Sundown is the start of Rosh Hashanah. I'm afraid, darlings, the time has come for me to go.
Já faz uns dias que a Belle du Jour se foi. Talvez meu blog preferido. A mistura certa de vida, boa escrita e humor fino. Bueno, era tão bom que rendeu pra ela um livro e uns contatos televisivos. Quem sabe a próxima Bridget Jones. Uma leitura diária a menos.
Aliás, good lord, o livro não está nem pronto e já está a venda na Amazon.
quarta-feira, outubro 06, 2004
terça-feira, outubro 05, 2004
não tem um filme chamado a falta que ela me faz? pois depois daquela sexta feira ensolarada em que me separei quase assobiando, cada dia traz mais ecos dessa bella inquieta. algumas pessoas te pegam de surpresa. essas relações que no início você não dá nada, acha que é só marola. a língua inglesa tem essa expressão, to grow in you, de algo ou alguém que se infiltra em ti sem que você perceba. cresce em você. e me vejo a cada dia sentindo falta dos defeitos dela. usando uma expressão mais científica: tá foda.
domingo, outubro 03, 2004
sexta-feira, outubro 01, 2004
total que adquiro uma experiência de separações que é uma coisa obscena. mas também faz com que sejam cada vez mais breves e melhor resolvidas. a de ontem teve dois turnos. o primeiro no meio da tarde, no cruz de malta, foi brevíssimo mas acabou mal, com algum rancor e coisas não-ditas. depois ela me liga no meio da noite para continuarmos. entre cervejas e substâncias várias fomos até as 5 da manhã falando, falando. e foi bem. dormimos e acordamos felizes e bem resolvidos. que maneira melhor de resolver as coisas? nos despedimos com um beijinho e fui andando pelo sol de um dia glorioso e pensei: está um dia lindo para se separar.
quarta-feira, setembro 29, 2004
terça-feira, setembro 28, 2004
segunda-feira, setembro 27, 2004
o final de semana me deu razão sobre o improv. comecei uma história nova como fazia: com tempo, com calma, escrevendo o roteiro, trabalhando sobre cada quadrinho...
eu acho que, evidente, a disciplina que uma tira diária dá, por exemplo, é muito grande. mas também pode te levar a apelar para clichês na pressa. a mágica é não deixar isso acontecer. mas enfim, num projeto sem prazo você se permite mais procurar o gesto exato, aquela perfeição que não existe, mas que se busca.
eu acho que, evidente, a disciplina que uma tira diária dá, por exemplo, é muito grande. mas também pode te levar a apelar para clichês na pressa. a mágica é não deixar isso acontecer. mas enfim, num projeto sem prazo você se permite mais procurar o gesto exato, aquela perfeição que não existe, mas que se busca.
sexta-feira, setembro 24, 2004
dias cheios. acabei uma história pra sair na mosh, outra pra sair na vinil, coincidentemente as duas revistas de música. também acabei minha primeira matéria publicada, que vai sair na aplauso. foi uma estréia meio dura como jornalista, peguei uma matéria sobre um grupo de teatro que tem 90 anos de história. muitas datas. me estressei e a matéria saiu mais fria do que gostaria. mas é uma estréia.
por outro lado, o improvisation morreu de velho. não precisei decidir nada. vou só pôr uma pá de terra em cima. preciso me dedicar aos projetos mais longos, senão não sai nada. grato aos amigos que defenderam o projeto, mas não está dando. conforme saírem histórias novas aviso aqui pelo expresso.
por outro lado, o improvisation morreu de velho. não precisei decidir nada. vou só pôr uma pá de terra em cima. preciso me dedicar aos projetos mais longos, senão não sai nada. grato aos amigos que defenderam o projeto, mas não está dando. conforme saírem histórias novas aviso aqui pelo expresso.
terça-feira, setembro 21, 2004
se eu fosse paul auster, eu estaria muito satisfeito comigo mesmo. além dos livros de poemas, das traduções e de alguns ensaios espalhados por aí, ele tem 9 romances publicados e são nove livros muito sólidos. eu diria que são todos muito bons, mas eu sou supeito, porque li todos. o novo, the book of illusions, pôe mais uma jóia na coroa. de novo ele consegue te levar com o coração na mão página por página, de novo você se vê poupando o livro para que ele não acabe, de novo você não consegue achar um parágrafo chato no livro inteiro. e para mim foi uma daquelas sincronicidades (que ele adora, aliás) do livro tratar de um humorista dos anos 20-30, um praticante da arte silenciosa do cinema mudo. que vem a ser o tema de meu projeto com wilbur. ainda que muito aconteça nos livros dele, não se pode revelar muito. posso dizer que não se anda em linha reta por ali. e que vale muito a pena. tente.
quinta-feira, setembro 16, 2004
aprendendo a viver ( e quase sem dinheiro) e aprendendo a desenhar. engraçado que comecei a frase achando que ia ser uma lista comprida mas é isso mesmo. no fim, é o que conta pra mim: viver decentemente e fazer o trabalho que quero fazer.
aprender a desenhar é duro. não tem muita escola. se trata de conseguir produzir no nível que você ambiciona. minha solução temporária para o improvisation é fazer no ritmo que dá. antes tinha essa locura de colocar algo ali todo dia, mas aí atropelava o processo. agora só vou colocar quando prestar. tipo essa história nova fiquei muito feliz com o primeiro quadrinho. tá tudo lá: o ambiente, a postura, os objetos. o segundo já ficou uma droga. o terceiro, idem. aí me ponho louco redesenhando, sofrendo, etc. na verdade, eu sei que se perdoa desenhos ruins ou medíocres se a história é boa, mas fazer o quê se sonho com o desenho perfeito?
a cor também foi temporariamente banida. estou colorindo no jornal, sem computador em casa e não estava ficando do agrado. melhor assim. vou fazer com que eles se defendam em pb. que a cor seja um luxo, mas não uma muleta.
aprender a viver também não é fácil. como é o negócio do zen? the right understanding, the right action, the right thinking..são oito pontos. significando que você tenta fazer tudo direito, do momento que acorda ao que dorme.
é uma batalha.
aprender a desenhar é duro. não tem muita escola. se trata de conseguir produzir no nível que você ambiciona. minha solução temporária para o improvisation é fazer no ritmo que dá. antes tinha essa locura de colocar algo ali todo dia, mas aí atropelava o processo. agora só vou colocar quando prestar. tipo essa história nova fiquei muito feliz com o primeiro quadrinho. tá tudo lá: o ambiente, a postura, os objetos. o segundo já ficou uma droga. o terceiro, idem. aí me ponho louco redesenhando, sofrendo, etc. na verdade, eu sei que se perdoa desenhos ruins ou medíocres se a história é boa, mas fazer o quê se sonho com o desenho perfeito?
a cor também foi temporariamente banida. estou colorindo no jornal, sem computador em casa e não estava ficando do agrado. melhor assim. vou fazer com que eles se defendam em pb. que a cor seja um luxo, mas não uma muleta.
aprender a viver também não é fácil. como é o negócio do zen? the right understanding, the right action, the right thinking..são oito pontos. significando que você tenta fazer tudo direito, do momento que acorda ao que dorme.
é uma batalha.
segunda-feira, setembro 13, 2004
bastante em dúvida com o improvisation. por supuesto que para os leitores deve ser divertido ter algo ali (quase) todo dia, mas me pergunto se não está me acostumando mal. nesse findi fiz estudos para meu trabalho com wilbur e olhei para o formato de uma página tradicional de novo com horror. de repente aquele espaço me pareceu gigantesco, inconquistável. e a persistência de se manter em uma história, de desenvolver personagens... sem falar que coisas como essa gag do homem elástico hoje acabam sendo realizadas meio toscamente. são materias que podiam render mais com mais tempo, mais amor ao trabalho. preciso adquirir fôlego de novo, me parece. e o tempo gasto com o improvisation é o tempo que tenho.
jimmy corrigan tem um impacto em vários níveis. nesse findi dei meu primeiro passeio por essa terra desolada. como história é uma das coisas mais tristes que já li, mesmo. é só desespero, desespero e mais desespero. dio. às vezes eu largava e ficava dizendo meu deus, meu deus...
mas como quadrinhos... para um quadrinista é um impacto difícil de imaginar vindo de outro meio. é como se enfim alguém usasse os quadrinhos em toda sua potencialidade. não acho que alguém tenha ido tão longe. é um recomeço. não é exatamente uma reinvenção, mas um uso extensivo de possibilidades. é maravilhosamente 2D, gráfico, visual, vertical, horizontal... acho que todo quadrinista precisa se ver com ele. e eu achava que big numbers era o passo mais longo dos quadrinhos. mas big numbers ainda é uma tv onde passa um filme, uma sequência de telas. jimmy corrigan é outra coisa. algo que só podia contecer ali, daquela forma. estou impactado.
mas como quadrinhos... para um quadrinista é um impacto difícil de imaginar vindo de outro meio. é como se enfim alguém usasse os quadrinhos em toda sua potencialidade. não acho que alguém tenha ido tão longe. é um recomeço. não é exatamente uma reinvenção, mas um uso extensivo de possibilidades. é maravilhosamente 2D, gráfico, visual, vertical, horizontal... acho que todo quadrinista precisa se ver com ele. e eu achava que big numbers era o passo mais longo dos quadrinhos. mas big numbers ainda é uma tv onde passa um filme, uma sequência de telas. jimmy corrigan é outra coisa. algo que só podia contecer ali, daquela forma. estou impactado.
sexta-feira, setembro 10, 2004
precisando de um empurrão com sua auto-estima? vá no almanaque dos escritores e se sinta especial ao saber quem nasceu no mesmo dia que você. ou talvez isso deprima, por saber que esses fulanos fizeram isso e você não. vai saber.
