de rir de si mesmo e aprender dos seus erros. Algumas pessoas gostam de se vestir como egípcios ou monges para entrar no clima, outros usam máscaras de animais ou roupas de Barbarella. Mas o uso de parafernália ritual funciona só como uma ajuda à imaginação.
Qualquer coisa que você puder imaginar, qualquer coisa que você puder simbolizar, pode se transformar em realidade e produzir mudanças mágicas no seu ambiente.
A pergunta do post abaixo vai além das circunstâncias. Que não são poucas. Tem a ver também com qual set de ferramentas você usa para interpretar o mundo. Felizmente esse set vai mudando, se você permite que ele mude.

Você começa tropeçando pelo mundo, ganha experiência pessoal (e a usa como ferramenta de interpretação), adquire algumas certezas da psicanálise (causa-efeito) e depois começa a achar que ela não dá conta. Alguns nessa hora enveredam (eu ia dizer apelam, mas) pelo misticismo, pelas Grandes Causas que não podemos entender. Já uma amiga minha acha que devemos entender os arquétipos. Do Tarô, dos mistos gregos, da tragédia.

Eu acho que não somos preparados para lidar com o mundo. Acho que as escolas deviam ensinar filosofia, ética, física quântica, psicanálise de todos os matizes...

Eu estou surfando em informação, procurando maneiras de entender, o amor, principalmente. (mas o amor, essa palavra...dizia Cortazar).

Esse é um post incompleto, claro. Como caberia tudo aqui? Vou somando aos poucos.

segunda-feira, agosto 02, 2004

É uma vaidade nossa, uma ilusão ou uma necessidade tentar fazer algum sentido do que nos acontece? Foi o que passei a manhã fazendo, muito concentrado sobre um mate. Não sei se é possível. Mas tento.
Para os fiéis e infiéis, tem mais uma história da Deusa no Improv.

Por um lado, a questão talvez não seja de acreditar ou não nela, mas de ela acreditar em nós. Por outro, tenho um desenho enorme dela na frente da mesa de desenho e estou pensando em tirar. Acho que ela está me mandando mensagens e que fico só filtrando as histórias dela.

Pelo menos essa história não mostra ninguém se fodendo, como diz tão gentilmente Wilbur. Essa é a Deusa orquestrando, coreografando os acontecimentos. Fazendo acontecer.

Talvez pra ver alguém se foder depois, mas aí já é outra história. :)

sexta-feira, julho 30, 2004

Mudei de idéia e pus no ar uma coisa esquisitíssima no Improvisation, uma fotonovela psicodélica desenterrada do passado.  Enjoy.
Propaganda da propaganda.

Estamos em fase de expansão, amigos. Não quer dizer derrubar paredes e aumentar o estúdio (quem dera), mas simplesmente colocar o trabalho na rua, seja ela virtual ou real. É necessário e preciso me dedicar mais a isso, inclusive. Como disse alguém, é fácil criar um site. Também é fácil abrir um posto no meio do deserto. Não quer dizer que alguém vá passar por lá.

Então, vocês podem ver o Improvisation destacado no site Quadrinho.com . E se os deuses não forem contra, uma coluna da Trip de agosto vai falar desse seu amigo, mais especificamente da história do Cortazar. Quem sabe dá um gás para eu retornar ao projeto dos escritores. Ou até achar um lar pra eles, quem sabe. O movimento é para fora. 

Contraditoriamente, não tem Improvisation hoje. Mas é que me meti numa história mais longa. Segunda-feira o silêncio deve compensar. Abraço e bom findi a todos.

quinta-feira, julho 29, 2004

Deixa eu me expor à ira de Augusto e outros nonbelievers: Ventura, dos Los Hermanos é muito lindo. Me emprestaram e não consigo parar de ouvir. Muito raramente ouço um CD inteiro. Minha mente zapeadora geralmente faz um link na segunda faixa e já pula para outros dois ou três outros CDs. Mas ouvi todo, voltando para ouvir de novo várias faixas. Para o caso de alguns amigos do outro lado do mundo não terem ouvido, é uma coleção de sambas tristes e marchinhas, recriados com baixo, guitarra e bateria e um monte de metais muito bem aplicados. Parece velho e novo ao mesmo tempo. E como nos bons romances policiais, você não adivinha o fim na primeira linha. A melodia dá voltas, o arranjo se reinventa... resumindo: gostei muito.

quarta-feira, julho 28, 2004

Belle du jour, ainda se sentindo didática, explica um momento íntimo em detalhes. Além de efeitos óbvios em mim, eu me vejo querendo comprar o livro dela. :)

Aliás, andei seguindo os links dela, todos de alguma forma ligados a trabalhadores da indústria sexual, mas ninguém tem a finesse dela, nenhum escreve tão bem. É a Bridget Jones do sexo.

Um que tem seu valor, para quem quer passar algum tempo no escritório pensando em sexo (além do que você já pensa, seu tarado!) é esse True Porn Clerk Stories, contando o que vê um balconista de uma locadora de vídeos pornô. Não é pouca coisa. Faz você se sentir muuuito normal. :)
Voltando à cena da Belle, então. Duro é impedir a imagem de se formar em sua mente, mas enfim. Enjoy.


Hands and feet are bound in pairs, with a short bit of the rope between them. Limbs are in front of me, in the air. My back on the bed. SH knelt on the bed, entered me, pulled my legs toward him so they rested with the backs of my calves on one of his shoulders. I sit up slightly, the way the hands and feet were tied it was difficult not to. When he came, he pulled my legs into his body, put his hands around my wrists, and picked me up off the bed. He's still kneeling. He is a lot taller than I am and very strong.That is how it was done. No, I won't draw a diagram.



