terça-feira, dezembro 11, 2007

trechos da correspondência completa:

from: odyr@qualquercoisa

to: angie@qualquercoisa


peguei o metrô para comprar sua revista.


estava 35 graus na rua, angie. desci na carioca, sempre confuso para que lado seguir. um saxofonista torturava o tema do verão de 42. desci e passei uma hora na berinjela (o que, em minúsculas, fica ótimo). comecei a ler (você primeiro, claro) de pé na estação. sorri sozinho. no metrô, uma loira se desmanchava. o braço dela parecia que tinha desistido. almoçei pastel de camarão e chope. tão carioca. onde anda minha estética do frio? também quero ser poeta, angie. deus me livre de actually escrever poemas. mas ficaria feliz de ficar andando assim pelo metrô, com missões tão vagas como essa. (ainda que prefira enormemente ficar parado em casa) mais do que um flaneur, é uma questão de ser um respirateur, como dizia duchamp. é o que estou tentando.
(...)
você não sabe os quadrinhos que quero fazer.

beijo.


O.

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