(compartilhando meu aniversário temos jonny cash, levi strauss, vitor hugo, john steinbeck, montaigne, john tenniel (o ilustrador de alice), tom wolfe, graham bell e alguns menos ilustres. estou tentando entender o link entre todos esses. mas me sinto tão mais importante de repente).
(compartilhando meu aniversário temos jonny cash, levi strauss, vitor hugo, john steinbeck, montaigne, john tenniel (o ilustrador de alice), tom wolfe, graham bell e alguns menos ilustres. estou tentando entender o link entre todos esses. mas me sinto tão mais importante de repente).
como sempre, a santa internet tem, senão respostas, pelo menos mais perguntas.
assim, roger ebert pensa que So I Married an Axe Murderer" is a mediocre movie with a good one trapped inside. já um site como esse pensa que o filme é a melhor invenção desde o pão de forma e oferece um fanlist para você se filiar e praticar sua devoção. talvez num meio termo mais simpático, essa página oferece sons. você pode ouvir mike myers recitar seus poemas beatniks nonsense sobre um fundo jazzístico. que tal?
assim, roger ebert pensa que So I Married an Axe Murderer" is a mediocre movie with a good one trapped inside. já um site como esse pensa que o filme é a melhor invenção desde o pão de forma e oferece um fanlist para você se filiar e praticar sua devoção. talvez num meio termo mais simpático, essa página oferece sons. você pode ouvir mike myers recitar seus poemas beatniks nonsense sobre um fundo jazzístico. que tal?
tem coisas que só a globo faz por você. não, me entendam. quero dizer que tem filmes tão obscuros (sem ser nobres) que só passariam na tv. você não ia achar em DVD (no Brasil, claro. Nos Estados Unidos tem louco pra tudo). você não ia ver no cinema, não ia passar numa mostra de fime de arte...enfim...não cabia em nenhuma categoria.
como exemplo, a pérola que vi ontem de madrugada: So I married an Axe Murderer. mike myers é um poeta performático que mora em são francisco e tem problemas com as mulheres. até casar com uma que ele acha que é uma assassina serial de maridos. eu sei, eu sei. não estou dizendo que merecia um oscar. mas era um filminho obscuro muito divertido. referências aos beatniks, jazz e poemas, uma montagem bem intencionada... fun. Nota 7. apesar da indignidade inominável que é ver um filme dublado, me diverti muito.
como exemplo, a pérola que vi ontem de madrugada: So I married an Axe Murderer. mike myers é um poeta performático que mora em são francisco e tem problemas com as mulheres. até casar com uma que ele acha que é uma assassina serial de maridos. eu sei, eu sei. não estou dizendo que merecia um oscar. mas era um filminho obscuro muito divertido. referências aos beatniks, jazz e poemas, uma montagem bem intencionada... fun. Nota 7. apesar da indignidade inominável que é ver um filme dublado, me diverti muito.
dia bom para escrever cartas. e porque não fazer tudo aqui?
Fê e Jorge. Espero que sem danos do palhaço. Nada se perdeu, tudo no lugar, o ap não pegou fogo? Leio por mensagens que ele já está em madrid e respiro aliviado. Nunca mais, como dizia o corvo.
Wilbur: por falar em palhaço, uh. Não desisti dos nossos. Mas uma coisa tem se somado à outra ( a desculpa do preguiçoso, eu sei). A verdade é que são vários projetos acumulados que não estão fluindo bem no dia a dia. Estou sonhando com tirar umas férias para trabalhar. Veremos.
Law: O mesmo vale para os vampiros. Vampiros e palhaços, que coisa. Mas não tenho conseguido mesmo encaixar coisas de mais fôlego no dia a dia. Aí que o improvisation tem funcionado tão bem. Mas ainda queria ver aquele sangue correr.
Relendo isso, me dei conta de quantas promessas. Hmmm. Continuo depois.
Fê e Jorge. Espero que sem danos do palhaço. Nada se perdeu, tudo no lugar, o ap não pegou fogo? Leio por mensagens que ele já está em madrid e respiro aliviado. Nunca mais, como dizia o corvo.
Wilbur: por falar em palhaço, uh. Não desisti dos nossos. Mas uma coisa tem se somado à outra ( a desculpa do preguiçoso, eu sei). A verdade é que são vários projetos acumulados que não estão fluindo bem no dia a dia. Estou sonhando com tirar umas férias para trabalhar. Veremos.
Law: O mesmo vale para os vampiros. Vampiros e palhaços, que coisa. Mas não tenho conseguido mesmo encaixar coisas de mais fôlego no dia a dia. Aí que o improvisation tem funcionado tão bem. Mas ainda queria ver aquele sangue correr.
Relendo isso, me dei conta de quantas promessas. Hmmm. Continuo depois.
quinta-feira, setembro 09, 2004
belle du jour consegue um feito que os guris dos livros do mal (tão obsecados com escatologia) deviam estudar: conseguir lidar com cruezas muito explícitas do sexo com absoluta elegância. ela está falando de (e lidando com) fluidos corporais quando tem uma visão muito sutil do passado. eu tenho grande admiração por essa mulher.
by the way. por ter lido alguma literatura pornô em inglês, eu sei o que pre-come quer dizer, mas como se colocaria em português? eu tenho minhas dúvidas se a expressão existe. algum voluntário?
by the way. por ter lido alguma literatura pornô em inglês, eu sei o que pre-come quer dizer, mas como se colocaria em português? eu tenho minhas dúvidas se a expressão existe. algum voluntário?
quarta-feira, setembro 08, 2004
voltei a cozinhar com law, devagar e à distância, nossa história de vampiros. aquela que pus as capinhas no improvisation. são muitos projetos, mas bem que esse podia sair. por cota disso, reli uns textos que tínhamos produzido. gostei em particular de uns trechos que tinha escrito, interpretando o roteiro d law e dando voz aos personagens. esse trecho é da vampira do grupo. (está em inglês porque nossa pretensão, como sempre...o mundo...blah blah...)
She writes a letter. Always easier this way.
Some boys never could get over her. She knew she was a young man´s dream, so pale and misterious. But she couldn´t bring herself to feast in this eager admirers, so she wrote long romantic letters misleading them, rejecting them so softly that they just loved her more. Funny how that never changed over time. There would always exist the young romantic type, even in these cynical times.
She had had chances to see some of them in their old age. To appear to them, in the same mature glory, as the same woman they loved, it was something she could never decide cruel or merciful. Some of these she took. With affection. A late kiss by the love of their youth and a merciful end. To die as they had promised in the past ? giving their blood for her.
She also found that very sexy and indulged herself in some young body in the same night. For lust. I´m the one who gives and takes.
She writes a letter. Always easier this way.
Some boys never could get over her. She knew she was a young man´s dream, so pale and misterious. But she couldn´t bring herself to feast in this eager admirers, so she wrote long romantic letters misleading them, rejecting them so softly that they just loved her more. Funny how that never changed over time. There would always exist the young romantic type, even in these cynical times.
She had had chances to see some of them in their old age. To appear to them, in the same mature glory, as the same woman they loved, it was something she could never decide cruel or merciful. Some of these she took. With affection. A late kiss by the love of their youth and a merciful end. To die as they had promised in the past ? giving their blood for her.
She also found that very sexy and indulged herself in some young body in the same night. For lust. I´m the one who gives and takes.
segunda-feira, setembro 06, 2004
presentes, presentes.
- meu primo trouxe (a pedidos) nanquim chinês que só encontro em POA.
- James trouxe (a pedido) o último paul Auster: The Books of Illusions.
- E por uma dessas coincidências, me chegou na sexta um presente de Consu: Jimmy Corrigan, The Smartest Kid on Earth. Esse rendia laudas e laudas. Isso que nem comecei a ler. Aliás, o ritual foi: passei um dia olhando para o envelope fechado. Sabendo o que tinha dentro e apreciando a antecipação. Pleasure-delayer. depois de aberto, um dia só olhando a capa e contracapa, com ocasional página aberta ao acaso e ohhh ahhhh uhhhh. hoje li a introdução e quase morri. dio. cris ware é um monstro. nunca vi uma escrita tão perversa, um design tão absurdo reunidos assim.
Consu, não tenho palavras. really. Não me lembro de ter ganho algo que apreciasse tanto. talvez quando criança, algum robô que piscava luzinhas, mas depois de adulto...
- meu primo trouxe (a pedidos) nanquim chinês que só encontro em POA.
- James trouxe (a pedido) o último paul Auster: The Books of Illusions.
- E por uma dessas coincidências, me chegou na sexta um presente de Consu: Jimmy Corrigan, The Smartest Kid on Earth. Esse rendia laudas e laudas. Isso que nem comecei a ler. Aliás, o ritual foi: passei um dia olhando para o envelope fechado. Sabendo o que tinha dentro e apreciando a antecipação. Pleasure-delayer. depois de aberto, um dia só olhando a capa e contracapa, com ocasional página aberta ao acaso e ohhh ahhhh uhhhh. hoje li a introdução e quase morri. dio. cris ware é um monstro. nunca vi uma escrita tão perversa, um design tão absurdo reunidos assim.
Consu, não tenho palavras. really. Não me lembro de ter ganho algo que apreciasse tanto. talvez quando criança, algum robô que piscava luzinhas, mas depois de adulto...
vivo!
a seguir, impressões desconexas (dêem um desconto) do fim de semana:
- a grande vítima foi minha saúde, claro. um fio de voz e um estado letárgico corporal que não sei se é gripe, ressaca ou sabe-se lá o quê.
- ninguém se matou. algumas mulheres ficaram tentadas a estrangular james, mas os ânimos foram contidos.
- consumo de substâncias: sexta fomos até as 4 da manhã e sábado do meio dia à meia noite. não tenho como contabilizar o número de latas e garrafas, mas façam suas contas.