Existe essa coisa interessante do pensamento para fora, oposto ao introspectivo, que é mais circular, acho; que é descobrir pensamentos que você não sabia que tinha em você. Pensando em voz alta, como a loooonga conversa que tive na madrugada de ontem com A., tendo insight sobre insight ou como escrevendo nesse blog, que não tem pauta, não tem premeditação. Nos comentários do post abaixo, por exemplo, surgiu uma idéia de história. Aliás, essa era uma que podíamos fazer juntos, Wilbur, de alguma maneira. Think about it. Fiquei imaginando escrever essas gags a quatro mãos.

Respondendo hoje um e-mail de Augusto, o Sacerdote do Grande Olho que Tudo Vê, também formulei coisas que me agradam. Augusto comentava o gato 2D, falava de sua idéia para um Homem 2D e eu comentei que, quando fiz o Porque Gosto das Mulheres, ela era a Mulher 2D. ( Que é A., by the way, se você não chegou a deduzir isso.) E que pra mim me interessa muito isso, essa admissão de que é um mundo chapado, bidimensional. O volume é uma coisa que desaparece cada vez mais do meu desenho. E quando existe, é um volume gráfico, vazio, 2D. Mesmo as linhas que marcam a cidade ao fundo podem ser só linhas. É o olho do leitor que pôe a cidade lá.

Ou: "It´s only lines on paper, folks". (Robert Crumb)

terça-feira, julho 27, 2004

Mas um dia, Wilbur, se você voltar ao Brasil, podemos formar um duo cômico, o que você acha? Ou eu vou até aí e ficamos contando piadas no metrô por moedas. Lembrei daquele episódio do Seinfeld que o George quer um apartamento que está reservado para um sobrevivente do naufrágio do Andrea Doria e ele consegue convencer o Conselho de que a vida dele é muito mais triste. Algo assim.

Ok, ligações encerradas. Você não pode mais ligar para participar do incrível debate interativo sobre minha vida sentimental. Mas os telefones não pararam de tocar, suas doações foram recebidas, o programa foi um sucesso, nossos patrocinadores agradecem. Mas ontem assinei um contrato de paz com minha Miss Sarajevo e restauramos nossa zona autônoma temporária. Lamentamos o fim de sua diversão. Mas chances não faltarão em um futuro próximo. Nossos comerciais, por favor.

segunda-feira, julho 26, 2004

Quando me acho impossível, quando me acho assim obsecado, quando busco sangue na internet e só acho comentários culturais ( e leio e leio até a náusea) vou até Loulou e releio sua impossível paixão de três dias com Miha, o croata. É impossível, é obsessiva, é lindamente escrita nos menores detalhes desprovidos de vaidade, de autopreservação. Não é por nada que ela é espanhola. Loulou, aqui ninguém te conhece e não acho que você se importe, então o link está aqui. E não se preocupe. Quem, além de mim em febre, vai ter a saúde de ler tudo isso?

A Mulher Enigma

O que é a fantasia. Me vejo querendo que ela tivesse um blog e eu pudesse ler o que se passa pela cabeça dela, como se isso fosse possível. Será que as palavras dão conta? Wilde diz o seguinte: Women are meant to be loved, not understood. Está muito bem, Mr. Wilde (embora eu me pergunte o que sabia ele de mulheres), mas e quando o amor não é o suficiente, o que faz o mortal?
belle du jour, tão didática e graciosa ,ensina às novas gerações o manual do fuck buddy, expressão que não ousaria traduzir para o português, mas que a maior parte de vocês deve saber o que significa. Minha vida seria muito, muito mais fácil se eu conseguisse ser ou ter isso. Mas.

But I´m a loser, baby, so why don´t you kill me?

O final de semana foi horrível. Mas o inferno não são os outros. Somos nós mesmos, sempre. Posted by Hello

quinta-feira, julho 22, 2004

uma entrevista tão curtinha pode dizer tanto.

eu quero ser um velhinho que nem ele.

jodorowski.

she

oh boy. we were talking and smoking in the couch when she opens her pants to show me her tan, in that subtle place where the tan ends and it gets paler and the pubic hair begins...

some images can haunt you. and I´m at work right now, by the way.

quarta-feira, julho 21, 2004

Algumas coisas não carecem de comentários. O fato já é estupefaciente sem adjetivos.

Pois Osamu Tesuka, ilustre quadrinista japonês, quadrinizou a vida de Buda. Em 8.000 páginas. Entregues em suaves prestações de 400 páginas cada volume. E, segundo as críticas, ainda é sensacionalmente bom. Ahhn.

O que isso faz de nós, que choramingamos a cada 10 páginas?
Nosso setor de cartas à redação traz essa pertinente questão, enviada pelo leitor Wilbur.

A proposito eu tava com uma duvida sobre a Deusa do Amor. Nao tem 'Deus do Amor' pra mulher? Tipo, soh homem que se fode mesmo?

Consultamos o criador dessa impactante nova série de quadrinhos e eis a íntegra do fax que ele nos envia,  direto de suas merecidas férias no caribe:

Ha. Boa essa. Acho que vem da experiência pessoal. :) Mas não, lembrando bem tem uma modernosinha choramingando no banheiro na primeira história.

Mais uma dúvida esclarecida.