- james agora trabalha para o governo americano, departamento de explosivos. essa me gerou um surto de riso considerável, francamente. considerando que a carreira prévia dele consistia de trabalhar na blockbuster. mas depois, devidamente explicado e comprovado (até por ali, mas enfim) aparentemente ele checa por explosivos no aeroporto, depois de um curso rápido. hummm.
- mais anedotas inexplicáveis de james: ele trouxe uma mala cheia de pão, cerveja e queijo. vai entender. o que ele pensava? que não ia encontrar isso no brasil? mas para não ser injusto, as cervejas eram boas. todas de 1 litro, tomamos dominicana, holandesa e alemã.
- domingo foi tranquilo e como james conhece vítor (ramil), tomamos uns mates com ele. pra mim, grande fã, um momento bem bacana. ouvimos o disco novo em primeira mão e tivemos umas duas horas de conversa muito civilizada.
- a alegria de quando os amigos chegam e a alegria de quando eles partem. amigos trazem afeto, novidades, movimento, presentes e alegria para sua vida. mas quando você se dá conta de que a casa é sua de novo... êxtase.
Continuo depois.
a seguir, impressões desconexas (dêem um desconto) do fim de semana:
- a grande vítima foi minha saúde, claro. um fio de voz e um estado letárgico corporal que não sei se é gripe, ressaca ou sabe-se lá o quê.
- ninguém se matou. algumas mulheres ficaram tentadas a estrangular james, mas os ânimos foram contidos.
- consumo de substâncias: sexta fomos até as 4 da manhã e sábado do meio dia à meia noite. não tenho como contabilizar o número de latas e garrafas, mas façam suas contas.
- james agora trabalha para o governo americano, departamento de explosivos. essa me gerou um surto de riso considerável, francamente. considerando que a carreira prévia dele consistia de trabalhar na blockbuster. mas depois, devidamente explicado e comprovado (até por ali, mas enfim) aparentemente ele checa por explosivos no aeroporto, depois de um curso rápido. hummm.
- mais anedotas inexplicáveis de james: ele trouxe uma mala cheia de pão, cerveja e queijo. vai entender. o que ele pensava? que não ia encontrar isso no brasil? mas para não ser injusto, as cervejas eram boas. todas de 1 litro, tomamos dominicana, holandesa e alemã.
- domingo foi tranquilo e como james conhece vítor (ramil), tomamos uns mates com ele. pra mim, grande fã, um momento bem bacana. ouvimos o disco novo em primeira mão e tivemos umas duas horas de conversa muito civilizada.
- a alegria de quando os amigos chegam e a alegria de quando eles partem. amigos trazem afeto, novidades, movimento, presentes e alegria para sua vida. mas quando você se dá conta de que a casa é sua de novo... êxtase.
Continuo depois.
sexta-feira, setembro 03, 2004
Há essa frase que diz que a vida pode ser uma aventura ou um desastre, então melhor fazê-la uma aventura.
Me preparando para um fim de semana que pode ser os dois. No espaço normalmente ocupado por mim e Klimt, com a visita feminina ocasional, vamos ter um cast mínimo de 6 pessoas, com possíveis coadjuvantes. O consumo de substâncias promete ser intenso, o barulho também e toda a inquietude que esses fatores trazem.
O cast básico inclui:
eu mesmo;
a visita feminina ocasional, cada vez menos ocasional e que pretende se instalar lá para controlar o movimento ou meu comportamento;
meu primo e namorada, ele um tipo tranquilo porém descalibrado em consumo, ela uma moça quieta e linda;
meu amigo há 20 anos, james, que foi uma sombra enorme em minha vida, um modelo de adolescência, uma influência cultural, consumidor intenso de substâncias, troublemaker e galã incansável;
a namorada dele, uma incógnita.
Entre os possíveis coadjuvantes:
Meus outros primos, criaturas adoráveis, mas profundamente deslocados no contexto;
o irmão de james, criatura que eu não queria nem que soubesse onde moro, com todos os defeitos dele e nenhuma das qualidades;
amiga da visita feminina, um turbilhão em forma humana.
O que vocês imaginam como o filme resultante disso?
(a) Porky´s
(b) Festa de Família
(c) Trainspotting?
(d) Todas as alternativas acima
(e) Outros.
Me preparando para um fim de semana que pode ser os dois. No espaço normalmente ocupado por mim e Klimt, com a visita feminina ocasional, vamos ter um cast mínimo de 6 pessoas, com possíveis coadjuvantes. O consumo de substâncias promete ser intenso, o barulho também e toda a inquietude que esses fatores trazem.
O cast básico inclui:
eu mesmo;
a visita feminina ocasional, cada vez menos ocasional e que pretende se instalar lá para controlar o movimento ou meu comportamento;
meu primo e namorada, ele um tipo tranquilo porém descalibrado em consumo, ela uma moça quieta e linda;
meu amigo há 20 anos, james, que foi uma sombra enorme em minha vida, um modelo de adolescência, uma influência cultural, consumidor intenso de substâncias, troublemaker e galã incansável;
a namorada dele, uma incógnita.
Entre os possíveis coadjuvantes:
Meus outros primos, criaturas adoráveis, mas profundamente deslocados no contexto;
o irmão de james, criatura que eu não queria nem que soubesse onde moro, com todos os defeitos dele e nenhuma das qualidades;
amiga da visita feminina, um turbilhão em forma humana.
O que vocês imaginam como o filme resultante disso?
(a) Porky´s
(b) Festa de Família
(c) Trainspotting?
(d) Todas as alternativas acima
(e) Outros.
quinta-feira, setembro 02, 2004
Belezas do vinil: ontem em um sebo trash (na aparência) comprei: elizete cardoso & zimbo trio, elizete cardoso & jacob do bandolim, maysa ao vivo e uma caixa com cinco vinis de frank sinatra, cobrindo toda a carreira dele. total da compra: 25 reais. :)
Não é para o ser humano sair sorrindo como um maníaco? Hoje comecei devagarinho o trabgalho de restauração, lavar os vinis, limpar as capas, ouvir uma faixa aqui, outra ali...degustação. Maysa ao vivo cantando todos falam que bebo demais....
Tudo de bom.
Não é para o ser humano sair sorrindo como um maníaco? Hoje comecei devagarinho o trabgalho de restauração, lavar os vinis, limpar as capas, ouvir uma faixa aqui, outra ali...degustação. Maysa ao vivo cantando todos falam que bebo demais....
Tudo de bom.
quarta-feira, setembro 01, 2004
não vai consolar fê e jorge da fria que meti eles sem pretender, mas a vingança do universo sará maligna: vou receber em casa (no meu caso de livre e espontânea vontade, é verdade) meu lendário amigo james, que deve chegar dos estados unidos num clima ALLPARTYALLNIGHTLONG. a casa deve virar um louqueiro, quase certamente. consumo de substâncias absurdo, gente entrando e saindo... o horror, o horror. mas aí são amigos de 20 anos. se abrem exceções. o demônio vai reinar. rock´n roll, baby. ( e eu, que acabei de comprar mais uma caixa de vinis de sinatra...)
pausa no improvisation. ontem tivemos reunião a fim de viabilizar uma coisa bem bacana: um projeto de uma estilista para usar os desenhos para sua coleção de verão. já estava em pauta há algum tempo, mas agora parece que vai. e o verão vai ser da deusa. se não demorar muito, os amigos, além de receberem uma revistinha podem ganhar uma camiseta beeem bacana. não é aquela coisa serigrafada semvergonha, mas uma coisa bastante bem. aguardem.
e depois teve show do rappa. e o demônio chamando, por todos os lados. nada de novo.
e depois teve show do rappa. e o demônio chamando, por todos os lados. nada de novo.
terça-feira, agosto 31, 2004
sexta-feira, agosto 27, 2004
quinta-feira, agosto 26, 2004
quarta-feira, agosto 25, 2004
ok, não é o link mais profundo do mundo. mas é mágica aplicada. é um vídeo rapidinho que explica uma coisa que sempre quis saber. aqui.
terça-feira, agosto 24, 2004
hoje a fina caterina (lembra dela, fê? eu andei distante, mas voltei a lê-la) comenta um artigo de oliver sacks na new yorker, sobre como outras criaturas podiam sentir o tempo diferente de nós e como seria a percepção delas do mundo. não achei o artigo no site, mas o trecho que ela cita é fabuloso.
num mundo ideal, eu teria assinaturas da new yorker, the economist, wired, rolling stone, time e da folha de são paulo. todo dia uma dessas ia estar entrando sob minha porta enquanto o café cheirava na cozinha.
:) tive que sorrir com meu delírio.
num mundo ideal, eu teria assinaturas da new yorker, the economist, wired, rolling stone, time e da folha de são paulo. todo dia uma dessas ia estar entrando sob minha porta enquanto o café cheirava na cozinha.
:) tive que sorrir com meu delírio.
aqueles dias raros, em que o sol brilha na intensidade certa sobre seu casaco e você sente que pertence no mundo. que merece cada metro que pisa. atravessei a praça sob o sol, entrei no café e fumei um cigarro. ia pro trabalho, mas podia estar indo para qualquer lugar. estrangeiro e local. feliz. (essa palavra chocante).
segunda-feira, agosto 23, 2004
anotações de final de semana:
- movimento, muito movimento.
- entre dois dias de movimento, um jantar muito tranquilo com amigos. sempre uma alegria. para mim ainda é a definição de civilização você sentar com outros adultos, comer e beber bem e conversar.
- davi, um amigo que não frequenta o blog, me deu um retorno muito interessante. vocês lembram daquela velha sórdida que cuida do café? e que beija aquele velho decrépito? eu estava com aquela página pendurada em casa. davi olhou longamente e falou: - meu, eu conhecia uma velha que cuidava de um bar igual a essa. o mesmo turbante, tudo. e ela fumava feito louca e no final da noite agarrava os velhos!
sensacional. que posso dizer? as coisas são filtradas, vem do mundo e eu imagino que elas estejam lá, mas saber que estão de fato é bem bacana.
frase de uma filósofa urbana que conheci no meio do movimento frenético desses dias, lá pelas tantas da madrugada:
a fila tem que andar.
- movimento, muito movimento.
- entre dois dias de movimento, um jantar muito tranquilo com amigos. sempre uma alegria. para mim ainda é a definição de civilização você sentar com outros adultos, comer e beber bem e conversar.
- davi, um amigo que não frequenta o blog, me deu um retorno muito interessante. vocês lembram daquela velha sórdida que cuida do café? e que beija aquele velho decrépito? eu estava com aquela página pendurada em casa. davi olhou longamente e falou: - meu, eu conhecia uma velha que cuidava de um bar igual a essa. o mesmo turbante, tudo. e ela fumava feito louca e no final da noite agarrava os velhos!
sensacional. que posso dizer? as coisas são filtradas, vem do mundo e eu imagino que elas estejam lá, mas saber que estão de fato é bem bacana.
frase de uma filósofa urbana que conheci no meio do movimento frenético desses dias, lá pelas tantas da madrugada:
a fila tem que andar.
sexta-feira, agosto 20, 2004
aliás, o nível das produções francesas. mirem o que é esse site dedicado a um álbum. o álbum parece uma maravilha, mas o site em si já é uma alegria visual maravilhosa. kochka.
Esses europeus são malucos. Vendo o site de um álbum novo francês ( o álbum médio, o site muito bom), vejo os "storyboards" dele. Perfeitos. Ou melhor dizendo: belos porque imperfeitos. E está tudo ali: o desenho, o enquadramento, o clima. As páginas finais não me parecem melhores, a cor meio cheia de degradês... e a loucura de fazer tudo duas vezes.
O site principal é aqui, aqui você vê uma página de storyboard e aqui uma final.
O site principal é aqui, aqui você vê uma página de storyboard e aqui uma final.
eu tinha uma história muito boa do josué para contar. mas vou ficar devendo. fiz o lápis ontem e gostei muito. aí achei que precisava pegar uns ares da rua. aí, bom, me perdi. fica pra segunda. como diz augusto, the piano has been drinking.
quinta-feira, agosto 19, 2004

Armadilhas da percepção. Estava me esmerando para fazer uma reconstituição histórica para o jornal do encontro Jânio/Che. Só que Che na época (e na foto) está de cabelo curtinho. Vem um colega de redação por cima do meu ombro e lasca: "Ah, o Fidel." Pronto. Tive que fazer um makeover e colocar a fatídica boina/cabelão.
Citando Deleuse de ouvido, A. me corrija se ler isso, um platô está sempre no meio, nem começo nem fim. É um zona de intensidade. O livro se chama Mil Platôs e a imagem por fim fez sentido para mim. A sensação de que cheguei a um platô pessoal, de superação de angústias afetivas e de uma nova tranquilidade. Quase fiz como uma tira para o improvisation, onde o peregrino chegava no topo da montanha, mas aí entendi que teriam que ser montanhas dentro de montanhas dentro de montanhas... e deixei pra lá.
É um platô, não é um pico.
Posso chegar a outros. Mas esse está bom por ora.
Vamos respirar um pouco.
É um platô, não é um pico.
Posso chegar a outros. Mas esse está bom por ora.
Vamos respirar um pouco.
quarta-feira, agosto 18, 2004
acabou chorare, como diziam os novos baianos. nem eu me aguento resmungando por aqui. entre hoje e ontem, duas boas novas em quadrinhos: saiu mais um número da Mosh, revista de rock e quadrinhos com uma história desse que vos fala e saiu a trip comentando minha história do cortázar. bacana. coisas do mundo.
a trip vocês vão ter que comprar, mas a mosh eu recebi um número razoável de exemplares. suficiente para mandar para a meia dúzia de amigos que colocarem seus endereços aqui nos comments. então...
a trip vocês vão ter que comprar, mas a mosh eu recebi um número razoável de exemplares. suficiente para mandar para a meia dúzia de amigos que colocarem seus endereços aqui nos comments. então...
terça-feira, agosto 17, 2004
Hoje de manhã Lobão propunha múltipla escolha:
às vezes é melhor perder o controle e desabar (e quebrar todas as promessas), às vezes é melhor não insistir e deixar rolar (e tratar as sombras com ternura, o medo com ternura), às vezes é melhor virar a página e recomeçar tudo de novo.
As três opções me parecem possíveis e me ocorrem com diferença de minutos.
A isso se chama estar vivo?
às vezes é melhor perder o controle e desabar (e quebrar todas as promessas), às vezes é melhor não insistir e deixar rolar (e tratar as sombras com ternura, o medo com ternura), às vezes é melhor virar a página e recomeçar tudo de novo.
As três opções me parecem possíveis e me ocorrem com diferença de minutos.
A isso se chama estar vivo?
sexta-feira, agosto 13, 2004
Então. Estou sempre dizendo que as mulheres estão aí para nos educar e fazer melhores. Ontem duas delas, uma de perto e outra de longe fizeram sua alquimia de novo, me tomando pela mão e dizendo: não há chão. não há amanhã. não há nada certo. não aumente. não superestime. não espere. viva. só viva. seja honesto. não tenha medo de ter medo. não se agarre às paredes. não há paredes. não ande pelo mundo com óculos 3D procurando um amor que você inventou. mereça a cada momento o que você tem.
vou tentar.
gracias a A. e F.
vou tentar.
gracias a A. e F.
quinta-feira, agosto 12, 2004
terça-feira, agosto 10, 2004
Gabi não vai se importar (I hope) que meus 6 leitores vejam antes da estréia mundial o clip da Supermuffin que fiz sob encomenda para ela. A premiere vai ser no UnsRock de sexta. Mas como ela só deve usar uma imagem, os leitores do Improvisation podem ver a história completa.
segunda-feira, agosto 09, 2004
Hoje, passando pelo café Aquário, sorvedouro de almas e viveiro de formas de vida agonizantes, me perguntei se invejava aquelas criaturas que desistiram do amor e o trocaram por uma desesperança cordial, um cinismo tão afável.
Não sei a resposta, de verdade. Por um lado, é duro invejar a morte. Por outro, não sei se queria estar passando pelo redemoinho, por esse triturador da alma quando tiver 50, 60.
Não sei a resposta, de verdade. Por um lado, é duro invejar a morte. Por outro, não sei se queria estar passando pelo redemoinho, por esse triturador da alma quando tiver 50, 60.
Pois eu estava relendo O Livro de Manuel ao mesmo tempo que Fê, mas ela anda na página 226 e eu o reencontrei ilegível, viu Fê. Vai saber. O conceito de ilegível muda muito. Graças a A., estou lendo Deleuse, que me parecia sânscrito, nas primeiras linhas. Leminski falava que é um processo de aproximação, que as obras de arte "difíceis" vão se deixando ler aos poucos, por camadas ou aproximações. Talvez seja só uma impaciência com o aspecto político do Libro de Manuel. Rayuela eu posso reler sempre, embora eu ponha aí uns 6, 7 anos entre cada releitura. Afinal, Rayuela pode ser muitas mas também é uma só.
Esses livrismos (gostaram dessa?) entram como glacê disfarçando um bolo azedo, porque é o que acontece. Até Frank Sinatra foi chamado para dar conselhos, mas você sabe o que esperar de Frank. Tem uma verdade ali, mas tem uma caricatura também.
Toda vida é um processo de demolição, diz Deleuze citando Fitzgerald.
Esses livrismos (gostaram dessa?) entram como glacê disfarçando um bolo azedo, porque é o que acontece. Até Frank Sinatra foi chamado para dar conselhos, mas você sabe o que esperar de Frank. Tem uma verdade ali, mas tem uma caricatura também.
Toda vida é um processo de demolição, diz Deleuze citando Fitzgerald.
sexta-feira, agosto 06, 2004
quinta-feira, agosto 05, 2004
quarta-feira, agosto 04, 2004
terça-feira, agosto 03, 2004
Lendo Lacan no trabalho, se tal coisa é possível.
"the real, the symbolic and the imaginary are the whole of what is, and figuring their connections is a cosmological exercise"
A Deusa Internet me diz que Lacan diz que o Real é inatingível, inefável, impossível de ser percebido ou alcançado. E que qualquer tentativa de percebê-lo falha em si por ter de passar pelo aparato simbólico que usamos para interpretar o mundo. Isso veio de um acaso do surf, mas se soma aos debates abaixo. Ainda que eu me sinta um macaco em uma máquina de escrever. E A. já tinha me falado isso. Não que eu sou um macaco, mas sobre o real.
Uma coisa a qual eu me vejo voltando é esse Pop Magic, do Grant Morrisson. Tem algo que me interessa muito ali. Essa visão da magia não como um mumbojumbo espiritual, mas como uma percepção, compreensão e sabe-se lá, uma ação, sobre as forças que agem sobre nós. Forças também sem buhhh mágico. Pulsões, simples fatos, química... tudo isso com humor, sem cerimônia, sem pretender ser algo que não humano.
Num momento de ócio criativo comecei a traduzir o texto. O original é longo e está aqui , para quem se interessar.
Aqui sou eu que diz, não ele - você faz magia quando manda uma mensagem pelo celular e causa uma pequena mudança no mundo da pessoa que recebe. Quando você apresenta amigos. Quando você escolhe uma roupa para sair. É uma questão de sinais recebidos e sinais enviados. Modificações na realidade.
Mas enfim, aqui está o primeiro parágrafo do Pop Magic:
Pensando sobre Magia
Tudo que você precisa para começar a praticar magia é concentração, imaginação e a habilidade de rir de si mesmo e aprender dos seus erros. Algumas pessoas gostam de se vestir como egípcios ou monges para entrar no clima, outros usam máscaras de animais ou roupas de Barbarella. Mas o uso de parafernália ritual funciona só como uma ajuda à imaginação.
Qualquer coisa que você puder imaginar, qualquer coisa que você puder simbolizar, pode se transformar em realidade e produzir mudanças mágicas no seu ambiente.
Num momento de ócio criativo comecei a traduzir o texto. O original é longo e está aqui , para quem se interessar.
Aqui sou eu que diz, não ele - você faz magia quando manda uma mensagem pelo celular e causa uma pequena mudança no mundo da pessoa que recebe. Quando você apresenta amigos. Quando você escolhe uma roupa para sair. É uma questão de sinais recebidos e sinais enviados. Modificações na realidade.
Mas enfim, aqui está o primeiro parágrafo do Pop Magic:
Pensando sobre Magia
Tudo que você precisa para começar a praticar magia é concentração, imaginação e a habilidade de rir de si mesmo e aprender dos seus erros. Algumas pessoas gostam de se vestir como egípcios ou monges para entrar no clima, outros usam máscaras de animais ou roupas de Barbarella. Mas o uso de parafernália ritual funciona só como uma ajuda à imaginação.
Qualquer coisa que você puder imaginar, qualquer coisa que você puder simbolizar, pode se transformar em realidade e produzir mudanças mágicas no seu ambiente.
A pergunta do post abaixo vai além das circunstâncias. Que não são poucas. Tem a ver também com qual set de ferramentas você usa para interpretar o mundo. Felizmente esse set vai mudando, se você permite que ele mude.
Você começa tropeçando pelo mundo, ganha experiência pessoal (e a usa como ferramenta de interpretação), adquire algumas certezas da psicanálise (causa-efeito) e depois começa a achar que ela não dá conta. Alguns nessa hora enveredam (eu ia dizer apelam, mas) pelo misticismo, pelas Grandes Causas que não podemos entender. Já uma amiga minha acha que devemos entender os arquétipos. Do Tarô, dos mistos gregos, da tragédia.
Eu acho que não somos preparados para lidar com o mundo. Acho que as escolas deviam ensinar filosofia, ética, física quântica, psicanálise de todos os matizes...
Eu estou surfando em informação, procurando maneiras de entender, o amor, principalmente. (mas o amor, essa palavra...dizia Cortazar).
Esse é um post incompleto, claro. Como caberia tudo aqui? Vou somando aos poucos.
Você começa tropeçando pelo mundo, ganha experiência pessoal (e a usa como ferramenta de interpretação), adquire algumas certezas da psicanálise (causa-efeito) e depois começa a achar que ela não dá conta. Alguns nessa hora enveredam (eu ia dizer apelam, mas) pelo misticismo, pelas Grandes Causas que não podemos entender. Já uma amiga minha acha que devemos entender os arquétipos. Do Tarô, dos mistos gregos, da tragédia.
Eu acho que não somos preparados para lidar com o mundo. Acho que as escolas deviam ensinar filosofia, ética, física quântica, psicanálise de todos os matizes...
Eu estou surfando em informação, procurando maneiras de entender, o amor, principalmente. (mas o amor, essa palavra...dizia Cortazar).
Esse é um post incompleto, claro. Como caberia tudo aqui? Vou somando aos poucos.
segunda-feira, agosto 02, 2004
Para os fiéis e infiéis, tem mais uma história da Deusa no Improv.
Por um lado, a questão talvez não seja de acreditar ou não nela, mas de ela acreditar em nós. Por outro, tenho um desenho enorme dela na frente da mesa de desenho e estou pensando em tirar. Acho que ela está me mandando mensagens e que fico só filtrando as histórias dela.
Pelo menos essa história não mostra ninguém se fodendo, como diz tão gentilmente Wilbur. Essa é a Deusa orquestrando, coreografando os acontecimentos. Fazendo acontecer.
Talvez pra ver alguém se foder depois, mas aí já é outra história. :)
Por um lado, a questão talvez não seja de acreditar ou não nela, mas de ela acreditar em nós. Por outro, tenho um desenho enorme dela na frente da mesa de desenho e estou pensando em tirar. Acho que ela está me mandando mensagens e que fico só filtrando as histórias dela.
Pelo menos essa história não mostra ninguém se fodendo, como diz tão gentilmente Wilbur. Essa é a Deusa orquestrando, coreografando os acontecimentos. Fazendo acontecer.
Talvez pra ver alguém se foder depois, mas aí já é outra história. :)
sexta-feira, julho 30, 2004
Mudei de idéia e pus no ar uma coisa esquisitíssima no Improvisation, uma fotonovela psicodélica desenterrada do passado. Enjoy.
Propaganda da propaganda.
Estamos em fase de expansão, amigos. Não quer dizer derrubar paredes e aumentar o estúdio (quem dera), mas simplesmente colocar o trabalho na rua, seja ela virtual ou real. É necessário e preciso me dedicar mais a isso, inclusive. Como disse alguém, é fácil criar um site. Também é fácil abrir um posto no meio do deserto. Não quer dizer que alguém vá passar por lá.
Então, vocês podem ver o Improvisation destacado no site Quadrinho.com . E se os deuses não forem contra, uma coluna da Trip de agosto vai falar desse seu amigo, mais especificamente da história do Cortazar. Quem sabe dá um gás para eu retornar ao projeto dos escritores. Ou até achar um lar pra eles, quem sabe. O movimento é para fora.
Contraditoriamente, não tem Improvisation hoje. Mas é que me meti numa história mais longa. Segunda-feira o silêncio deve compensar. Abraço e bom findi a todos.
Estamos em fase de expansão, amigos. Não quer dizer derrubar paredes e aumentar o estúdio (quem dera), mas simplesmente colocar o trabalho na rua, seja ela virtual ou real. É necessário e preciso me dedicar mais a isso, inclusive. Como disse alguém, é fácil criar um site. Também é fácil abrir um posto no meio do deserto. Não quer dizer que alguém vá passar por lá.
Então, vocês podem ver o Improvisation destacado no site Quadrinho.com . E se os deuses não forem contra, uma coluna da Trip de agosto vai falar desse seu amigo, mais especificamente da história do Cortazar. Quem sabe dá um gás para eu retornar ao projeto dos escritores. Ou até achar um lar pra eles, quem sabe. O movimento é para fora.
Contraditoriamente, não tem Improvisation hoje. Mas é que me meti numa história mais longa. Segunda-feira o silêncio deve compensar. Abraço e bom findi a todos.
quinta-feira, julho 29, 2004
Deixa eu me expor à ira de Augusto e outros nonbelievers: Ventura, dos Los Hermanos é muito lindo. Me emprestaram e não consigo parar de ouvir. Muito raramente ouço um CD inteiro. Minha mente zapeadora geralmente faz um link na segunda faixa e já pula para outros dois ou três outros CDs. Mas ouvi todo, voltando para ouvir de novo várias faixas. Para o caso de alguns amigos do outro lado do mundo não terem ouvido, é uma coleção de sambas tristes e marchinhas, recriados com baixo, guitarra e bateria e um monte de metais muito bem aplicados. Parece velho e novo ao mesmo tempo. E como nos bons romances policiais, você não adivinha o fim na primeira linha. A melodia dá voltas, o arranjo se reinventa... resumindo: gostei muito.
quarta-feira, julho 28, 2004
Belle du jour, ainda se sentindo didática, explica um momento íntimo em detalhes. Além de efeitos óbvios em mim, eu me vejo querendo comprar o livro dela. :)
Aliás, andei seguindo os links dela, todos de alguma forma ligados a trabalhadores da indústria sexual, mas ninguém tem a finesse dela, nenhum escreve tão bem. É a Bridget Jones do sexo.
Um que tem seu valor, para quem quer passar algum tempo no escritório pensando em sexo (além do que você já pensa, seu tarado!) é esse True Porn Clerk Stories, contando o que vê um balconista de uma locadora de vídeos pornô. Não é pouca coisa. Faz você se sentir muuuito normal. :)
Voltando à cena da Belle, então. Duro é impedir a imagem de se formar em sua mente, mas enfim. Enjoy.
Hands and feet are bound in pairs, with a short bit of the rope between them. Limbs are in front of me, in the air. My back on the bed. SH knelt on the bed, entered me, pulled my legs toward him so they rested with the backs of my calves on one of his shoulders. I sit up slightly, the way the hands and feet were tied it was difficult not to. When he came, he pulled my legs into his body, put his hands around my wrists, and picked me up off the bed. He's still kneeling. He is a lot taller than I am and very strong.That is how it was done. No, I won't draw a diagram.
Aliás, andei seguindo os links dela, todos de alguma forma ligados a trabalhadores da indústria sexual, mas ninguém tem a finesse dela, nenhum escreve tão bem. É a Bridget Jones do sexo.
Um que tem seu valor, para quem quer passar algum tempo no escritório pensando em sexo (além do que você já pensa, seu tarado!) é esse True Porn Clerk Stories, contando o que vê um balconista de uma locadora de vídeos pornô. Não é pouca coisa. Faz você se sentir muuuito normal. :)
Voltando à cena da Belle, então. Duro é impedir a imagem de se formar em sua mente, mas enfim. Enjoy.
Hands and feet are bound in pairs, with a short bit of the rope between them. Limbs are in front of me, in the air. My back on the bed. SH knelt on the bed, entered me, pulled my legs toward him so they rested with the backs of my calves on one of his shoulders. I sit up slightly, the way the hands and feet were tied it was difficult not to. When he came, he pulled my legs into his body, put his hands around my wrists, and picked me up off the bed. He's still kneeling. He is a lot taller than I am and very strong.That is how it was done. No, I won't draw a diagram.
Existe essa coisa interessante do pensamento para fora, oposto ao introspectivo, que é mais circular, acho; que é descobrir pensamentos que você não sabia que tinha em você. Pensando em voz alta, como a loooonga conversa que tive na madrugada de ontem com A., tendo insight sobre insight ou como escrevendo nesse blog, que não tem pauta, não tem premeditação. Nos comentários do post abaixo, por exemplo, surgiu uma idéia de história. Aliás, essa era uma que podíamos fazer juntos, Wilbur, de alguma maneira. Think about it. Fiquei imaginando escrever essas gags a quatro mãos.
Respondendo hoje um e-mail de Augusto, o Sacerdote do Grande Olho que Tudo Vê, também formulei coisas que me agradam. Augusto comentava o gato 2D, falava de sua idéia para um Homem 2D e eu comentei que, quando fiz o Porque Gosto das Mulheres, ela era a Mulher 2D. ( Que é A., by the way, se você não chegou a deduzir isso.) E que pra mim me interessa muito isso, essa admissão de que é um mundo chapado, bidimensional. O volume é uma coisa que desaparece cada vez mais do meu desenho. E quando existe, é um volume gráfico, vazio, 2D. Mesmo as linhas que marcam a cidade ao fundo podem ser só linhas. É o olho do leitor que pôe a cidade lá.
Ou: "It´s only lines on paper, folks". (Robert Crumb)
Respondendo hoje um e-mail de Augusto, o Sacerdote do Grande Olho que Tudo Vê, também formulei coisas que me agradam. Augusto comentava o gato 2D, falava de sua idéia para um Homem 2D e eu comentei que, quando fiz o Porque Gosto das Mulheres, ela era a Mulher 2D. ( Que é A., by the way, se você não chegou a deduzir isso.) E que pra mim me interessa muito isso, essa admissão de que é um mundo chapado, bidimensional. O volume é uma coisa que desaparece cada vez mais do meu desenho. E quando existe, é um volume gráfico, vazio, 2D. Mesmo as linhas que marcam a cidade ao fundo podem ser só linhas. É o olho do leitor que pôe a cidade lá.
Ou: "It´s only lines on paper, folks". (Robert Crumb)
terça-feira, julho 27, 2004
Mas um dia, Wilbur, se você voltar ao Brasil, podemos formar um duo cômico, o que você acha? Ou eu vou até aí e ficamos contando piadas no metrô por moedas. Lembrei daquele episódio do Seinfeld que o George quer um apartamento que está reservado para um sobrevivente do naufrágio do Andrea Doria e ele consegue convencer o Conselho de que a vida dele é muito mais triste. Algo assim.
Ok, ligações encerradas. Você não pode mais ligar para participar do incrível debate interativo sobre minha vida sentimental. Mas os telefones não pararam de tocar, suas doações foram recebidas, o programa foi um sucesso, nossos patrocinadores agradecem. Mas ontem assinei um contrato de paz com minha Miss Sarajevo e restauramos nossa zona autônoma temporária. Lamentamos o fim de sua diversão. Mas chances não faltarão em um futuro próximo. Nossos comerciais, por favor.
segunda-feira, julho 26, 2004
Quando me acho impossível, quando me acho assim obsecado, quando busco sangue na internet e só acho comentários culturais ( e leio e leio até a náusea) vou até Loulou e releio sua impossível paixão de três dias com Miha, o croata. É impossível, é obsessiva, é lindamente escrita nos menores detalhes desprovidos de vaidade, de autopreservação. Não é por nada que ela é espanhola. Loulou, aqui ninguém te conhece e não acho que você se importe, então o link está aqui. E não se preocupe. Quem, além de mim em febre, vai ter a saúde de ler tudo isso?
A Mulher Enigma
O que é a fantasia. Me vejo querendo que ela tivesse um blog e eu pudesse ler o que se passa pela cabeça dela, como se isso fosse possível. Será que as palavras dão conta? Wilde diz o seguinte: Women are meant to be loved, not understood. Está muito bem, Mr. Wilde (embora eu me pergunte o que sabia ele de mulheres), mas e quando o amor não é o suficiente, o que faz o mortal?
belle du jour, tão didática e graciosa ,ensina às novas gerações o manual do fuck buddy, expressão que não ousaria traduzir para o português, mas que a maior parte de vocês deve saber o que significa. Minha vida seria muito, muito mais fácil se eu conseguisse ser ou ter isso. Mas.
But I´m a loser, baby, so why don´t you kill me?
But I´m a loser, baby, so why don´t you kill me?
quinta-feira, julho 22, 2004
she
oh boy. we were talking and smoking in the couch when she opens her pants to show me her tan, in that subtle place where the tan ends and it gets paler and the pubic hair begins...
some images can haunt you. and I´m at work right now, by the way.
some images can haunt you. and I´m at work right now, by the way.
quarta-feira, julho 21, 2004
Algumas coisas não carecem de comentários. O fato já é estupefaciente sem adjetivos.
Pois Osamu Tesuka, ilustre quadrinista japonês, quadrinizou a vida de Buda. Em 8.000 páginas. Entregues em suaves prestações de 400 páginas cada volume. E, segundo as críticas, ainda é sensacionalmente bom. Ahhn.
O que isso faz de nós, que choramingamos a cada 10 páginas?
Pois Osamu Tesuka, ilustre quadrinista japonês, quadrinizou a vida de Buda. Em 8.000 páginas. Entregues em suaves prestações de 400 páginas cada volume. E, segundo as críticas, ainda é sensacionalmente bom. Ahhn.
O que isso faz de nós, que choramingamos a cada 10 páginas?
Nosso setor de cartas à redação traz essa pertinente questão, enviada pelo leitor Wilbur.
A proposito eu tava com uma duvida sobre a Deusa do Amor. Nao tem 'Deus do Amor' pra mulher? Tipo, soh homem que se fode mesmo?
Consultamos o criador dessa impactante nova série de quadrinhos e eis a íntegra do fax que ele nos envia, direto de suas merecidas férias no caribe:
Ha. Boa essa. Acho que vem da experiência pessoal. :) Mas não, lembrando bem tem uma modernosinha choramingando no banheiro na primeira história.
Mais uma dúvida esclarecida.
A proposito eu tava com uma duvida sobre a Deusa do Amor. Nao tem 'Deus do Amor' pra mulher? Tipo, soh homem que se fode mesmo?
Consultamos o criador dessa impactante nova série de quadrinhos e eis a íntegra do fax que ele nos envia, direto de suas merecidas férias no caribe:
Ha. Boa essa. Acho que vem da experiência pessoal. :) Mas não, lembrando bem tem uma modernosinha choramingando no banheiro na primeira história.
Mais uma dúvida esclarecida.
terça-feira, julho 20, 2004
Enfim uma leitura decente na internet. O Blog do Hulk! Profundo e cheio de estilo, tem até comentários políticos (!), como esse:
Some people ask Hulk why Hulk not run for president.Hulk have simple answer.Hulk not smart enough to be president and Hulk knows it, unlike stupid puny human Bush in office now. Only saving grace of puny human Bush is his face looks like MONKEY.HELLO MONKEY!!!!
Some people ask Hulk why Hulk not run for president.Hulk have simple answer.Hulk not smart enough to be president and Hulk knows it, unlike stupid puny human Bush in office now. Only saving grace of puny human Bush is his face looks like MONKEY.HELLO MONKEY!!!!
Alguns recém-chegados ao mundo dos quadrinhos não surpreendem. Que Tarantino, Robert Rodriguez ou Kevin Smith queiram escrever roteiros para quadrinhos faz todo o sentido, se você viu os filmes deles. Mas autores de áreas tão distintas vem se materializando que o iludido já acha de novo que agora vai, agora o mundo descobriu que os quadrinhos existem, etc. Não vou nem entrar nessa ilusão.
Mas veja a lista de novos roteiristas e me diga se não é surpreendente - John Cleese, ex-Monty Phyton (escrevendo o super-homem!); Courtney Love (fazendo mangá); Douglas Rushkoff, teórico da internet e dos novos meios, lançou uma história sobre adolescentes que frequentam uma rave que só existe nos seus sonhos (by the way, parece muito original, mas Cortázar já tinha feito em 62 - Modelo para Armar); Noam Chomski!!!! ( Esse ainda não sei o projeto, mas sei que.)... e segue. Wilbur deve ter mais exemplos.
Não é a salvação da lavoura, mas é interessante, no mínimo. Outras vozes, outros pensamentos. No mínimo são várias pedrinhas caindo no lago.
Mas veja a lista de novos roteiristas e me diga se não é surpreendente - John Cleese, ex-Monty Phyton (escrevendo o super-homem!); Courtney Love (fazendo mangá); Douglas Rushkoff, teórico da internet e dos novos meios, lançou uma história sobre adolescentes que frequentam uma rave que só existe nos seus sonhos (by the way, parece muito original, mas Cortázar já tinha feito em 62 - Modelo para Armar); Noam Chomski!!!! ( Esse ainda não sei o projeto, mas sei que.)... e segue. Wilbur deve ter mais exemplos.
Não é a salvação da lavoura, mas é interessante, no mínimo. Outras vozes, outros pensamentos. No mínimo são várias pedrinhas caindo no lago.
segunda-feira, julho 19, 2004
embora eu não estivesse realmente prestando atenção, o mundo chama hoje. a história do cortázar está achando maneiras de se multiplicar e pode aparecer num lugar bem bacana. conto quando e se for realidade, sabe como é. mas por conta disso, coloquei no sad comics o começo do camus, até para ver se tomo vergonha e retomo o projeto dos escritores. veremos.
não sei se a verdade nos salvará ou se vamos todos nos foder por causa dela, mas estamos aqui. se arrastando sobre vidro moído e perguntando porque dói. aqui está o que ela me manda e compartilho com todos. hoje, very much alive.
Amor Líquido - Sobre a Fragilidade das Relações Humanas
Zygmunt Bauman
Diante do ritmo surpreendente das mudanças em praticamente todos os detalhes do ambiente em que vivemos, da aguda incerteza sobre a vida futura e curta -as expectativas de cada "projeto" em que estamos atualmente envolvidos-, precisamos muito de um ponto de referencia estável e confiável que possa suportar as correntes transversais. E onde seria melhor procurá-lo do que em amigos leais sempre prontos a segurar nossas mãos, parcerias inquebrantáveis e uniões que durariam "ate que a morte nos separe"?Por outro lado, no mesmo "mundo de fluxos" em que nada consegue manter sua forma por muito tempo, e preciso muita ousadia (e hesitação, e bater no peito e remorsos) para assumir compromissos de longo prazo e, assim, hipotecar futuras oportunidades das quais ainda não podemos saber, mas podemos ter certeza de que surgirão. Quanto mais próximo e um relacionamento, mais ele parece ao mesmo tempo uma promessa e uma ameaça. Não admira que uma "rede" possa parecer uma alternativa sedutora aos laços. Em uma rede, como você sabe, desligar-se e tão fácil quanto ligar-se.
Amor Líquido - Sobre a Fragilidade das Relações Humanas
Zygmunt Bauman
Diante do ritmo surpreendente das mudanças em praticamente todos os detalhes do ambiente em que vivemos, da aguda incerteza sobre a vida futura e curta -as expectativas de cada "projeto" em que estamos atualmente envolvidos-, precisamos muito de um ponto de referencia estável e confiável que possa suportar as correntes transversais. E onde seria melhor procurá-lo do que em amigos leais sempre prontos a segurar nossas mãos, parcerias inquebrantáveis e uniões que durariam "ate que a morte nos separe"?Por outro lado, no mesmo "mundo de fluxos" em que nada consegue manter sua forma por muito tempo, e preciso muita ousadia (e hesitação, e bater no peito e remorsos) para assumir compromissos de longo prazo e, assim, hipotecar futuras oportunidades das quais ainda não podemos saber, mas podemos ter certeza de que surgirão. Quanto mais próximo e um relacionamento, mais ele parece ao mesmo tempo uma promessa e uma ameaça. Não admira que uma "rede" possa parecer uma alternativa sedutora aos laços. Em uma rede, como você sabe, desligar-se e tão fácil quanto ligar-se.
sexta-feira, julho 16, 2004
pois rendeu a presença do morrisson aqui.
agora, sobre aquela questão ali nos comments, eu gosto muito do ponto de vista do Morrisson - sim, eu podia ser um artista sofredor e fazer fanzines ou pagar para imprimir meus trabalhos e etc, mas porque se eu posso ter uma megacorporação me pagando (e bem) pra fazer exatamente o que eu quero?
eu acho que nesse caso, o meio não é a mensagem. E o desejo dele de ser pop é profundamente subversivo.
agora, sobre aquela questão ali nos comments, eu gosto muito do ponto de vista do Morrisson - sim, eu podia ser um artista sofredor e fazer fanzines ou pagar para imprimir meus trabalhos e etc, mas porque se eu posso ter uma megacorporação me pagando (e bem) pra fazer exatamente o que eu quero?
eu acho que nesse caso, o meio não é a mensagem. E o desejo dele de ser pop é profundamente subversivo.
quinta-feira, julho 15, 2004
hoje minha vida parecia por demais um filme francês. A. me visitou pela manhã e fumamos como loucos (as usual) discutindo teoria de cinema e quadrinhos, entre páginas espalhadas e cinzeiros. Nosso descolamento do filme veio só que tomamos mate em vez do café clássico. mas foi um detalhe.
ninguém se importa, eu suponho, se rompo um pouco o decoro e o sigilo e digo que gosto cada vez mais dessa mulher. e da alegria que é ter uma mulher assim inteligente do lado. e que corações e mentes podem conviver bem juntos.
dizer essas coisas é sempre desafiar a ira dos deuses, mas quem sabe a deusa pode ser parcial comigo, por ser seu embaixador? veremos.
ninguém se importa, eu suponho, se rompo um pouco o decoro e o sigilo e digo que gosto cada vez mais dessa mulher. e da alegria que é ter uma mulher assim inteligente do lado. e que corações e mentes podem conviver bem juntos.
dizer essas coisas é sempre desafiar a ira dos deuses, mas quem sabe a deusa pode ser parcial comigo, por ser seu embaixador? veremos.
quarta-feira, julho 14, 2004
dudu deu o link (parece coisa de uma cartilha - ivo viu a uva) e qualquer entrevista de grant morrisson vale a pena. essa parece mais espetacular que outras. acabei de ler agora e me confesso tonto. pouco seres humanos tem tantas idéias dentro do seu cérebro, me parece e certamente pouquíssimo escritores de quadrinhos diriam coisas como isso
Everything is literally entangled, it can all be communicated with and affected 'at a distance' because there is no distance, only a simulation of apparent separation which our limited consciousness feeds us second by second at 11 bits. The 'telepathy' which brings people together is no more or less supernatural or unlikely than the 'telepathy' which brings two of your fingers together when you think about it. Patience, participation and constant close observation of what's going on, on the inside and on the outside will soon make you a fine sorcerer, if that's what you want to be.
porque além de roteirista brilhante, morrisson é um mago praticante. que rejeita as patuscadas e auto-importância de figuras como paulo coelho. é uma visão da magia mais próxima da ciência, da supercomplexidade desse mundo.
então, se você tem muuuito tempo livre, a entrevista está aqui. e gracias a law por ter me apresentado a esse demônio pop.
Everything is literally entangled, it can all be communicated with and affected 'at a distance' because there is no distance, only a simulation of apparent separation which our limited consciousness feeds us second by second at 11 bits. The 'telepathy' which brings people together is no more or less supernatural or unlikely than the 'telepathy' which brings two of your fingers together when you think about it. Patience, participation and constant close observation of what's going on, on the inside and on the outside will soon make you a fine sorcerer, if that's what you want to be.
porque além de roteirista brilhante, morrisson é um mago praticante. que rejeita as patuscadas e auto-importância de figuras como paulo coelho. é uma visão da magia mais próxima da ciência, da supercomplexidade desse mundo.
então, se você tem muuuito tempo livre, a entrevista está aqui. e gracias a law por ter me apresentado a esse demônio pop.
terça-feira, julho 13, 2004
deu no new york times
pois. para um meio que choraminga e choraminga por reconhecimento, o new york times é uma esperança. longa matéria e bem fundamentada. ainda que o repórter tenha aquele tom "pois não é que esses tais quadrinhos tem algum valor", você vê que ele se deu ao trabalho de ler as obras, conversou com alguns figurões, etc. e se você não tiver a paciência de ler a looonga matéria, vale pela foto. é um dos grupos mais tristes de homens que já vi. boy, parece que eles estão no corredor da morte.
a coisa toda está aqui.
a coisa toda está aqui.
pois juntando esses dois, que estão espalhados pelo mundo, deixa eu me pôr bobo aqui e dizer que me dá um orgulho besta de ter amigos tão talentosos.
o foda no caso de jorge é ele ser um diletante nos quadrinhos, alguém que não vinha gastando a bunda nisso e está fazendo um trabalho absurdo. já wilbur é um obsecado. pelo meio em si e em cada página que faz. você pode dar uma espiada aqui. veja e chore.
o foda no caso de jorge é ele ser um diletante nos quadrinhos, alguém que não vinha gastando a bunda nisso e está fazendo um trabalho absurdo. já wilbur é um obsecado. pelo meio em si e em cada página que faz. você pode dar uma espiada aqui. veja e chore.
encontrei tardiamente esse comentário do adrianowilbur perdido lá embaixo:
Ah, para de chorar, senta a bunda e desenha. PArabens por estar mantendo aquele site com desenhos novos.
pois você sabe que estou convencido que uma das coisas fundamentais em um desenhista é justamente a bunda. ou digamos a capacidade de colá-la em uma cadeira e mantê-la lá por muito tempo. quase tudo se resume a isso. mantenha sua bunda lá. é o único jeito.
jorge deve estar sabendo bem o que é isso nesse momento. não vai nenhum duplo sentido aqui, mas senta, jorge. sei que barcelona está cheia de distrações, mas senta. :)
e vê se posta uns desenhos pra nós.
Ah, para de chorar, senta a bunda e desenha. PArabens por estar mantendo aquele site com desenhos novos.
pois você sabe que estou convencido que uma das coisas fundamentais em um desenhista é justamente a bunda. ou digamos a capacidade de colá-la em uma cadeira e mantê-la lá por muito tempo. quase tudo se resume a isso. mantenha sua bunda lá. é o único jeito.
jorge deve estar sabendo bem o que é isso nesse momento. não vai nenhum duplo sentido aqui, mas senta, jorge. sei que barcelona está cheia de distrações, mas senta. :)
e vê se posta uns desenhos pra nós.
segunda-feira, julho 12, 2004
o final de semana foi cheio de filmes trash. o melhor-pior era um que tinha eric roberts como herói (o que já diz tudo) e michael madsen como co-herói, aquele cara cool que não faz nada no filme. (ele é aquele que corta a orelha do policial em cães de aluguel e nunca mais fez um filme decente na vida).
inacreditável, o filme. eric roberts nocauteou metade dos seguranças do prédio soprando dardos tranquilizantes por um canudinho. desses pequeninhos, que vêm com o toddynho. isso a uns 10 metros de distância. maravilhoso. depois uma vilã nazistona bate nele com uma barra de ferro por uns 20 minutos. mas isso incrivelmente não tem efeito nenhum no nosso herói. você sabe, ele sua um pouquinho, mas é só. ele devia ter ossos de adamantium.
vai por aí a coisa.
outra cena maravilhosa: o presidente, (ah sim, ele foi sequestrado), corajosamente joga fora o celular do vilão, de cima do prédio. considere agora que o FBI cercava o prédio. pois o celular cai exatamente aos pés do agente do FBI que falava no celular com o vilão. e por aí vai. helicópteros de brinquedo usados para as explosões...
vida longa ao trash.
inacreditável, o filme. eric roberts nocauteou metade dos seguranças do prédio soprando dardos tranquilizantes por um canudinho. desses pequeninhos, que vêm com o toddynho. isso a uns 10 metros de distância. maravilhoso. depois uma vilã nazistona bate nele com uma barra de ferro por uns 20 minutos. mas isso incrivelmente não tem efeito nenhum no nosso herói. você sabe, ele sua um pouquinho, mas é só. ele devia ter ossos de adamantium.
vai por aí a coisa.
outra cena maravilhosa: o presidente, (ah sim, ele foi sequestrado), corajosamente joga fora o celular do vilão, de cima do prédio. considere agora que o FBI cercava o prédio. pois o celular cai exatamente aos pés do agente do FBI que falava no celular com o vilão. e por aí vai. helicópteros de brinquedo usados para as explosões...
vida longa ao trash.
lendo isso, lembrei de um desses texto da internet. se chamava things only women can get away with. algo como "coisas que só uma mulher poderia fazer e se sair bem".
lembro de uns trechos: mulheres usando roupas do namorado ficam sexy, casuais e elegantes. homem usando as roupas da namorada ficariam absurdos. no mínimo.
mulheres se masturbando são uma visão sexy. homens se masturbando são patéticos.
mulheres que tem vibradores são independentes e poderosas. homens que tem vaginas plásticas são dignos de pena. e por aí afora.
by the way, não estou reclamando. faz parte da minha infinita admiração pelas mulheres. eu adoro que elas existam. estou confortável em minha posição de sexo inferior. :)
lembro de uns trechos: mulheres usando roupas do namorado ficam sexy, casuais e elegantes. homem usando as roupas da namorada ficariam absurdos. no mínimo.
mulheres se masturbando são uma visão sexy. homens se masturbando são patéticos.
mulheres que tem vibradores são independentes e poderosas. homens que tem vaginas plásticas são dignos de pena. e por aí afora.
by the way, não estou reclamando. faz parte da minha infinita admiração pelas mulheres. eu adoro que elas existam. estou confortável em minha posição de sexo inferior. :)
posso continuar minha fascinação vouyerística com a belle du jour? aquecer a segunda-feira dos amigos. também, minha fascinação com essas diferenças entre homens e mulheres. vá lá que não é qualquer mulher que tem a presença de espírito para fazer isso, mas homem nenhum teria. só uma mulher, para fazer isso na frente do parceiro e ainda sair triunfante e poderosa. vamos à cena.
It was a longer drive than I thought. An hour or more out of London I started to get the familiar twitchy feeling. "I was thinking of masturbating," I said to OOP. "But you were going to stop soon for food, weren't you?"
"I'll give you plenty of warning if I decide to stop," he said.
"And let me know if you're about to pass any lorry drivers?"
"I will."
Unzipped my jeans and reached into my knickers with the left hand - already soaking wet. I slipped two fingers inside, then a third, rubbing my clit with the thumb. The radio was on, some droning Radio Four drama. I turned it down. It was distracting. Turned it down again so the acotrs' voices were just a whisper. Closed my eyes. I don't know how long it was before I came, twitching and grunting, but the same play was still on when I finished. Pulled my hand out, licked the fingers. We stopped soon after for a cream tea.
It was a longer drive than I thought. An hour or more out of London I started to get the familiar twitchy feeling. "I was thinking of masturbating," I said to OOP. "But you were going to stop soon for food, weren't you?"
"I'll give you plenty of warning if I decide to stop," he said.
"And let me know if you're about to pass any lorry drivers?"
"I will."
Unzipped my jeans and reached into my knickers with the left hand - already soaking wet. I slipped two fingers inside, then a third, rubbing my clit with the thumb. The radio was on, some droning Radio Four drama. I turned it down. It was distracting. Turned it down again so the acotrs' voices were just a whisper. Closed my eyes. I don't know how long it was before I came, twitching and grunting, but the same play was still on when I finished. Pulled my hand out, licked the fingers. We stopped soon after for a cream tea.
sexta-feira, julho 09, 2004
quinta-feira, julho 08, 2004
spider, spider
as coisas que a gente encontra por essa internet. sem dinheiro para ir ao cinema? que tal ver o filme do homem-aranha feito em lego? sim, é verdade. está aqui.
belle de jour descreve o café perfeito, depois de descrever como o namorado novo é bom usando cordas no quarto. são muito os prazeres dessa vida.
This morning we rose early, fooled around a bit, and nipped down to my favourite coffee shop. It's not a coffee shop as such, more an incredibly small space filled with fresh bread, Mediterranean and Asian foods, cakes and chocolates, more lilies than a Catholic funeral, organic groceries and two tiny tables at the back as an afterthought. The staff are rather left of centre and make the nicest cappuccino. Before ten, the pastries are still warm. It's heavenly.
This morning we rose early, fooled around a bit, and nipped down to my favourite coffee shop. It's not a coffee shop as such, more an incredibly small space filled with fresh bread, Mediterranean and Asian foods, cakes and chocolates, more lilies than a Catholic funeral, organic groceries and two tiny tables at the back as an afterthought. The staff are rather left of centre and make the nicest cappuccino. Before ten, the pastries are still warm. It's heavenly.
terça-feira, julho 06, 2004
rejeitando trabalho. coisa que não devia nem podia fazer. seria ótimo se eu fosse como jorge, que consegue ser um puta ilustrador, um puta diretor de arte e ainda fazer uns quadrinhos maravilhosos como se fosse um passatempo, uma coisa tranquila. não é meu caso. minha energia vai se filtrando cada vez mais para os quadrinhos e meu tesão para fazer design morre a olhos vistos. pelo menos para fazer freelas, coisas depois do expediente. consigo manter meu trabalho como diretor de arte do jornal, mas saindo daqui? quero desenhar, fazer quadrinhos.
obviamente é convidar a miséria. seria mais fácil entrar para uma ordem e virar franciscano de vez. vou acabar lavando pratos.
obviamente é convidar a miséria. seria mais fácil entrar para uma ordem e virar franciscano de vez. vou acabar lavando pratos.
segunda-feira, julho 05, 2004
porque é uma questão, essa do autobiográfico. tenho sentido muito isso no improvisation society. por não ter a camada protetora de uma história, com personagens e por estar tão próximo das minhas circunstâncias, isso vem acontecendo. e já era uma coisa que me interessava, que eu pensava a respeito. mas é todo um mundo. como filtrar as coisas, como não fazer um diário e principalmente como dizer a verdade. parece simples, não é? mas é muito, muito difícil. a verdade e a, digamos não-verdade, está em cada traço, em cada objeto. como desenhar o que você vê, lembra, em vez de um modelo ideal que está em sua cabeça. como evitar o genérico, a clipart. existe uma verdade em cada xícara.
frase muito boa que vem do fim de semana - reencontro dani, a imperatriz, que não via há algum tempo. e ela diz: nossa, você está cabeludo. por isso é que o homem que desenha, dos quadrinhos, aparecia cabeludo...
taí, gostei. o-homem-que-desenha. é bom porque não sou eu, é uma entidade. isso me dá uma alegria de não estar sendo descaradamente autobiográfico.
taí, gostei. o-homem-que-desenha. é bom porque não sou eu, é uma entidade. isso me dá uma alegria de não estar sendo descaradamente autobiográfico.
sexta-feira, julho 02, 2004
quinta-feira, julho 01, 2004
a arte de falar mal
assim que parece que blueberry, o filme baseado nos quadrinhos de giraud es malo, muy malo. ou pelo menos é o que diz esse site espanhol, em uma orgia de hipérboles que não deixa de trair também o espírito espanhol em si.
por exemplo:Vergonzoso. Así de triste y paupérrimo es el adjetivo que define esta ex-cesiva tomadura de pelo del cine francés... Poco tiene que ver esta mezquina demencia de estulticia argumental con las viñetas dibujadas por Giraud...
...Kounen se mueve constantemente en un dudoso virtuosismo visual mezclado con un incoherente éxtasis místico a medio camino entre la pseudofilosofía y la imbecilidad lisérgica. Bajo la apariencia de western atípico y fantástico, pretendidamente onírico, e in-fluenciado por la cultura chamánica, reside uno de los ejerci-cios de prepotencia absurda más escandalosos y degradan-tes que se han visto en la historia del cine.
Desde ese punto de vista es comprensible que con su incompetente propensión al dis-parate, al psicotrópico efecto de un mal chute de droga visual adul-terada, someta al espectador a un tortuoso viaje hacia un aburri-miento soporífero, sin sentido ni explicación que concluye en una ridícula burla hacia la inteligencia del público o a un guiño malicioso a los entorpecidos amigos de la drogadicción chamanista y farlo-pera.
wow.
por exemplo:Vergonzoso. Así de triste y paupérrimo es el adjetivo que define esta ex-cesiva tomadura de pelo del cine francés... Poco tiene que ver esta mezquina demencia de estulticia argumental con las viñetas dibujadas por Giraud...
...Kounen se mueve constantemente en un dudoso virtuosismo visual mezclado con un incoherente éxtasis místico a medio camino entre la pseudofilosofía y la imbecilidad lisérgica. Bajo la apariencia de western atípico y fantástico, pretendidamente onírico, e in-fluenciado por la cultura chamánica, reside uno de los ejerci-cios de prepotencia absurda más escandalosos y degradan-tes que se han visto en la historia del cine.
Desde ese punto de vista es comprensible que con su incompetente propensión al dis-parate, al psicotrópico efecto de un mal chute de droga visual adul-terada, someta al espectador a un tortuoso viaje hacia un aburri-miento soporífero, sin sentido ni explicación que concluye en una ridícula burla hacia la inteligencia del público o a un guiño malicioso a los entorpecidos amigos de la drogadicción chamanista y farlo-pera.
wow.
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